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terça-feira, 29 de julho de 2025

QUANDO O BEM VENCE O MAL

"Sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto." (Romanos 8:28)

A arte de viver não é simplesmente passar pelos dias; é aprender a transformar cada capítulo da vida, por mais amargo que pareça, em oportunidade para crescer, amadurecer e confiar em Deus. É tirar o maior bem do maior mal, assim como a luz vence a escuridão com a simples força de ser luz.

Na Bíblia, vemos isso com clareza. José, filho de Jacó, sofreu traições, calúnias, abandono, mas mesmo preso e humilhado, permaneceu fiel. No final, pôde dizer a seus irmãos: “Vós intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer como se vê neste dia, para conservar em vida a um povo grande” (Gênesis 50:20). Isso é arte de viver.

Paulo reforça essa postura: “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Romanos 12:21). Não é fácil, mas é divino. O mal quer nos endurecer, nos tornar iguais a ele. Mas quando respondemos com bondade, quando perdoamos, quando seguimos firmes sem deixar o coração azedar, vencemos.

Essa escolha de fazer o bem, mesmo em tempos difíceis, também é um mandamento. “Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado” (Tiago 4:17). Ou seja, não basta não praticar o mal. Deus nos chama para uma vida de bondade prática, mesmo quando ninguém mais está fazendo.

Cristo, nosso maior exemplo, foi rejeitado, espancado e crucificado injustamente. Mas do maior mal da história, a cruz, Deus tirou o maior bem: a nossa salvação. Ele não revidou, Ele perdoou. E com isso, nos ensinou: a arte de viver com Ele é fazer do sofrimento uma ponte para a graça, da dor um caminho para a glória.

Portanto, quando a vida parecer injusta, confusa ou cruel, lembre-se: Deus não desperdiça nenhum mal. Tudo Ele pode usar para moldar em nós o caráter de Cristo. Viva com fé, ame com coragem, e não deixe o mal te vencer. Porque quem caminha com Deus, vence… com o bem.

O MEU QUERER E A VONTADE DIVINA

"Porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade." (Filipenses 2:13)

Nem tudo na vida acontece apenas porque queremos. Nossos desejos, por mais legítimos que sejam, não são garantias de resultados. A Bíblia nos mostra que o querer, por si só, não move montanhas. Mas também revela que, sem querer, sem iniciativa, sem disposição interior, nada acontece.

Deus plantou em nós o poder do querer, esse impulso que nos leva a sonhar, a lutar, a esperar. Mas quando o nosso querer é alinhado à vontade d’Ele, aí sim, as coisas fluem. Foi assim com Ana, que desejou um filho e orou com fé. Seu querer estava alinhado à vontade de Deus e Samuel nasceu (1 Samuel 1).

Jesus, mesmo sendo Deus, nos ensinou no Getsêmani que o querer precisa se submeter ao plano divino: “Pai, se queres, afasta de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, mas a tua” (Lucas 22:42).

O exemplo claro de "querer não realizado" na Bíblia é o de Davi, que desejou profundamente construir o Templo do Senhor.

"E se levantou o rei Davi sobre os seus pés e disse: Ouvi-me, irmãos meus e povo meu. Eu tinha no coração o propósito de edificar uma casa de repouso para a arca da aliança do Senhor e para o estrado dos pés do nosso Deus, e já tinha feito o preparo para edificar. Porém Deus me disse: Não edificarás casa ao meu nome, porque és homem de guerra e derramaste muito sangue." (1 Crônicas 28:2-3)

Davi quis, planejou, separou recursos, chamou artesãos, mas Deus disse não. O motivo? Não era o papel de Davi, e sim de seu filho Salomão.

Aqui aprendemos que nem todo querer, mesmo sendo nobre, é para nós realizarmos. Às vezes Deus diz “não” para o nosso querer, porque há outro propósito, outro tempo, outra pessoa.

Mas o “não” de Deus para Davi não foi um fim. Ele deixou um legado. *Seu desejo não foi atendido da forma como queria, mas ele participou da realização ao preparar tudo. Quando nosso querer se submete a Deus, mesmo os “nãos” se tornam sementes de algo eterno.

E lembre-se: Tiago nos alerta que pedimos e não recebemos porque pedimos mal (Tiago 4:3). Isso nos ensina que querer não basta, é necessário querer bem, com o coração alinhado à Palavra.

Portanto, deseje, sim. Queira com fé, com esperança. Mas submeta seu querer à vontade soberana de Deus. Se for para sua edificação, para o bem de outros e para a glória de Deus, vai acontecer. Não pelo seu querer apenas, mas porque Deus realizou em você o querer e o realizar.

Não desista de querer. Mas aprenda a querer o que Deus quer. Porque quando o querer nasce do coração de Deus, nada pode impedir.

