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terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

A DISCIPLINA BÍBLICA

1 – Disciplina, a expressão do amor de deus

 A Escritura é clara ao afirmar que a disciplina é prova do amor divino: “Porque o Senhor corrige o que ama e açoita a qualquer que recebe por filho.” (Hebreus 12:6 - ARA)

 “Porque o Senhor repreende a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem.” (Provérbios 3:12 - ARC)

 “É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige?” (Hebreus 12:7 - ARA)

  “Pois eles nos corrigiam por pouco tempo, segundo melhor lhes parecia; Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade.” (Hebreus 12:10 - ARA)


Aqui está o cerne teológico, a disciplina é também um instrumento de divino, bíblico de santificação. Deus não disciplina por capricho, mas com propósito de santificação, redenção. Ele visa formar em nós o caráter de Cristo “sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto. Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. (Romanos 8:28-29 - ARC). A disciplina é uma expressão de amor.

O texto sagrado prossegue: “Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça.” (Hebreus 12:11 - ARA)

A mesmo causando dor, a disciplina não invalida o amor, antes valida o cuidado paternal de Deus.

2 – Consequências do pecado e responsabilidade pessoal

Muitos, quando disciplinados, enxergam apenas punição. Contudo, a Palavra nos ensina que colhemos o que semeamos: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará.” (Gálatas 6:7 - ARA)

Jeremias exorta: “De que se queixa, pois, o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus próprios pecados.” (Lamentações 3:39 - ARC)

A disciplina, muitas vezes, nada mais é do que a consequência dos atos antibíblicos de escolhas, erradas. Quando a igreja disciplina de forma bíblica, ela não está criando sofrimento, mas reconhecendo a gravidade do pecado à luz da santidade de Deus, pois ela nos orienta a sermos santos, “Sede santos, porque eu sou santo.” (1 Pedro 1:16 - ARC); o pecado não pode ser trivializado, pois: “O salário do pecado é a morte.” (Romanos 6:23 - ARC)

3 – O fundamento bíblico da disciplina

O Senhor Jesus estabeleceu princípios claros para tratar o pecado na comunidade: “Se teu irmão pecar contra ti, vai arguí-lo entre ti e ele só; se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão.” (Mateus 18:15 - ARA)

Observe o objetivo: ganhar o irmão, não o perder. O processo continua “Mas, se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que, pela boca de duas ou três testemunhas, toda palavra seja confirmada. E, se não as escutar, dize-o à igreja; e, se também não escutar a igreja, considera-o como um gentio e publicano”. (Mateus 18:16-17 – ARC), mostrando que a disciplina é progressiva e visa restauração.

O apóstolo Paulo também tratou do tema, “Notai o que desobedece à nossa palavra dada por esta epístola, não vos associeis com ele, para que fique envergonhado. Todavia, não o considereis por inimigo, mas adverti-o como irmão.” (2 Tessalonicenses 3:14-15 - ARA)

Aqui vemos o equilíbrio: afastamento disciplinar, mas sem desumanização; correção, mas com fraternidade. Em 1 Coríntios 5, Paulo ordena disciplina severa em caso de pecado público, mas com finalidade restauradora: “Seja entregue a Satanás para destruição da carne, a fim de que o espírito seja salvo no Dia do Senhor.” (1 Coríntios 5:5 - ARA). Quando houve arrependimento, Paulo orienta a restauração: “De modo que deveis antes perdoar-lhe e confortá-lo, para que não seja o mesmo consumido por excessiva tristeza.” (2 Coríntios 2:7 - ARC), e acrescenta: “Pelo que vos rogo que confirmeis para com ele o vosso amor.” (2 Coríntios 2:8 - ARC). Isso mostra que Disciplina sem restauração é crueldade; restauração sem arrependimento é permissividade.

4 – O perigo da omissão e da dureza excessiva

Há igrejas que disciplinam sem amor; há igrejas que, em nome do amor, não disciplinam. Ambas erram, pois a omissão produz contaminação: “Não sabeis que um pouco de fermento leveda toda a massa?” (1 Coríntios 5:6 - ARC). Por outro lado, a dureza excessiva pode destruir o arrependido. Paulo alerta: “Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de mansidão; e guarda-te para que não sejas também tentado.” (Gálatas 6:1 - ARA).

A disciplina deve ser aplicada com:

Mansidão (ternura) e humildade (igualdade): “Irmãos, se alguém for vencido por algum pecado, vocês, que são espirituais, devem ajudá-lo, com mansidão e humildade, a voltar ao caminho certo, lembrando-se que da próxima vez poderá ser um de vocês a ser tentado”. (Gálatas 6:1 - NBV)

Paciência: “Pedimos a vocês, irmãos, que aconselhem com firmeza os preguiçosos, deem coragem aos tímidos, ajudem os fracos na fé e tenham paciência com todos. (1Tessalonicenses 5:14 - NTLH)

Amor: “Em vez disso, seguiremos com amor a verdade em todo tempo — falando com verdade, tratando com verdade, vivendo em verdade — e assim nos tornaremos cada vez mais, e de todas as maneiras, semelhantes a Cristo, que é o Cabeça do seu corpo, a igreja”. (Efésios 4:15 - NBV)

Desejo de restauração: “Meus irmãos, se algum de vocês se desviar da verdade e alguém ajudá-lo a compreender a verdade novamente, 20essa pessoa que o trouxer de volta salvará a vida dessa pessoa e fará com que muitos pecados sejam perdoados. (Tiago 5:19-20 NBV)

5. Uma exortação final à igreja

Que a igreja volte à prática bíblica da disciplina, sem ser omissa e não sendo cruel, que lembremos:

Disciplina é sinal de filiação, seu objetivo é a santidade, o método deve ser firme, ordeiro e amoroso, pois o fim é a restauração.

A disciplina é uma prova de que pertencemos a Deus, porque Ele corrige aqueles que ama e quer formar neles um caráter santo (Hebreus 12:8,10). Essa correção não deve ser vista como rejeição, mas como cuidado e propósito. Ao mesmo tempo, quem erra não deve ser tratado como inimigo, e sim advertido com amor, como um irmão (2 Tessalonicenses 3:15). E, quando há arrependimento, o caminho não é a dureza contínua, mas o perdão, o consolo e a reafirmação do amor, para que a pessoa não seja consumida pela tristeza (2 Coríntios 2:7-8). Assim, a disciplina bíblica restaura, amadurece e reconduz ao amor.

Que não “sepultemos” nossos irmãos com olhares, murmurações ou distanciamento, pois “Antes sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.” (Efésios 4:32 - ARA)

Se Deus nos perdoa para nos aproximar d’Ele, não podemos perdoar para nos afastar. Que tratemos “todos com paciência” (1 Tessalonicenses 5:14 - ARA) e que o amor seja a motivação maior: “Todas as vossas coisas sejam feitas com amor.” (1 Coríntios 16:14 - ARC)

terça-feira, 29 de julho de 2025

QUANDO O BEM VENCE O MAL

"Sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto." (Romanos 8:28)

A arte de viver não é simplesmente passar pelos dias; é aprender a transformar cada capítulo da vida, por mais amargo que pareça, em oportunidade para crescer, amadurecer e confiar em Deus. É tirar o maior bem do maior mal, assim como a luz vence a escuridão com a simples força de ser luz.

Na Bíblia, vemos isso com clareza. José, filho de Jacó, sofreu traições, calúnias, abandono, mas mesmo preso e humilhado, permaneceu fiel. No final, pôde dizer a seus irmãos: “Vós intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer como se vê neste dia, para conservar em vida a um povo grande” (Gênesis 50:20). Isso é arte de viver.