MUDANÇAS

As coisas mudam;
Os tempos mudam;
As pessoas mudam;
As coisas mudam pessoas;
As pessoas mudam coisas;
Tudo muda;
Muda tudo;

Só Jesus que não muda nunca, mas pode mudar tudo, mas Ele não muda não.

É muita mudança;
Mudanças que não mudam nada;
Mudanças que mudam tudo;
Alguns querem mudar;
Outros querem mudança;
Outros fazem mudar;
Outros mudam sem nada fazer;

Só Jesus que não muda nunca, mas pode mudar tudo, mas Ele não muda não.

Há mudança pelo cansaço;
Há mudança pela convicção;
Há mudança pelo sonho;
Há mudança pela desilusão;
Há mudança pela fidelidade;
Há mudança pela infidelidade;
Há mudança pela mudança;
Há mudança pela aparição;
Há mudança pela desilusão;

Só Jesus que não muda nunca, mas pode mudar tudo, mas Ele não muda não.

Adão jamais pensou em se mudar;
Abraão foi orientado a se mudar;
Jacó brigou para se mudar;
Paulo mudou pela conversão;
Pedro mudou pela negação;
Judas mudou pela traição;
Toda verdadeira mudança é de coração, é fruto da determinação;

Só Jesus que não muda nunca, mas pode mudar tudo, mas Ele não muda não.

Alguns mudam por amar;
Alguns mudam por odiar;
Alguns mudam por se encantar;
Alguns mudam por pecar;
Alguns mudam por mandar;
Alguns mudam pelo nascimento;
Alguns mudam pela morte;
Alguns mudam pela força;
Alguns mudam pela dor;
Alguns mudam pelo ter;
Alguns mudam por perder;
Alguns mudam por ganhar;

Só Jesus que não muda nunca, mas pode mudar tudo, mas Ele não muda não.

Tudo muda, tudo pode mudar, só Jesus que não muda não!

AS DIFERENÇAS, SIM, INDIFERENÇA, JAMAIS

"Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo." (João 16:33)

Muitos desejam uma vida sem conflitos, sem perdas, sem contratempos. Mas a própria Bíblia nunca prometeu um caminho fácil, apenas um caminho seguro. Jesus foi claro: no mundo teríamos aflições. E mesmo assim, Ele nos chama à paz, ao ânimo e à confiança. Por quê? Porque Ele venceu, e n’Ele, nós também venceremos.

Se a vida fosse, como dizem, um “mar de rosas”, onde estaria a força que se forma na dor? Onde surgiriam os testemunhos de superação, de fé, de recomeço? A vida tem beleza justamente por ser contrastada com suas lutas. É nas diferenças que aprendemos. É nos desertos que crescemos. É nas dores que nos aproximamos do consolo de Deus.

A Bíblia mostra homens e mulheres que passaram por vales escuros, noites silenciosas e mares agitados. José foi traído pelos irmãos, mas ali começou sua preparação para governar. Davi fugiu como um perseguido, antes de reinar como escolhido. Paulo foi perseguido e preso, mas escreveu suas mais poderosas cartas no cárcere.

A vida não é fácil, e nem precisa ser. O sentido dela não está na ausência de problemas, mas na presença de Deus. Ele é quem dá propósito ao caos, sentido à dor e direção às incertezas.

E mesmo quando tudo parece diferente do que esperávamos, a fé nos lembra: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus” (Romanos 8:28).

A vida ganha sabor nos contrastes. Não nas indiferenças, mas nas diferenças. Não na monotonia da igualdade absoluta, mas no desafio de crescer em meio às diversidades.

Por isso, viva com coragem. Confie em Deus. E lembre-se: não é a ausência de luta que revela a graça, é a paz em meio à batalha que mostra quem está guiando o barco.

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

VOCÊ COLHE O QUE PLANTA

E digo isto: “...o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará. (2 Coríntios 9:6)”

Há uma lei universal que se aplica a todos, a lei do tempo de semear e de colher, ou colocando de modo mais simples, “você colhe o aquilo que planta (Gálatas 6:7)”.

Não há como usufruir de uma colheita exceto se você tenha plantado primeiro; ninguém pode ganhar um retorno a menos que tenha investido primeiro; ninguém há que tenha recebido benefícios de um produto ou serviço sem primeiro ter investido nele ou realizada a venda do mesmo.

É fato, o retorno recebido é fruto da qualidade, entrega, dedicação e não somente do valor dado nesse serviço, é preciso investir, gastar tempo, doar-se, dedicar-se, gastar-se na entrega, no investimento para que o retorno seja satisfatório; na vida espiritual não é diferente!

Nosso relacionamento com Deus é assim, ninguém jamais conseguirá obter de Deus aquilo que jamais buscou nEle! Certo é que Deus é bom, abençoador e doador de nossos dons, mas a capacidade de exercer isso, está nEle (Filipenses 2:13).

Paulo, sabia muito bem disso:

Porque, afinal, quem sou eu, e quem é Apolo? Não somos nós apenas servos de Deus, cada um com a capacidade que o Senhor lhe deu, e por intermédio de quem se tornaram crentes? Eu plantei, Apolo regou, mas Deus é quem fazia crescer; de modo que nem o que planta nem o que rega são alguma coisa, mas unicamente Deus, que efetua o crescimento. O que planta e o que rega têm um só propósito, e cada um será recompensado de acordo com o seu próprio trabalho. I Coríntios 1:5-8

Quanto queres receber? Receberás conforme sua semeadura!

- Gustavo

sábado, 1 de abril de 2017

DIA DA MENTIRA


Hoje comemora-se o dia da mentira, que pena, que esse mundo se ilude com o pai dela, mas permita-me perguntar-lhe, como cristão você comemora na “brincadeira” (Provérbios 26. 18,19) o 1° de abril?

Só para ilustrar a gravidade de “brincar”, de celebrar o dia do pai da mentira (Joao 8.44) segue abaixo uma história de um cristão que não brinca de mentir:

Tomás de Aquino estava mergulhado em seus livros quando foi abruptamente interrompido por um aluno que gritava:

- Mestre, venha até aqui. Há uma vaca voando lá fora!

Tomás levantou-se depressa, foi correndo até a janela e olhou para o céu. No mesmo instante o jovem soltou uma sonora gargalhada e disse em tom zombeteiro:

- Como pode alguém acreditar que uma vaca está voando?

Então, Tomás de Aquino fitou-o gravemente e respondeu:

- É mais fácil crer que uma vaca está voando do que acreditar que um cristão está mentindo.

Reflita...

Medite...

Não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do velho homem com os seus feitos, Colossenses 3:9

Não furtareis, nem mentireis, nem usareis de falsidade cada um com o seu próximo; Levítico 19:11

Deus não é homem, para que minta; Números 23:19

Em esperança da vida eterna, a qual Deus, que não pode mentir, Tito 1:2

A verdadeira testemunha não mentirá, mas a testemunha falsa se desboca em mentiras. Provérbios 14:5

Por isso deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo; porque somos membros uns dos outros. Efésios 4:25

Não vos escrevi porque não soubésseis a verdade, mas porque a sabeis, e porque nenhuma mentira vem da verdade. 1 João 2:21

Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira. João 8:44

Mas, ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira. Apocalipse 22:15

- Gustavo

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

ENTRE A FÉ E A RAZÃO

Muito pode ser escrito além do que já o foi quanto a essas duas palavrinhas fé e razão, mas além da muita distância entre elas no sentido secular, humano e cientifico elas têm suas similaridades e singularidades! Alhures ouvi que “a fé tem uma razão que a própria razão desconhece”, e me pergunto, tem a razão fé?

Sendo a máxima definição da fé o que descreveu o autor aos Hebreus, “a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem” (Hebreus 11:1); a definição de razão entre tantas possível é “a faculdade humana da linguagem e do pensamento, voltada para a apreensão cognitiva da realidade, em contraste com a função desempenhada pelos sentidos na captação de percepções imediatas e não refletidas do mundo externo” somente nessas duas definições encontramos abismos entre ambas, mas é inegável, uma comprova a outra!

Bom, depois dessa introdução quero discorrer sobre o que temos entre a fé e a razão! Temos uma linha tênue! Nossos dias estão carregados de dificuldades, e por isso mesmo precisamos dessas duas palavras para continuarmos a vencer, andando na RAZÃO de nossa FÉ (1 Pedro 3:15).

As dificuldades que ora enfrentamos, certo estou que não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada (Romanos 8:18) se o sofrer é grande, a vitória é certa e maior! Mas sabemos também “verdadeiramente que a opressão faria endoidecer até ao sábio” (Eclesiastes 7:7), logo, não podemos perder a fé que nos move e nos faz agradar a Deus (Hebreus 11:6) e nem a razão que nos faz idôneos para convivermos nesse presente “século sóbria, e justa, e piamente” (Tito 2:12).

E o que tem a fé e a razão para nós em meio as dificuldades? A fé nos comunica com razão que “Deus está controlando tudo da melhor maneira possível” já a razão sem fé me comunica que “Se Deus controla tudo, porque tudo parece estar descontrolado? ”; muito sutis tais afirmações, tais cogitações, tais pensamentos em nós mesmos! Não podemos negar que ante as dificuldades, as realidades postas e impostas pela razão são mais atrativas que as virtudes da fé, porque? Porque elas são imediatistas, mas nem sempre solucionam plenamente todos os problemas, em contrapartida, a fé quando age, ela resolve!