Paulo reforça essa postura: “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Romanos 12:21). Não é fácil, mas é divino. O mal quer nos endurecer, nos tornar iguais a ele. Mas quando respondemos com bondade, quando perdoamos, quando seguimos firmes sem deixar o coração azedar, vencemos.

Essa escolha de fazer o bem, mesmo em tempos difíceis, também é um mandamento. “Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado” (Tiago 4:17). Ou seja, não basta não praticar o mal. Deus nos chama para uma vida de bondade prática, mesmo quando ninguém mais está fazendo.

Cristo, nosso maior exemplo, foi rejeitado, espancado e crucificado injustamente. Mas do maior mal da história, a cruz, Deus tirou o maior bem: a nossa salvação. Ele não revidou, Ele perdoou. E com isso, nos ensinou: a arte de viver com Ele é fazer do sofrimento uma ponte para a graça, da dor um caminho para a glória.

Portanto, quando a vida parecer injusta, confusa ou cruel, lembre-se: Deus não desperdiça nenhum mal. Tudo Ele pode usar para moldar em nós o caráter de Cristo. Viva com fé, ame com coragem, e não deixe o mal te vencer. Porque quem caminha com Deus, vence… com o bem.

quarta-feira, 7 de agosto de 2024

MANTENDO A PUREZA CRISTÃ NO MUNDO CONTAMINADO

Descreva-se em cinco palavras! Consegue? A resposta deveria ser "SANTO"! Mas, para assim nos definirmos, temos que passar pelo processo da santificação, que é o aperfeiçoamento gradual do ser humano. Nele, nos aproximamos do caráter divino e nos afastamos do pecado, com o fim de alcançar a salvação e, portanto, a santidade.

  1. O que é ser santo?

  2. Quando você pensa em Deus, qual a primeira coisa que lhe vem à mente?

  3. A santificação é trabalho nosso ou de Deus?

  4. Você alguma vez buscou a santidade pessoal?

  5. Você já sonhou em ser santo?

  6. Em que área da sua vida você demonstra santidade diariamente?

Fique tranquilo, Deus não espera que façamos tudo sozinhos. Ele nos concede sua graça e o Espírito Santo para que estejam ao nosso lado, nos dando poder para caminhar segundo a sua vontade.

1. A SANTIDADE NOS CHAMA A SERMOS COMO DEUS: (1 PEDRO 1:15-16)

Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver; Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo.

2. A SANTIDADE COMO ESTILO DE VIDA: (HEBREUS 12:14)

Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.

3. A SANTIDADE NÃO EXIGE DE NINGUÉM, EXIGE DE NÓS MESMOS: (1 TIMÓTEO 4:16)

Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem.

4. A SALVAÇÃO QUE HÁ EM NÓS GERA BONS COSTUMES: (MARCOS 5:1-15)

Na verdade, depois que me converti, tive arrependimento; e depois que fui instruído, bati na minha coxa; fiquei confuso, e também me envergonhei; porque suportei o opróbrio da minha mocidade. (Jeremias 31:19)

Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. (2 Coríntios 5:17)

5. CULTIVE BONS COSTUMES: (1 CORÍNTIOS 10:32)

Um homem tinha um leopardo de estimação. Um dia, o leopardo estava lambendo a mão dele quando um dos seus dentes raspou na mão; o leopardo, saboreando o gosto de sangue, virou e atacou, matando-o. Talvez você não fosse irresponsável a ponto de criar um animal tão perigoso. Mas, você pode estar criando algo mais perigoso ainda se alimenta hábitos ou amizades ou contatos com pessoas ou situações que podem acabar com sua vida espiritual.

Você está criando um animal de estimação perigoso?

6. DEUS VAI ME IMPEDIR DE PECAR (SERÁ?)

Você já brincou com a tentação? Está enfrentando uma tentação? Então, não pense: “Se Deus não quiser que eu faça isso, Ele vai me parar.” Já vi gente que orava assim: “Ó Senhor, se eu realmente não devo ir para aquela festa ou sair com tal rapaz, então o impeça de chegar aqui ou me faça parar no caminho.” A Bíblia não diz que Deus sempre nos dará força para resistir?

Em 1 Coríntios 10:13, lemos: “Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar.”

7. “É SÓ UMA VEZ.”

A primeira vez pode ser também a última para sua condenação.

Quantas vezes Davi cometeu adultério? Uma só vez!

O adultério de Davi, uma só vez, levou às seguintes consequências:

  1. Uma outra pessoa foi levada a pecar – Bate-Seba;
  2. O marido dela, Urias, foi assassinado;
  3. A morte do filho de Davi, o filho de Bate-Seba;
  4. A briga entre os filhos de Davi sobre uma mulher;
  5. A morte dos filhos de Davi;
  6. O povo de Deus ficou dividido entre Absalão e Davi.

Tudo isso veio como resultado de apenas um pecado. Sua primeira vez com alguns pecados pode ser sua última:

  1. É com o primeiro copo de bebida que o alcoólatra começa sua queda para o vício. Não foi o último copo que o destruiu, mas o primeiro.

8. QUAL É A VONTADE DE DEUS PARA MINHA VIDA? (1 TESSALONICENSES 4:3 / HEBREUS 12:6-10)

9. A SANTIDADE NOS QUER POR COMPLETO: (1 REIS 20:1-4 / JOÃO 17:10)

“Teu sou eu e tudo quanto tenho.”

“E todas as minhas coisas são tuas, e as tuas coisas são minhas.”

10. A TRÍPLICE SANTIFICAÇÃO DO CRENTE

a. Santificação Posicional (Hebreus 10:10; Colossenses 2:10; 1 Coríntios 6:11): é completa e perfeita, ou seja, o crente pela fé torna-se santo “em Cristo”. A santidade do Senhor passa a ser a nossa santidade (1 João 4:17b).

b. Santificação Progressiva: é a santificação prática, aplicada ao viver diário do crente. Nesse aspecto, a santificação do crente pode ser aperfeiçoada (2 Coríntios 7:1). Os crentes mencionados em Hebreus 10:10 já haviam sido santificados, e continuavam sendo santificados (vv.10,14 - ARA); (1 Pedro 1:15).

O Lado Divino da Santificação Progressiva: São meios que o Senhor utiliza para nos santificar no nosso viver diário. Esses recursos divinos são:

  1. O Sangue de Jesus Cristo (Hebreus 13:12; 1 João 1:7,9);
  2. A Palavra de Deus (Salmo 12:6; 119:9; João 17:17; Efésios 5:26);
  3. O Espírito Santo (Romanos 1:4; 1 Pedro 1:2; 2 Tessalonicenses 2:13);
  4. A Glória de Deus Manifestada (Êxodo 29:43; 2 Crônicas 5:13,14);
  5. A Fé em Deus (Atos 26:18; Filipenses 3:9; Tiago 2:23; Romanos 4:11).

O Lado Humano da Santificação: Deus é quem opera a santificação no crente, embora haja a cooperação deste. Os meios coadjuvantes de santificação progressiva são:

  1. O próprio crente: sua atitude e propósito de ser santo, separado do mal para posse de Deus são indispensáveis. É o crente tendo fome e sede de ser santo (Mateus 5:6; 2 Timóteo 2:21,22; 1 Timóteo 5:22);
  2. O santo ministério: os obreiros do Senhor têm o dever de cooperar para a santificação dos crentes (Êxodo 19:10,14; Efésios 4:11,12);
  3. Pais que andam com Deus: assim como Jó (Jó 1:5), os pais devem cooperar para a santificação dos filhos. Eunice, por exemplo, colaborou para a integridade de Timóteo, seu filho (2 Timóteo 1:5; 3:15);
  4. As orações do justo (Salmo 51:10; 32:6): a oração contrita, constante e sincera tem efeito santificador;
  5. A consagração do crente a Deus (Levítico 27:28b; Romanos 12:1,2): a rendição incondicional do crente a Deus tem efeito santificador nele.

c. Santificação Futura: “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Tessalonicenses 5:23). Trata-se da santificação completa e final (1 João 3:2). Ver também: Efésios 5:27; 1 Tessalonicenses 3:13.