Se pensarmos em alguns episódios Bíblicos, veremos que a Fé é superior, mas não a princípio! Em Êxodo 14 temos uma narrativa a princípio, aterrorizante de um povo impotente (considerando a força do exército egípcio) que foge do maior exército da época e se depara um “beco sem saída”, a sua frente um mar, aos lados montanhas, e atrás, o maior e mais temível exército do mundo atual; como não pensar no pior? Em sua razão, pense comigo, cerca de 3 milhões de pessoas cansadas da caminhada e da opressão que viviam no Egito, homens, mulheres, crianças, jovens, adolescentes e muitos idosos, o que fazer? Não tem barco para todos e nem dava tempo de construir? Quantos saberiam nadar? Quantos teriam forças para nada? Deixar tudo o que trouxeram até aquele lugar para trás? Novas tecnologias não existiam! Sem lancha! Sem iates! Nem transatlânticos! Sem helicópteros, sem avião! Nada absolutamente nada favorável! O que dizia a razão:

- E aproximando Faraó, os filhos de Israel levantaram seus olhos, e eis que os egípcios vinham atrás deles, e temeram muito; então os filhos de Israel clamaram ao Senhor. (Êxodo 14:10)

- E disseram a Moisés: Não havia sepulcros no Egito, para nos tirar de lá, para que morramos neste deserto? Por que nos fizeste isto, fazendo-nos sair do Egito? (Êxodo 14:11)

- Não é esta a palavra que te falamos no Egito, dizendo: Deixa-nos, que sirvamos aos egípcios? Pois que melhor nos fora servir aos egípcios, do que morrermos no deserto. (Êxodo 14:12)

Desespero!

Insegurança!

Insatisfação!

Murmuração!

Descrença!

Motim!

Rebelião!

Insubordinação!

Incredulidade!

A razão sem razão gera infidelidade para com Deus, descredito na pessoa Bendita eternamente de Jesus e negação da fé!

Ponha-se agora no lugar de Moises! Recorde todo o histórico dele até chegar naquele determinado lugar, o palácio, o deserto, a revelação na sarça, o caminho de volta ao Egito, os milagres e maravilhas que se operaram, a festa ao sair do Egito...

Moises, de salvador, grande libertador, num passe de mágica, o assassino, o destruidor de uma nação! Não é fácil ser Moises agora, mas tem uma coisa, MOISES ESTAVA CHEIO DE FÉ:

- Moisés, porém, disse ao povo: Não temais; estai quietos, e vede o livramento do Senhor, que hoje vos fará; porque aos egípcios, que hoje vistes, nunca mais os tornareis a ver. (Êxodo 14:13)

- O Senhor pelejará por vós, e vós vos calareis. (Êxodo 14:14)

Gloria a Deus! Em meio a dificuldade a fé glorifica, exalta, tributa a Deus a honra devida e que somente Ele é digno!

Bom, a resposta do homem de fé é válida, mas o problema não estava resolvido, o mar continuava lá parado e intransponível; o exército se aproximava e as muralhas não se moveram nem pelas mensagens de agonia nem pela afirmativa da fé! Enquanto a razão fazia murmura, a fé movia-se a orar:

- Então disse o Senhor a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem. (Êxodo 14:15).

A razão fez o povo parar (e com razão), mas Deus trabalha diferente! Para Deus nada deve nos parar, é sempre avançar, “diga ao povo que Marche!”.

A razão é limitada, a fé não!

A razão é radical, a fé não!

A razão impõe limites, a fé não!

A razão compactua com parar, a fé não!

A razão não vê o que está além do que os olhos podem ver, a fé não!

A razão desmotiva, a fé não!

A razão impossibilita, a fé não!

A razão é fruto do homem, a fé não!

Nessas horas de angustias, não use a razão, exercite sua fé, pois é impossível agradar aquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, sem fé!

Descobrimos a razão dos nomes de Deus quando nos deparamos com situações em que somente o nome dEle resolve, somente Deus conhece a razão de tudo, desde a mais honrosa ação a mais incompreensível tragédia, diante das dificuldades, a fé nos impulsiona a seguir em frente ao passo que a razão nos manda parar; não se preocupe com a razão, com a lógica, com o modelo do mundo, esteja focado em sua fé e naquilo que Deus tem planejado para você, pois Deus não conta com a razão, conta com a fé e a fé, nos norteia para o céu, a razão, para o agora.

Que Deus habite em nós com razão abundante, e que sejamos cheios de fé.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

VAI DAR CERTO

Tudo o que o Senhor quis, fez, nos céus e na terra, nos mares e em todos os abismos. (Salmos 135:6)

Ninguém gosta de receber más notícias, as vezes elas nos causam tantos problemas que alguns chegam a desesperar-se, é bem verdade que “Verdadeiramente que a opressão faria endoidecer até ao sábio (Eclesiastes 7:7) ”, imagine pessoas simples e com uma capacidade menor que o um sábio!

Pois bem, temos ao nosso lado um Deus poderoso, que “O nosso Deus está nos céus, e pode fazer tudo o que lhe agrada. (Salmos 115:6)”, e tudo faz a seu tempo (Eclesiastes 3:1,11), assim entendemos que tudo o que é feito fora do tempo, feito é fora da vontade de Deus!