Escrever sobre a santificação não é uma tarefa fácil, da mesma forma que é difícil pregar sobre ela. Podemos destacar quatro coisas que acontecem quando se fala acerca da santificação:

  1. Ouvimos poucas glórias a Deus;
  2. Os crentes artificiais ficam inquietos;
  3. Os fiéis dizem: “Fala, Senhor, que o teu servo ouve”;
  4. Os demônios ficam apavorados.

A santificação é um dos temas menos pregados nas igrejas, nestes tempos pós-modernos, não obstante a relevância que as Escrituras lhe atribuem. Sem ela, ninguém entrará no Céu: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12:14). Esta é a condição sine qua non, na verdade, para se ver a Deus, tanto nesta vida quanto no futuro (1 João 3:1-3).

Nos tempos veterotestamentários, a condição para se receber as bênçãos do Senhor era a santificação (Levítico 11:44). Não foi isso que Deus exigiu do povo quando da travessia do Jordão? Disse Josué: “Santificai-vos, porque amanhã fará o Senhor maravilhas no meio de vós” (Josué 3:5). Mais tarde, por ocasião da inauguração do Templo, em Jerusalém, Salomão orou a Deus e ouviu dEle esta resposta: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” (2 Crônicas 7:14).

Esta santificação que vivemos em processo é proveniente do objetivo sacro de nosso bendito Deus, que nos ama tal como somos, mas se recusa a nos deixar como somos. Ele quer que sejamos simplesmente como Jesus.

“Sede santos, porque eu sou santo.”

quarta-feira, 1 de julho de 2020

A CERTEZA DA PRESENÇA DE DEUS


Quantas mensagens pregadas ou lidas você já ouviu com a famosa frase “...eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos” (Mateus 28:20)? Acredito que incontáveis vezes! Você sabia que essa promessa de Jesus não é incondicional? Deixa-me te explicar, há promessas incondicionais, exemplificando, com o profeta Joel:

“E há de ser que, depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne...”
Joel 2:28

É uma promessa/profecia? SIM! Que condição há para que se cumpra? NENHUMA! Veja o cumprimento da mesma:

“Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel: E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne...”
Atos 2:16,17

Há inúmeras promessas incondicionais na Bíblia, são promessas que não tem nenhuma condição de exigência por parte de Deus para que recebamos, mas há promessas condicionais, aquelas que Deus exige de nós a condição de recebermos!

Não viva com a falsa ideia de quem, o se “Deus prometeu, Ele vai cumprir”, não tenha dúvidas que Deus é fiel e poderoso para cumprir tudo o que prometeu:

“...porque fiel é o que prometeu”
Hebreus 10:23

“...o que ele tinha prometido também era poderoso para o fazer”
Romanos 4:21

“Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos dos séculos...”
Tito 1:2

Confiamos que Deus é poderoso para cumprir toda a palavra dita a mim é uma condição fé, o que é natural em um cristão, estamos certíssimos ao dizer que Deus “é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos...” (Efésios 3:20), mas Deus ter poder para fazer e nós termos condições de receber é uma outra coisa!

Não se sinta desmotivado pelo que a princípio pareça como se ouvisse alguém sussurrando dizer: “Você jamais terá condições de receber o que Deus lhe prometeu”, o que na verdade é verdade, pois de nada somos merecedores, “Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos)...” (Efésios 2:4,5), e se você tem duvidas que é ou não merecedor de tudo o que  Deus fez e faz por nós, leia e reflita nas palavras do patriarca Jacó:

“Então Jacó orou: "Ó Deus de meu pai Abraão, Deus de meu pai Isaque, ó Senhor que me disseste: ‘Volte para a sua terra e para os seus parentes e eu o farei prosperar’; não sou digno de toda a bondade e lealdade com que trataste o teu servo. Quando atravessei o Jordão eu tinha apenas o meu cajado, mas agora possuo duas caravanas.
Gênesis 32:9,10

Glorias a Deus! Glorias! Glorias! Se Jacó sendo quem foi, teve a humildade de orar e reconhecer o que era diante de Deus, indigno, quem sou eu para dizer o contrário!

Agora reflitamos, será que a promessa de Jesus descrita por Mateus é uma promessa incondicional? Se é incondicional, porque não sinto Jesus todos os dias da minha vida? Então só pode ser condicional, sendo assim, qual é a condição para que se cumpra a promessa de Jesus comigo todos os dias? Antes de responder qual é a condição com a Bíblia, permita-me fazer a distinção de algumas promessas.

Como disse a princípio, há promessas, profecias, que Deus simplesmente prometeu e as cumpriu, e a condição foi simplesmente a sua soberania, todas as promessas acerca de Jesus foram cumpridas cabalmente por Deus sem que existisse uma única condição humana, a promessa do reino perpetuo do chamado “trono de Davi” é também uma outra cumprida por essa soberania, logo podemos afirmar que, quando Deus quer, Deus faz!

Dito isto, por que estamos falando de promessa condicional e incondicional? Porque a presença de Deus é uma condição que depende da condição do homem está presente diante de Deus, e não de Deus está presente diante do homem, haja vista que “...todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar”. (Hebreus 4:13), em outras palavras, Deus está sempre diante de nós, nós é quem não estamos diante dele sempre!

Então, “qual é a condição para que se cumpra a promessa de Jesus comigo todos os dias?” a Bíblia responde assim:

E aquele que me enviou está comigo; o Pai não me tem deixado só, porque eu faço sempre o que lhe agrada.
João 8:29

Se não for incomodo, você pode ler e reler e ler novamente o versículo P A U S A D A M E N T E?

Você consegue entender agora como ter Jesus sempre ao seu lado? Você pode ate se perguntar, “então Jesus nunca estará comigo?” não estou afirmando isso, estou mostrando que a Bíblia diz que, Deus, SEMPRE, esteve presente ao lado de Jesus, porque existia uma condição, existia comunhão perene! Sentir sempre a presença é condicional, e a condição é bem clara, como Jesus disse fazer, fazer sempre o que lhe agrada!

Não se entristeça, tanto eu como você somos falhos e limitados, erramos e nos corrigimos, pecamos e nos arrependemos e não continuamos na prática e prazer do pecado, mas não posso dizer-te o contrário, embora o Espirito Santo habite em nós e conosco, manter essa presença constante em nós e conosco, depende de nós!

E o que Jesus fazia sempre que agradava a Deus, para que façamos também? Aí mais uma vez deixemos a Bíblia falar:

“...Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele”.
Atos 10:38

“...sabendo Jesus que já era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, como havia amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim.
João 13:1

“Conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos.”
1 João 3:16

Vou parar nesses exemplos, pois como escreveu João, “Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez; e, se cada uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem. Amém!”
João 21:25

A minha oração a Deus é que consigamos estar fazendo o bem, amando a todos ate o fim e nos tornamo-nos uteis a Deus, fazendo a sua vontade e assim “dignos” de realizar sua obra; que Deus nos ajude e que tenhamos a certeza da presença dEle em nós e conosco! Amém!

sábado, 27 de junho de 2020

O MAL DA INTERNET E DAS MÍDIAS SOCIAIS

Dizem que o conhecimento dobra a cada cinco anos, mas me pergunto, daqui a cinco anos, quanto saberemos de nós mesmos?
Quanto de nós mesmos, teremos conosco, sem que outros saibam?
Quanto de nós mesmos os outros saberão, sem que nós saibamos que eles sabem?
Será que as redes sociais de fato são sociais?
Qual a idade ideal para inicio da vida virtual?
Porque em sua grande maioria as pessoas não são elas mesmas no mundo virtual?