Agora pense comigo, sendo Deus bom (Lucas 18:19), sendo Deus piedoso, justo e misericordioso (Salmos 116:5) suas ações são sempre para nosso bem, embora a princípio não parecem assim, pois nem sempre entendemos o que ele faz (João 13:7), mas entenderemos quando for para entender, o que precisamos fazer de imediato é aceitar e nos sujeitar a sua boa, agradável e perfeita vontade.

Confie em Deus, a seu tempo, humilhai-vos, debaixo da potente dEle, e assim a seu tempo Ele vos exaltará (1 Pedro 5:6).

Dará certo quando for o tempo certo!

terça-feira, 14 de julho de 2015

COISAS COMUNS A TODOS

Existem coisas comuns a todos!
Quem não quer ser feliz? Amar e ser amado? Ter saúde? Não passar privações?

O que nos torna iguais ao mesmo tempo diferentes, é como nos sentimos, agimos e reagimos ante as dificuldades que vivemos!

Não adianta negar, todos choram, todos sofrem, todos sorriem, todos nós estamos sujeitos a alterações de humor, pela alegria ou dor.

Quem dera não conhecêssemos a necessidade, mas se a necessidade não existisse, como saberíamos o prazer da provisão?

Quem dera não conhecêssemos a tristeza, a angústia, mas qual seria o valor da alegria?

Quem dera não fossemos derrotados, mas qual seria o sabor da vitória?

Quem dera nada perdêssemos, mas que valor teria a conquista?

Somos humanos e nossa real humanidade aflora nas adversidades, nas tristezas, angústias, derrotas, desemprego, na ausência de saúde quer seja mental, física ou espiritual, somos mais humanos quando sentimos o aguilhão da impotência!

Mas não se preocupe, nas nossas fraquezas, Deus é forte e nos faz tirar delas, a força!

Não importa o quão forte, centrado, conciente, influente, oportunista sejas, um dia a adversidade bate a porta e quando a dificuldade vem, os sentimentos mudam, as convicções mudam, as respostas mudam, e nessa de tudo mudar, a alegria se converte em tristeza, a certeza em dúvidas, as respostas em perguntas simples de seis letras... PORQUE?

Esse porque nada mas é que a outra forma de dizermos, até quando! E quando chegamos nesse estágio descobrimos o que sempre somos, humanos impotentes!

Quem dera que nesse estágio muitos não entrassem em depressão, não tirassem sua vida, não agissem impulsiva e desumanamente, quem dera nesse momento voltássemos para Deus, aquele que sabe o que é melhor pra mim e para você.

Quer queiras ou não, existem momentos que por mais racional que sejamos, jamais entenderemos pela razão!

Qual a razão de um pai enterrar um filho?
Quão a razão de se matar um irmão?
Qual a razão de se abusar de uma criança?
Qual a razão de abandonar um recém nascido?

Qual a razão?

A razão não tem resposta para os nossos porquês, mas Deus tem!

Há um porque das rosas exalarem seus aromas!
Há um porque dos rios correrem  nos leitos!
Há um porque em nossas adversidades!

Por mais longe que esteja de nossas mãos a solução, ela estará nas potentes mãos de Deus.

Quando entendemos isso, quando aceitamos isso é depositamos em Deus nossa expectativa e esperança, muito de nossa impotência se esvai, pois passarmos a creditar essas circunstâncias a uma ação educadora por parte da boa, agradável e perfeita vontade de Deus, para moldar quem somos, para sermos quem devemos ser.

Em todos os nossos porquês, Deus tem um pra quê!

Nas suas lágrimas, Ele te consolará;
Nas suas quedas, Ele te levantará;
Nas suas falhas, Ele te corrigirá;
Nos teus pecados, Ele te perdoará;
Nos suas limitações, Ele te aperfeiçoará;
Nas tuas aflições; Ele te confortará;

Deus tem um plano em cada criatura, por isso, viva com Deus, agora e aqui e não tenhas medo.

Desfrute das bênçãos da presença de Deus, pois em sua presença há fartura de alegria e essa alegria é a nossa força.

Não se preocupe Deus está cuidado de todas as coisas da melhor maneira possível, a nossa parte é confiar.

quarta-feira, 18 de março de 2015

UM CRISTÃO AUTENTICO



A palavra Cristão significa "pequenos Cristos" dando-nos o sentido de que o cristão deve ser uma cópia submissa e fiel de Cristo. A designação não está relacionada à religião/denominação de alguém, mas sim a identidade que essa pessoa tem com a pessoa de Cristo, sendo assim um autêntico seguidor de Cristo Jesus, aquele que segue plenamente seu conteúdo doutrinário; não é ser religioso, mas, sim, praticante da Palavra Viva e Eficaz.