Não tenho a pretensão de responder todas essas perguntas, mas quero lembra-lo de alguns princípios básicos de nossa fé, que deve ser exercida na realidade virtual.

Uma pesquisa feita nos reino unido revelou que 1/3 dos divórcios e adultérios, tiveram como causa primeira o Facebook, identificaram que a pedofilia e a pornografia foram maximizada de uma forma assustadora e isso tudo por conta da facilidade de troca de mensagem, vídeos e fotos, facilitando assim a prostituição seja ela infantil ou não; será que ninguém percebe que estamos a beira da falta de privacidade e ninguém se dá conta que estamos caminhando para uma depravação total e plenamente explicita?

Não podemos ignorar o lado bom das redes sociais, da internet, mas falta de limite e de responsabilidade pessoal no uso dessa ferramenta, a internet tem produzindo fama instantânea, destruindo a imagem de pessoas inocentes, descreditando as instituições estabelecidas por Deus, incentivando a prostituição em todos os seus níveis, bem como feito um milagre após outro, com seus astros de fachada, que são pessoas que não sabem nem se expressar direito, mas na internet ela é doutora em letras, em ciências politicas, teólogo, filósofo, poeta, escritor, mas que na verdade não o são!

Atras de um computador ou celular, essas pessoas criaram outra personalidade, identidade, e são um outro ser no mundo virtual, elas defraudam, elas discriminam, elas xingam, humilham e simplesmente não sente o dano que estão fazendo ao próximo; e não são somente pessoas impias, sem Deus e sem o conhecimento da verdade, mas também os que se dizem cristãos! Eles, todos eles, deviam ter em mente que aquilo que não o são na realidade, jamais o serão na virtualidade, elas enganam-se a si mesmo! Encontre-se com um poeta virtual e peça uma poesia ou um posicionamento politico e descubra quem de fato ele/ela é!

Como crente, devemos saber que em toda maneira de viver a Bíblia revela um padrão, que é nada mais nada menos que a santidade e isso na realidade e na virtualidade, não se engane, sua vida virtual, será julgada por Deus assim como sua vida social.

“Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver; Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo.” (1 Pedro 1:15,16)

Visto que temos uma responsabilidade para com o próximo, que é a edificação como disse Paulo aos Romanos, “Portanto cada um de nós agrade ao seu próximo no que é bom para edificação. (Romanos 15:2) precisamos cuidar que a santidade e a edificação do próximo devem sejam o caminho  para vivermos na vida real e na virtual!

As mídias sociais tem o poder de maximizar o que escrevemos, postamos e gravamos, porque não usarmos isso para o bem de todos e não somente o nosso? Precisamos ter mais responsabilidade no mundo virtual!

Não use de seu direito de resposta para causar dano, lembre-se do principio bíblico “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira. (Provérbios 15:1)”.

Cuidado com as palavras ociosas “Mas eu vos digo que de toda a palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no dia do juízo. (Mateus 12:36)”

Cuidado com a linguagem indecente, não condizente com o seu padrão de santidade “Linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós. (Tito 2:8)”.

Saiba que o que falamos, deve promover a edificação demonstrando santidade “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem. (Efésios 4:29)”.

Promova a paz, a alegria, a simplicidade, a justiça, a verdade “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. (Filipenses 4:8)”.

Porte-se de modo a não escandalizar o evangelho que dizemos não se envergonhar dele “Não dando nós escândalo em coisa alguma, para que o nosso ministério não seja censurado; (2 Coríntios 6:3) “Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus. (1 Coríntios 10:32)”.

São tantos os conselhos bíblicos para nosso viver cotidiano, que não posso deixar de me questionar sobre algumas postagens que lemos, das duas uma, ou desconhecem plenamente a Bíblia (não lendo a mesma, não meditando e nem ouvindo, pois a fé vem pelo ouvir) ou pelo simples fato de fazer, por faze, sem nada a temer!

A responsabilidade é pessoal “De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus. (Romanos 14:12)”, assim sendo, o mal uso dos meios de comunicação, internet e mídias sociais declarará no ultimo dia que você teve tempo suficiente, mas gastou o mesmo com o que não santificava, edificar e nem promovia a salvação.

Que Deus se apiede da alma dos que vivem de forma irresponsável e desregrada na realidade virtual e na social.

terça-feira, 7 de abril de 2020

EVANGELIZAÇÃO, A FERRAMENTA DE PROPAGAÇÃO DO EVANGELHO

Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. 
(Mc. 16:15) 

“O crente que não evangeliza, precisa urgentemente ser evangelizado.”

INTRODUÇÃO

O verdadeiro crente em tudo é luz que brilha, ele deve ter em mente que a salvação que recebeu de Deus, de forma gratuita deve ser propagada da mesma forma, gratuita, pois assim falou Jesus “de graça recebestes, de graça daí. (Mt. 10:8)”. 

“O verdadeiro evangelismo brota espontaneamente de um coração agradecido e regenerado pelo poder do Espírito Santo”. 

Não existe cristão sem missão, assim como não há corpo sem coração; nossa missão na terra é única, “salvar almas” e isso é uma atitude de quem ama a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. 

Infelizmente, em sua grande maioria os cristãos nunca levaram uma única alma a Cristo e aqui cabe uma pergunta: “- Quantas almas foram encaminhadas por ti a Jesus?” 

Billy Graham (evangelista do século 20) disse certa vez que um “O cristão que nunca levou uma alma a Cristo tem uma grande possibilidade de nunca ter nascido de novo”. 

Evangelizar é ter em mente que: “Jesus veio para glorificar o Pai, O Espírito veio para glorificar o Filho; de forma que quem está cheio do Espírito fala do filho”; todo crente cheio do Espírito sente-se impulsionado pela consciência de que muitos caminham para o castigo eterno, e por isto ele precisa evangelizar e quem isso não sente, não o faz! 

Esses que não evangelizam revelam algumas características, que declaram sua “não regeneração” e por consequência, vivem sem o desejo de evangelizar; estes são negligentes indispostos, indiferentes, e quando se preocupa com evangelizar é com o objetivo de defender seu ponto de vista, disputar e no fim do caso, criticar outras denominações. 

PORQUE EVANGELIZAR?

Evangelizar é um ministério e segue-se que temos os padrões e pontos a serem observados; Jesus, nosso modelo teve uma vida de abnegação a evangelização, por este motivo evangelizamos; todo o ministério de Jesus Cristo foi direcionado a esse propósito. É digno de observação que a missão de Jesus Cristo, estava diretamente relacionada com salvar homens, sendo isso observado: 

No seu nascimento: (Mt. 1:21). 
Na sua mensagem: (Mc. 1:14-15). 
Em sua pregação: (Mc. 1:38-39; Lc. 4:43). 
Sua missão: (Jo. 4:34). 

Evangelizamos porque recebemos do Senhor esse missão, as escrituras nos dizem que o ministério de evangelização nos é concedido por Deus: “Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou à palavra da reconciliação” (2Co. 5:18-19). 

Evangelizamos porque é um mandamento, como já vimos às escrituras nos apresentam uma ordem “IDE, PREGAI” daquele que tem toda autoridade no céu e terra. Não podemos ignorar que estamos debaixo de um mandamento divino, mas devemos lembrar que a obediência é uma das evidências da verdadeira salvação (1Jo. 2:3; Jo. 14:21-24) sendo a maior virtude de um servo. Observe a abrangência dessa ordem: devemos pregar o evangelho “a toda criatura” (Mc. 16:15), de todas as aldeias, vilarejos (Mt. 9:35), etnias (Mt. 28:19), em todo o mundo (Mc. 16:15), pois Deus quer alcançar homens de toda raça, tribo e nação (Ap. 5:9). Nessa tarefa, todos, devemos participar: Essa é nossa missão. 

Evangelizamos porque é uma obrigação de todo o salvo, Paulo quando fala sobre a evangelização diz: “Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho!” (1Co. 9:16). Todo crente é devedor da mensagem do evangelho a todos os homens (Rm. 1:14) e sobre nós repousa essa responsabilidade que não foi concedida aos anjos (1Pe. 1:12). É por isso que Paulo nos diz: “Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus (…) prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não” (2Tm. 4:1-2). 

Evangelizamos porque é um privilégio para todos os salvos, nesse serviço, todo cristão estabelece essa santa parceria com Deus (1Co. 3:9; Mc. 16:20) para realizar a sua obra e vontade. Em algumas ocasiões Paulo apresenta sua satisfação de ter participado da salvação de algumas pessoas. Em uma de suas cartas ele se refere a elas como sua alegria, coroa e glória diante de Deus (1Ts. 2:19-20), ele chama Tito de verdadeiro filho na fé (Tt. 1:4) e Onésimo de filho que fora gerado em prisão (Fm. 1:10). A evangelização nos habilita (se estivermos em plena parceria com Deus), salvar e arrebatar pessoas do fogo (Jd. 1:22-23). 

Evangelizamos porque é uma responsabilidade exclusiva dos salvos em Cristo Jesus, Nele, fomos feitos povo eleito, sacerdócio real, nação santa e povo de propriedade exclusiva de Deus para anunciarmos as virtudes de Deus, que nos tirou das trevas para sua maravilhosa luz (IPe. 2:9). Todo aquele que foi alcançado por Cristo deve levar a mensagem de Cristo para que outras pessoas possam se achegar a ele. Note o exemplo da igreja primitiva, que em momento de perseguição, todos os salvos, por onde ia, levavam o evangelho (At. 8:1-4) e que por intermédio do serviço deles muitas igrejas se formaram, a exemplo, a Igreja em Antioquia (At. 11:19-21). 

Evangelizamos porque é uma forma de desmontarmos gratidão, quando consideramos quem éramos, o que Cristo fez por nós e quem nós somos, e que éramos incapazes de resolver nossa situação, e que apenas por Graça Divina poderíamos ser salvos, entendemos que o mínimo que temos para oferecer a Deus é nossas vidas. Em outras palavras, se Cristo deu sua vida por mim, o mínimo que posso fazer por Ele é dedicar minha vida à Sua causa. 

Evangelizamos porque é essa a condição para crescimento da Igreja, as escrituras são claras nesse ponto “Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão se não há quem pregue?” (Rm. 10:14). Sem pregadores não há propagação da mensagem de Cristo. Sem a propagação do evangelho não será possível ao homem achegar-se a Deus, por que a fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus (Rm. 10:17). Quando vemos o desenvolvimento da Igreja primitiva, vemos exatamente esse princípio em ação, até por que “o Senhor acrescentava dia-a-dia os que iam sendo salvos” (At. 2.47; cf. 4:4; 9:31). 

Evangelizamos porque existem almas sedentas e carentes do Evangelho, uma das verdades exposta com clareza nas escrituras é que o homem no estado em que está não pode agradar a Deus (Rm. 8:8; Hb. 11:6), não pode salvar-se (Mt. 19:26) e estará fadado à morte eterna. Contudo, Jesus nos instrui que a olhar para o mundo e ver nele pessoas prontas para receber o evangelho do mesmo modo que aconteceu em Samaria em Seu ministério (Jo. 4). 

Evangelizar é preciso, pois nos foi confiada a tarefa que os anjos intentarem fazer (IPe. 1:12), então porque não fazer? Sermos como Jesus e fazer o que Jesus fez é uma obrigação, fazer como Ele fez é impossível, agora, fazer com Ele e como Ele nos ordena é privilegio! 

QUEM PODE EVANGELIZAR? 

A Resposta é óbvia, EU, VOCÊ, NÓS que fomos salvos! 

Existem os pré-requisitos que devem ser observados! 

Sempre nos habituamos à ideia errada de que evangelizar é tarefa do pastor, dos evangelistas, presbíteros, diáconos e, de um modo particular, daqueles missionários que vão para terras longínquas, mas evangelizar, é papel da Igreja, de todos os salvos em Cristo Jesus! 

Pode acontecer que, ao abrirmos a Bíblia, nos deparemos com esta passagem: "Ide, pois, ensinai a todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a observar tudo o que vos tenho dito. E eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos" (Mat.28, 19-20). E ai então, podemos começar a questionar sobre o que isto significa, uma vez que somos membros da Igreja. 

"Ide por todo o mundo!" Sente-se nesta afirmação, não um pedido, mas um mandato com caráter urgente, algo que tem de ser feito, imediatamente. Entende-se como uma ordem de Deus dizendo que a salvação de muitos depende de uns tantos, os enviados, os que terão que dar a conhecer ao mundo a mensagem libertadora; dar a conhecer o "Caminho, a Verdade e a Vida", que é o próprio Cristo. 

Por outro lado, Jesus quer que a sua missão salvadora alcance a todos os homens que ainda não o aceitaram como Salvador e Senhor e quer que os salvos transmitam essa experiência as outros. Nesse sentido, não corresponder a esta ordem é não compreender o que é ser Igreja, o que é partilhar da vida de Cristo. "Sereis meus amigos se fizerdes o que vos digo" (Jo 15,14). Nós, que somos Igreja, não podemos ficar indiferente a esta ordem. 

Evangelizar é, portanto, uma palavra de ordem. Todos são ordenados a evangelizar. Todos são ordenados a anunciar a pessoa de Cristo Jesus. Mas nem todos estão comprometidos a proclamar que Jesus é o Senhor! 

Evangelizar é tornar presente a Igreja de Jesus, em todo o lugar onde haja alguém para ouvir a Verdade. 

Todo aquele que queira responder a este mandamento de Cristo "Ide por todo o mundo e anunciai a Boa Nova a toda à humanidade (Mc 16, 15-16), não estará só, porque o próprio Jesus nos disse "E eis que estarei convosco todos os dias, até à consumação dos séculos" (Mt 28,18-20). 

Jesus conhece bem as nossas limitações, as nossas fraquezas, as nossas dúvidas e, é da fraqueza de cada um de nós que Ele se serve para espalhar a Sua Palavra, levar a esperança a toda a criatura. No entanto, ninguém pode evangelizar se não estiver evangelizado. 

Ninguém pode anunciar que Deus é amor se não sentir, em seu coração, esse Amor. Ninguém pode suscitar calor no outro, se não tiver fogo em si mesmo. É o Espírito Santo que nos torna novo para, como homens novos "ir ensinar” todas as nações. 

É este fogo que tem levado a deixarem sua família, casa, conforto, futuro promissor, amigos, para anunciar a Pessoa Bendita de Jesus, Ele, o próprio Evangelho. 

Eis o que o apostolo Paulo fala sobre sua missão de pregar o evangelho: 

“Eis aqui estou pronto para pela terceira vez ir ter convosco, e não vos serei pesado, pois que não busco o que é vosso, mas sim a vós: porque não devem os filhos entesourar para os pais, mas os pais para os filhos. Eu de muito boa vontade gastarei, e me deixarei gastar pelas vossas almas, ainda que, amando-vos cada vez mais, seja menos amado”. (2 Co. 12:14-15). 

Isto sim é entender a chamada e missão de Deus em nossas vidas e demostrar a todos que amando a Deus a cima de todas as coisas, amamos os nossos semelhantes que não andam em conformidade do evangelho que quer salvar a todo o pecador! 