A primeira aparição desse nome acontece no registro bíblico narrado por Lucas em Atos dos apóstolos “Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos”. (Atos 11:26); isso se deu por acontecer exatamente o que disse no primeiro parágrafo, eles seguiam a Cristo, eles obedeciam a Cristo, eles exerciam o que Cristo ordenou, eles falavam como Cristo, portavam-se como Cristo, logo eram cristãos.

Nos dias atuais, quando temos visto a deturpação desse termo, quando somente ser declarado membro de uma denominação quer dizer seguir a Cristo, ou que a pessoa se torna cristã, mas infelizmente ser nomeado cristão não faz de uma pessoa um cristão! Ser cristão vai além do que o mundo diz hoje, ser cristão é exceder os rudimentos do mundo, como diz o apóstolo Pedro em sua primeira carta, na qual revela que ser cristão é andar na contramão do mundo, de tal maneira que ele nos ignore:

Ora, pois, já que Cristo padeceu por nós na carne, armai-vos também vós com este mesmo pensamento, que aquele que padeceu na carne já cessou do pecado; para que, no tempo que vos resta na carne, não vivais mais segundo as concupiscências dos homens, mas segundo a vontade de Deus. Porque é bastante que no tempo passado da vida fizéssemos a vontade dos gentios, andando em dissoluções, concupiscências, borrachices, glutonarias, bebedices e abomináveis idolatrias; e acham estranho não correrdes com eles no mesmo desenfreamento de dissolução, blasfemando de vós.
(I Pedro 4. 1-4)

Entendeu? Ser cristão é bem mais do que compreensão das sagradas escrituras, é prática delas; e como estamos na era da informação, permita-me informar-lhe que:

O que faz de mim e de você um cristão autêntico não é o quanto sabemos da Bíblia, mas o quanto revelamos dela ao mundo em obediência aos princípios santos nela contidos;

O que faz de mim e de você um cristão autentico não são as ações que todos veem que fazemos, mas sim as que ninguém vê quando as fazemos, pois somos na realidade tudo aquilo que fazemos quando ninguém vê;

O que faz de mim e de você um cristão autêntico não é a quantidade de tempo que despendemos para orar, mas sim a intensidade da oração em todo o tempo;

O que faz de mim e de você um cristão autêntico não é o quanto construímos sem Cristo, mas o que construímos com Ele, por Ele e para Ele;

O que faz de mim e de você um cristão autêntico não é a humildade no vestir, mas sim a humildade em ser;

O que faz de mim e de você um cristão autêntico não é a produção de frutos para que os homens vejam nosso trabalho e dedicação, mas sim a produção de frutos dignos de arrependimento e que geram frutos para a glória de Deus;

O que faz de mim e de você um cristão autêntico não é o quanto eu posso em Cristo, mas sim o quanto Cristo pode por meio de mim;

O que faz de mim e de você um cristão autêntico não é o que eu faço por fazer, mas o que fazemos para a edificação do meu próximo;

O que faz de mim e de você um cristão autêntico não é o quanto Deus sabe sobre mim e você, mas o quanto sabemos Dele e o quanto produzimos desse saber;

O que faz de mim e de você um cristão autêntico não é o resultado de quanto eu dizimo ou oferto, mas sim a oferta que sou;

O que faz de mim e de você um cristão autêntico, não é nossa ida diária a Igreja, mas sim ser igreja ininterruptamente;

Embora listando alguns exemplos acima do que é um autêntico cristão, eu mesmo estou sujeito a não ser um cristão por faltar num ou mais desses aspectos, mas cabe ressaltar que uma grande virtude do Cristão é que ele não sente prazer em errar/pecar e quando isso ocorre (estamos sujeitos a tais atos falhos), o cristão pede perdão e deixa a prática e assim alcança misericórdia (Provérbios 28:13).

A autenticidade em nossa vida deve-se muito pela prática da Bíblia Sagrada, uma vez que AGIR, PENSAR, FALAR, REAGIR, RENUNCIAR como Cristo Jesus, não está enraizado em nossa natureza (natureza essa que é pecaminosa e que luta contra o Espirito que está em nós e conosco), mas está explicitada nas páginas afogueadas, é imprescindível que batalhemos pelo amor de Cristo, que nos constrange a mantermos a qualidade de vida a exemplo que Ele exige de cada um de nós, isso fará com que pela prática do que aprendemos, revelemos aos que nos observam o comprometimento com a causa de Cristo, o que resultará em glória para o nome dEle, pois por meio de nós, Ele deve e merece ser glorificado (I Timóteo 4:16).

É preciso compreender que ser cristão é uma prática constante da santidade e revelação no cotidiano da nova natureza, com novas e boas ações, é ter consciência que essa incessante busca pela santidade nos leva a autenticidade, e que somente cessará com o advento do arrebatamento, momento esse  que os autênticos não mais carecerão de nada mais, portanto, temos que está insatisfeito com nossa experiência atual (se a mesma não for como deve ser), assim não estaremos olhando com saudosismo de nossa experiência anterior e sim continuamos para o alvo, esquecendo-nos das coisas que para trás ficam, avançamos para as que estão adiante de nós, para o prêmio da soberana vocação em Cristo Jesus, que somente um cristão autêntico receberá!