O evangelista, deve orar sempre! A oração é arma indispensável para o evangelista, orar antes de sair, durante a evangelização e após é fundamental, ore também pela pessoa que está sendo evangelizada, ore por pessoas do seu círculo de amizades, não desista delas. Peça oportunidades a Deus. Esteja preparado para evangelizar. Esteja em comunhão com Deus e seja corajoso! 

O evangelista deve ler bastante! Todos nós precisamos de sabedoria para realizar esta obra, pois essa obra não se realiza e não pode ser “por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o SENHOR” (Zacarias 4:6); precisamos de sabedoria de Deus e do conhecimento de sua Palavra! Com dedicação a oração e a leitura da palavra, alcançaremos em nos mesmo o sentido real do evangelizar, precisamos nos dedicar, pois Deus não depende de mim nem de você, mas precisa que estejamos dispostos e capazes de levar a sua palavra aos que não a conhecem. 

COMO EVANGELIZAR? 

Podemos evangelizar de diversas formas usando a criatividade, no entanto, a mensagem que devemos passar é a mensagem Bíblica, genuína e pura, que mostra a graça de Deus em enviar Jesus Cristo para a salvação do ser humano (Tt. 2:11). 

Abaixo algumas formas de evangelizar: 

O testemunho pessoal: Vivendo o evangelho verdadeiramente no dia a dia seremos luz na vida das pessoas. Deus usa o nosso exemplo de vida para abençoar vidas. O bom testemunho dos cristãos às vezes fala mais alto para as pessoas do que palavras. Viva o evangelho e sua vida evangelizará as pessoas. Conte às pessoas o que Jesus fez por você. A maioria das pessoas tem curiosidade de saber por que somos diferentes em nossas ações, e é nesse momento que você poderá contar o seu testemunho de conversão, de como Jesus mudou a sua vida. 

Saindo na campanha evangelizadora: A entrega de literaturas é uma forma interessante de dar uma pequena porção da mensagem do evangelho a alguém e, aproveite para aprofundar essa mensagem nesse encontro, leia com o ouvinte a literatura, mostre exemplos do poder de Deus por meio da palavra. Convide-os para o culto, convidar seu amigo para te acompanhar em um culto da igreja também é uma forma de evangelizar. O importante é não ficar forçando, exigindo, cobrando nada das pessoas. Esse contato inicial com Deus precisa ser espontâneo. Jesus era alguém que fazia muitos convites para que as pessoas o seguissem e, mesmo sendo Deus, obteve um “não” de muitas pessoas. Esteja preparado, quem faz a obra na vida da pessoa é Deus, nós somos instrumentos. Nem sempre as pessoas reagem positivamente ao evangelho. 

Cultos públicos (cruzadas e mini cruzadas): Um meio de evangelizar é realizando cultos ao ar livre, envolva-se na obra, há diversidade de cultos e locais que podemos expor a palavra, não perca a oportunidade, mas recomendo-vos: 

  • Seja educado e cortes saudando a todos com a Paz do Senhor! 
  • Evite discutir, jamais ataque a religião, esqueça Maria, os Santos, fale de Jesus; 
  • Seja objetivo, simples, humilde e firme; 
  • Não conte histórias, piadas nem ditos populares, fale a Bíblia. 
A QUEM E ONDE EVAGELIZAR

Depois de tomarmos consciência que éramos por natureza filhos da ira (Efésios 2:1-17) temos que começar a andar por fé e não por vista! Sendo Jesus evangelizador por excelência (Efésios 2:17) ele nos deu o exemplo (Jo 13:15) e este exemplo nos mostra que evangelizar abrange todas as classes sociais que conseguirmos alcança. Jesus, Paulo, Felipe, Pedro e todos os outros apóstolos evangelizavam aonde quer que eles andassem, eis os exemplos abaixo: 

Jesus: 

EVANGELIZOU junto ao POÇO de Jacó a MULHER SAMARITANA: (Jo. 4). 
EVANGELIZOU na CASA à ZAQUEU o PUBLICANO: (Lc. 19). 
EVANGELIZOU à noite a NICODEMOS o PRINCIPE dos FARISEUS: (Jo. 3). 
EVANGELIZOU ao LADRÃO na CRUZ (LC. 23:43) 
EVANGELIZOU em público, nas sinagogas, nos montes, as margens do mar, o caminho de Emaús (vale abrir um parênteses e mostrar que ele no caminho de Emaús estava evangelizando a “crentes”), no caminho de Damasco Ele estava evangelizando um perseguidor! 

Felipe evangelizou toda a CIDADE de SAMARIA e ao ETÍOPE no carro: (At. 8:5-13). 

Pedro evangelizou o centurial romano Cornélio em sua casa (At. 10:1-35). 

Paulo evangelizou toda a ASIA menor, sendo ele mesmo o maior missionário da Igreja primitiva vale destacar as três campanhas missionárias dele: 

A PRIMEIRA VIAGEM MISSIONÁRIA (AT 13 – 14): 
  • De Antioquia a Chipre (At 13.1-12). 
  • De Chipre a Antioquia da Pisídia (At 13.13-52). 
  • De Icônio ao regresso a Antioquia (At 14.1-28). 
A SEGUNDA VIAGEM MISSIONÁRIA (AT 15.36 – 18.28) 
  • Em direção à Ásia (15.36–16.8). 
  • Em direção à Europa (16.12–18.18). 
  • Regresso (18.18-22). 
A TERCEIRA VIAGEM MISSIONÁRIA E VIAGEM ROMA (AT 18.23 – 28.31) 
  • De Antioquia a Macedônia (18.23 – 20.3). 
  • De Filipos a Jerusalém (20.6 – 21.17). 
  • Viagem a Roma (23.31-33; 27 – 28.31). 
A história das viagens missionárias de Paulo é, na verdade, a história dos Atos do Espírito Santo na vida desse intrépido servo de Deus. O Espírito Santo ainda opera as mesmas maravilhas narradas em Atos, basta apenas alguém solícito clamar: “Eis-me aqui, envia-me a mim”. 

E você o que está pensando agora? És um missionário ou é um campo missionário? 

QUANDO EVANGELIZAR 

Hoje, agora! Não percamos mais tempo, se Jesus em seus dias na terra já dizia que “Não dizeis vós que ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Eis que eu vos digo: Levantai os vossos olhos, e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa” (Jo. 4:35), o que diremos nós em pleno século XXI, no ano atual? 

Jesus foi crucificado, ressuscitou, apareceu aos discípulos e disse: 

“E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder. (Lc. 24:49)” 

Logo em seguida ele diz: 

“Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra. (At. 1:8)” 

Sendo conhecedores destas palavras os discípulos: 

“E, entrando, subiram ao cenáculo, onde habitavam Pedro e Tiago, João e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelote, e Judas, irmão de Tiago. Todos estes perseveravam unanimemente em oração e súplicas, com as mulheres, e Maria mãe de Jesus, e com seus irmãos. (At. 1:13-14)” 

“E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. (At. 2:1-4)”. 

Após o batismo com o Espírito Santo os discípulos acomodaram-se e esqueceram-se da ordem: 

“e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra. (At. 1:8)” 

Ficaram somente em Jerusalém, mas Deus que não esquece, utiliza-se de um meio bastante enérgico para que o evangelho saia de Jerusalém e vá a toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra, ele levanta uma perseguição: 

“E fez-se naquele dia uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersos pelas terras da Judéia e de Samaria, exceto os apóstolos. (At. 8:1)”. 

Parece engraçado, mas crente que não evangeliza conforme Atos 1.8 é o mesmo que vai evangelizar na força de Atos 8.1. 