Portanto meus amados irmãos, sede fortes, sede fieis, sede firmes, sede constantes, sede abundantes, sede agradecidos, sede autênticos, como filhos amados!

Saudações de paz, em Cristo

segunda-feira, 23 de junho de 2014

SEPULCRO CAIADO


Talvez você não esteja familiarizado com a expressão sepulcro caiado, mas isso é uma figura de linguagem para dizer “Tens nome de que vives, e estás morto. (Apocalipse 3:1)”; dentre tantas expressões que Cristo utilizou para personificar religiosos da época, talvez a que mais se encaixe nos dias atuas para os religiosos de hoje seja essa!

Sepulcros caiados literalmente falando é uma alusão ao tumulo de alguém, a lápide é linda, mas dentro tem um morto; então espiritualmente falando, é todo aquele que “tendo aparência de piedade...” com suas obras vivem “...negando a eficácia dela...” logo “...Destes afasta-te. (2 Timóteo 3:5). ”

Meditemos o que disse Jesus em (Mateus 23:1-33):

Então falou Jesus à multidão, e aos seus discípulos, dizendo: Na cadeira de Moisés estão assentados os escribas e fariseus. Todas as coisas, pois, que vos disserem que observeis, observai-as e fazei-as; mas não procedais em conformidade com as suas obras, porque dizem e não fazem; pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles, porém, nem com seu dedo querem movê-los; e fazem todas as obras a fim de serem vistos pelos homens; pois trazem largos filactérios (Pergaminho em que estavam escritos os mandamentos da lei e que os judeus traziam consigo), e alargam as franjas das suas vestes, e amam os primeiros lugares nas ceias e as primeiras cadeiras nas sinagogas, e as saudações nas praças, e o serem chamados pelos homens; Rabi, Rabi (mestre). Vós, porém, não queirais ser chamados Rabi, porque um só é o vosso Mestre, a saber, o Cristo, e todos vós sois irmãos. E a ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus. Nem vos chameis mestres, porque um só é o vosso Mestre, que é o Cristo. O maior dentre vós será vosso servo. E o que a si mesmo se exaltar será humilhado; e o que a si mesmo se humilhar será exaltado. Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que fechais aos homens o reino dos céus; e nem vós entrais nem deixais entrar aos que estão entrando. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que devorais as casas das viúvas, sob pretexto de prolongadas orações; por isso sofrereis mais rigoroso juízo. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito (novo convertido ao judaísmo); e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós. Ai de vós, condutores cegos! Pois que dizeis: Qualquer que jurar pelo templo, isso nada é; mas o que jurar pelo ouro do templo, esse é devedor. Insensatos e cegos! Pois qual é maior: o ouro, ou o templo, que santifica o ouro? E aquele que jurar pelo altar isso nada é; mas aquele que jurar pela oferta que está sobre o altar, esse é devedor. Insensatos e cegos! Pois qual é maior: a oferta, ou o altar, que santifica a oferta? Portanto, o que jurar pelo altar, jura por ele e por tudo o que sobre ele está; e, o que jurar pelo templo, jura por ele e por aquele que nele habita; e, o que jurar pelo céu, jura pelo trono de Deus e por aquele que está assentado nele. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas. Condutores cegos! Que coais um mosquito e engolis um camelo. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que limpais o exterior do copo e do prato, mas o interior está cheio de rapina e de intemperança. Fariseu cego! Limpa primeiro o interior do copo e do prato, para que também o exterior fique limpo. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia. Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas interiormente estais cheios de hipocrisia e de iniquidade. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que edificais os sepulcros dos profetas e adornais os monumentos dos justos, e dizeis: Se existíssemos no tempo de nossos pais, nunca nos associaríamos com eles para derramar o sangue dos profetas. Assim, vós mesmos testificais que sois filhos dos que mataram os profetas. Enchei vós, pois, a medida de vossos pais. Serpentes, raça de víboras! Como escapareis da condenação do inferno?

Sem nos atermos as implicações culturais da época que Jesus falou, vamos pensar nos dias atuais, que assim como no tempo de Jesus está em declínio moral e principalmente espiritual, o qual não nos espanta, pois, a profecia bíblica já previa isso “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará. (Mateus 24:12)” assim sendo, precisamos fazer o que Paulo exortou a Timóteo “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem. (1 Timóteo 4:16)”.

O que ora me disponho a escrever, faço ciente do que Paulo disse aos coríntios “Examine-se, pois, o homem a si mesmo..., ...porque, se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados. Mas, quando somos julgados, somos repreendidos pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo. (1 Coríntios 11:28, 31-32)

Assim como nos dias de Jesus temos muitos que se julgam isentos do juízo vindouro, não sei eu o que eles pensam sobre isso, pois o julgamento que está por vir é como bem falou Pedro “Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e, se primeiro começa por nós, qual será o fim daqueles que são desobedientes ao evangelho de Deus? (1 Pedro 4:17)”. No texto que cito de Pedro, ele fala de duas classes de pessoas, os que obedecem (serão julgados) e os que desobedecem ao evangelho de Deus (também serão julgados)! Estes que desobedecem é obvio que são os que não conheceram ou conheceram a Cristo como Senhor e Salvado e o abandonaram “...amando o presente século.... (2 Timóteo 4:10)” logo “...de novo crucificam o Filho de Deus, e o expõem ao vitupério. (Hebreus 6:6)” quem isso faz e/ou fez “...depois de terem escapado das corrupções do mundo, pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, forem outra vez envolvidos nelas e vencidos, tornou-se lhes o último estado pior do que o primeiro. (2 Pedro 2:20)” e “Deste modo sobreveio-lhes o que por um verdadeiro provérbio se diz: O cão voltou ao seu próprio vômito, e a porca lavada ao despojadouro de lama. (2 Pedro 2:22)”.

Este juízo está determinado “Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos. (Atos 17:31)”, logo todos os que vivem na dimensão do espirito e agradam assim a Deus, não se preocupam com este juízo, haja vista o julgamento do cristão seja para lhe recompensar e não condenar “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal. (2 Coríntios 5:10)”. É importante analisar que Deus julgará não somente as obras, mas também as intenções!

Porque estamos falando de juízo, julgamento? Pelo simples fato de tudo o que falamos, fazemos ou até mesmo intentamos fazer, mesmo que não façamos, será julgado! Quem dera que todos os salvos buscassem com zelo os melhores dons, pois hoje em dia, as aparências mais do que nunca enganam, mas se tivéssemos o dom de discernimento dos espíritos, teríamos muito, mas muito menos problemas no ceio da igreja! Quantas batalhas ganharíamos? Quantas lutas evitaríamos! Mas já que não temos, temos que observar, observar e nos guarda para que não caíamos no mesmo erro que eles!

Sem a ajuda de Deus, é difícil descobrir um fariseu atual, pois eles têm muitas e aparentes, qualidades; vede que Jesus começa a transcorrer sobre a autoridade que eles tinham na sinagoga (que era considerada o elemento central da cultura e religião judaicas na época, assim como é o templo hoje para os crentes); segundo Flávio Josefo, historiador judeu, na sinagoga de Tiberíades, região situada às margens do mar da Galileia (João 6.1), havia reuniões de natureza política, isso implica dizer, que eles usavam de sua autoridade religiosa para inferir na sociedade em todas as suas esferas! Não é diferente hoje, mas é diferente do padrão que Deus delineia para os lideres, isso tanto na igreja primitiva como para a igreja que vivemos, os discípulos se preocupavam em perseverar na oração e no ministério da palavra, nada além disso, está também deve ser a nossa preocupação, atribuindo a isso a assistência que os discípulos tinham como o partir do pão!

Acompanhando atentamente poderemos perceber características que denunciam estes fariseus, veja que Jesus destaca, “dizem, mas não fazem”, na verdade isso expõe o seu coração, pregam o que não vivem e não vivem o que pregam! Este tipo de pessoa gosta de dar trabalho, mas não de trabalhar, “põem cargas, mas não movem um dedo”, e quando fazem alguma coisa é para “serem vistos pelos homens”, querem ser evidencia, receber as horas, quando o verdadeiro cristão vive e prega para si “É necessário que ele cresça e que eu diminua. (João 3:30)”.

Na verdade, Deus há de separar o joio do trigo, pois “Por isso os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos. (Salmos 1:5)”, mesmo tendo aparência de piedade (2 Timóteo 3:5), as suas obras negam a mesma, e isso é fato, pois um fariseu consegue jejuar duas vezes na semana, ofertar com abundancia, louvar com louvor, orar eloquentemente, mas não consegue deixar de odiar, perdoar, acabar com a fofoca e de olhar para o as coisas alheias! Falar dos outros é fácil, mas de si mesmo como bem falou Paulo “Examine-se, pois, o homem a si mesmo... (1 Coríntios 11:28) ”?

Quantos de nós não somos assim, ainda que por um momento? Cuidado, será que não somos assim como eles um sepulcro caiado? Oramos e não vigiamos, cantamos e não adoramos, dizemos que amamos, mas não perdoamos, contribuímos do que nos sobra e não do que somos, lisonjeamos e desrespeitamos, somos incontinentes! Examinemo-nos e consideremos que o fim de todas as coisas vem! Não devemos ser sepulcros, nem muito menos caiados, devemos ser uma fonte que jorra para a vida eterna!

Gustavo Clemente