Levantemo-nos, usemos o que Deus nos concedeu, o tempo, a saúde, as oportunidades, agora é a hora! Já diz o poeta sacro, “Vem e vê os campos brancos já estão aguardando braços que os segaram. Jovem desperta, faz-te pronto e alerta, queiras logo responder: Eis-me aqui Senhor.” 

Um crente que não evangeliza precisa ser evangelizado, uma igreja que não evangeliza é uma igreja morta e morto não tem futuro. 

OS FRUTOS DO EVANGELISMO 

Nos preparamos, saímos ao campo, pregamos, evangelizamos, oramos, cantamos, participamos dos cultos públicos e o que aconteceu? Nada! Impossível! A obra de Deus feita sempre tem resultados positivos. 

Atente para a revelação do Santo Espírito a Igreja de Coríntios: “Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento. Por isso, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. (1 Co. 3:6-7)”. 

O salmista deixa isso bem claro: “Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos. (Sl. 126:6)”. 

O fruto do evangelismo vem através do sofrimento, lembre-se, a Igreja foi fundada sob a rocha que é Cristo e isso após a morte dele! 

As igrejas iniciaram-se após a perseguição e morte de Estevão! O protestantismo que hoje vivemos é fruto do martírio de Jan Huss e consequentemente a intrepidez que sofreu o perseguido Martinho Lutero. 

Somos fruto do sofrimento, acima de tudo, fruto de pessoas sujeitas às mesmas paixões que nós, com suas limitações, defeitos, mas que tinha em mente que o futuro lhes reservava algo superior e por isso abnegaram-se ao EVANGELISMO. Hoje, nos gozamos de uma “paz” religiosa que nos quer levar ao marasmo, mas temos que produzir frutos, temos que pregar, salvar! 

A RECOMPENSA DO EVANGELISTA 

Ninguém trabalha de graça! Já ouviu isso? É impressionante como hoje em dia, estamos sempre em busca da recompensa, salário, presente e etc. 

Não nos esqueçamos, A SALVAÇÃO QUE RECEBEMOS DE JESUS, NOS FOI DADA DE GRAÇA POR ELE, e Ele o que recebeu? O que demos a Ele? Que fizemos por Ele e para Ele? 

Evangelizemos, pois o Jesus que nos servimos nos garante vida e vida em e com abundância, vida eterna, livramento! 

Parafraseando tudo isso eis o texto sagrado: 

“Os seus discípulos, ouvindo isto, admiraram-se muito, dizendo: Quem poderá, pois, salvar-se? E Jesus, olhando para eles, disse-lhes: Aos homens é isso impossível, mas a Deus tudo é possível. Então Pedro, tomando a palavra, disse-lhe: Eis que nós deixamos tudo, e te seguimos; que receberemos? E Jesus disse-lhes: Em verdade vos digo que vós, que me seguistes, quando, na regeneração, o Filho do homem se assentar no trono da sua glória, também vos assentareis sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel. E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou terras, por amor de meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna. Porém, muitos primeiros serão os derradeiros, e muitos derradeiros serão os primeiros. (Mt. 19:25-30)”. 

Para entendermos melhor porque Pedro indaga Jesus sobre a recompensa que ganharia por segui-lo, ama e obedecê-lo basta lembrarmos o diálogo de Jesus com um jovem rico, onde Jesus lhe diz para vender todos seus bens e dar o dinheiro aos pobres para que obtivesse um tesouro no céu e, só depois, seguisse a Jesus. 

O jovem era muito rico e ao ouvir tais palavras de Jesus, ficou muito triste, pois ele entendeu que era preciso renunciar toda sua riqueza para seguir a Jesus e viver da divina providência. Então, o jovem entristecido desiste e vai embora. 

Os discípulos, ao verem aquela situação, ficam perplexos, então, Pedro toma a palavra e pergunta a Jesus qual a recompensa que obteriam por ter deixado tudo para segui-Lo. 

Com essa indagação de Pedro, nós podemos tirar um ensinamento muito valioso: sempre esperamos alguma coisa como recompensa, mas para obtermos a recompensa de Deus temos que renunciar a muitas coisas boas e ruins. 

A recompensa de Deus para nós são duas, a primeira recompensa diz respeito a eternidade e a segunda sobre a vida neste tempo. Todos que optam por renunciar a tudo em busca de algo infinitamente maior e melhor, ou seja, o seguir a Cristo terá como herança a vida eterna e receberão cem vezes mais. 

Todos os milagres que ocorrem em nossa vida referem-se a esta recompensa de receber "cem vezes mais" de Deus. E a mensagem, por trás dessa passagem bíblica, diz respeito a vivermos uma vida virtuosa, ou seja, praticarmos o bem em todas as circunstâncias para tornarmo-nos semelhantes a Deus e trabalharmos para louvor dEle. 

Vale a pena ser virtuoso e se esforçar para fazer EVANGELIZAR. Portanto, hoje, pratique EVANGELIZE, seja amigo do bem, ame o próximo, honre a Deus acima de todas as coisas, mesmo que você seja humilhado e perseguido, pois o mundo precisa de pessoas virtuosas e que evangelizem! 

Peça a Deus força para enfrentar o mal e disposição para viver uma virtuosa. Peça a coragem para renunciar às coisas - boas e ruins que o mundo nos oferece para tirar-nos da presença de Deus- e seguir a Jesus. Desta forma, você obterá a recompensa de receber "cem vezes mais" nesta vida e, também, a herança da vida eterna. 

É preciso entender que o pecado é o mal deste mundo, e que o mesmo está enfermo por conta disso, mas Deus nos concedeu o DOM de CURAR, e EVANGELIZAR é o remédio! 

CONCLUSÃO 

Como você sente hoje a chamada universal de Jesus, Ele fez duas chamadas bem distintas: 

A primeira, “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. (Mt. 11:28)” 
A segunda “Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. (Mt. 4:19)” 

Na primeira o convite a salvar-se! 
Na segunda o contive a evangelizar! 

Na primeira Ele tira o julgo da servidão do pecado. 
Na segunda Ele põe o jugo suave e o fardo leve (Mt. 11:30). 

Na primeira Ele nos aceita como somos. 
Na segunda Ele anseia nos ensinar “aprendei de mim”, diz Ele; para que sigamos as suas pisadas! 

Na primeira Ele sabe o que somos. 
Na segunda Ele mostra o que seremos. 

Ser um evangelista é ser como Jesus e quem assim, vive servindo ao Mestre, está debaixo da promessa, “Se alguém me serve, siga-me, e onde eu estiver ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, meu Pai o honrará”. (João 12:26)

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

É PRECISO ESTAR PREPARADO



II Reis 18: 23 

Para onde estamos andando? 
Você já se perguntou isso alguma vez, para onde estou andando? 
O que me reserva o futuro? 
Estou realmente andando para cima ou sendo arrastado para baixo? 

Sabe aqueles dias que acordamos e vemos o chão mais longe do que realmente está, e nos vem o desejo, na verdade, de jogar tudo para o alto e não ter mais nenhum problema, ou continuar tendo e simplesmente ignorá-los? 

Fique tranquilo você não é o único! 

No universo em que vivemos muitas pessoas pautam a vida nos sonhos e não nas realizações, no que poderá ter e não no que tem! Muitas pessoas esquecem que onde estão hoje, tudo o que são, que tem, vem de suas escolhas, pois nossas escolhas são responsáveis pelo que somos, onde estamos e o que temos! 

Não é simplesmente o fato de escolher, mas de fazer acontecer! Sempre escolhi ser rico, mas não o sou! Mas é possível mudar a realidade em que vivemos! 

Na verdade, nossa vida de insatisfação deve-se ao fato de não vivermos uma vida de total entrega a Deus, para que vivamos a vida que Ele quer que vivamos e sintamo-nos realizados! 

É preciso notar duas coisas básicas para termos uma vida sossegada, primeiro Deus, depois as coisas dele (Colossenses 3: 01, Lucas 12: 31, Mateus 6: 33). 

Estamos preocupados com o que não temos que nos preocupar “Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos ou que beberemos, ou com que nos vestiremos?” (Mateus 6:31), isso não nos exime da necessidade do trabalho, nem da necessidade de comermos, vestirmos, mas nos exime da preocupação, ânsia de termos mais do que realmente precisamos. 

Vede como se sentia Paulo: 

Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece. (Filipenses 4: 11-13) 

Paulo passava fome? Não, tinha necessidade, sim, mas estava confortado em Deus que o capacitava para tudo! 

Como é bom ter consciência do que realmente precisamos: 

Duas coisas te pedi; não me negues antes que morra: afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção de costume; para que, porventura, estando farto não te negue, e venha a dizer: Quem é o Senhor? Ou que, empobrecendo, não venha a furtar, e tome o nome de Deus em vão. (Provérbios 30:7-9). 

Não precisamos de muito, precisamos do suficiente, do necessário! 

Quem não quer mais? Viver uma vida abastada não quer dizer que temos uma vida abundante, pois a abundância de vida não consiste somente no que temos, mas, mais, muito no que somos! Que adianta ter todo o dinheiro do mundo e não temos saúde para usufruí-lo em tempo (Lucas 12: 15-20). 

Deus está apto para “fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera” (Efésios 3: 20), logo Deus pode fazer, Deus sabe fazer, Deus quer fazer! Logo entendemos que também queremos, mas podemos? Estamos preparados? 

No segundo livro de Reis há um diálogo fantástico que mostra claramente o que não queremos ver! 

Ora, pois, dá agora reféns ao meu senhor, o rei da Assíria, e dar-te-ei dois mil cavalos, se tu puderes dar cavaleiros para eles. (2 Reis 18:23). 

MUITAS VEZES NÃO ESTAMOS PREPARADOS PARA RECEBER NEM MESMO AQUILO QUE PEDIMOS! 

Quantos não temos sonhos mirabolantes! Porque pedir um avião se ainda não sabes pilotar, nem condições têm de mantê-lo? 

– A vou vender! 

– E porque não pedes dinheiro? 

– Fica feio orar pedir dinheiro a Deus, pois a Bíblia diz que: Quem amar o dinheiro jamais dele se fartará; e quem amar a abundância nunca se fartará da renda; também isto é vaidade. (Eclesiastes 5: 10). 

– E Deus não sabe o intuito do vosso coração? Você acha que vai enganar a Deus? 

O apostolo Tiago sintetizou muito bem os nossos pedidos, e isso com uma baita experiência (Marcos 10: 35-40), vede o que ele disse e o disse por que aprendeu: 

Cobiçais, e nada tendes; matais, e sois invejosos, e nada podeis alcançar; combateis e guerreais, e nada tendes, porque não pedis. Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites. (Tiago 4: 2-3) 

Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; porque o que dúvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento, e lançada de uma para outra parte. (Tiago 1: 06). 

Amados, Deus quer nos abençoar, mas carecemos de atentarmos para poucas coisas, com base no que Tiago diz: 

PEÇA:


Porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á. (Mateus 7:8). 

PEÇA COM FÉ: 

Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam. 
(Hebreus 11:6). 

NÃO DUVIDE: 

O que dúvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento, e lançada de uma para outra parte. 
(Tiago 1: 06). 

PEÇA COM SABEDORIA: 

Deve existir um nobre proposito em seu pedido e não somente o pensamento de gastardes em vossos deleites, eis o motivo pelo qual não recebemos! 

Ter sabedoria no pedido é saber que ele está dentro da vontade de Deus, vede João o que declarou: 

E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que lhe fizemos. (1 João 5:14-15). 

Para onde caminharemos? Para onde queremos ir? São tantas escolhas por fazer e temos que ter ajuda do alto, mas quando paramos para nisso pensar, vemos o quão longe estamos do que realmente nos satisfaz! 

Nosso cotidiano está nos propondo escolhas que nos acarretam renuncias e muitas das vezes não temos consciência de que, o que escolhemos hoje, refletirá num futuro próximo ou longe! 

Cuidado com suas escolhas, pois elas determinarão a sua eternidade! 

Enfim, terminamos com um homem que assim como você e eu, tem uma história para contar e que sabia o que queria: 

E foi Jabez mais ilustre do que seus irmãos; e sua mãe deu-lhe o nome de Jabez, dizendo: Porquanto com dores o dei à luz. Porque Jabez invocou o Deus de Israel, dizendo: Se me abençoares muitíssimo, e meus termos ampliares, e a tua mão for comigo, e fizeres que do mal não seja afligido! E Deus lhe concedeu o que lhe tinha pedido. 
(1 Crônicas 4: 9-10). 

A Bíblia não mostra toda a oração de Jabez, mas mostra-nos o suficiente para entender que ele quando orou estava nas condições que listo abaixo: 

Ele sabia a quem estava pedindo, ele reconhece que o Deus de Israel é a fonte de toda bênção, e ele pede a Deus por Sua graça. Este pedido foi baseado, pelo menos em parte, na promessa que Deus fez há Abraão e seus descendentes de os abençoar (Gênesis 22:17). 

Ele sabia o que estava pedindo, Jabez pede pela vitória e prosperidade em todos os seus esforços e que sua vida fosse marcada pelo crescimento advindo da parte de Deus, assim saberia ele que foi o Senhor quem fez e não as suas forças. 

Ele condicionou o pedido a sua vida, em outras palavras, Jabez pede a direção de Deus e a sua força para estar com ele em sua vida diária. 

Ele queria que sua vida fosse abundante em Deus, livro de mal conforme Jesus orou, livrai-nos do mal! 

Se ainda não recebemos, podemos ter em mente que, o tempo determinado ainda não chegou (Eclesiastes 3) ou não está dentro da vontade de Deus, mas de uma coisa tenho certeza, ore pedindo, pois, todas as coisas são possíveis a oração exceto o que está fora da vontade de Deus. 

Deus tem muito mais para mim e para você!

domingo, 24 de março de 2019

PERMANECENDO NO QUE APRENDEU

Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido [2 Timóteo 3:14]

A segunda carta de Paulo a Timóteo é o último escrito Paulino, da segunda prisão que estava em Roma, na sua primeira prisão ele estava como preso religioso, por inveja dos Judeus, agora ele está como “criminoso”, pois fora considerado por Nero impiedoso imperador Romano como líder da rebelião que pôs fogo em Roma na noite de 17/6/64.

Ele escreve a seu filho na fé (1.2) e de ante de tantas experiências vividas, ele reforça o compromisso que ele deve ter com a Palavra de Deus, Palavra essa que ele sabe desde criança (3.15), pois essa palavra que ele aprendeu é poderosa!

Paulo deixa uma tríplice orientação no verso 14, ele diz a Timóteo que:

1.       Permaneça no que aprendeu, isto é, o que ele conseguiu entender, o que assimilou, o que de fato guardou no coração, o que ele julgou importante e foi capaz, de guardar, memorizar e mais importante ainda, exercer!

2.       O que foste inteirado, isto é, o que lhe foi ensinado, como foi ensinado, quando foi ensinado e porque foi lhe ensinado; e o ensino consistia na história de Cristo, a Lei, os Profetas, a Redenção, a busca da santidade, da edificação, consagração e comunhão!

3.       Sabendo de quem aprendeu, isto é, quem lhe ensinou, sua mãe, sua avó e por fim Paulo, servos santos do Deus Santo, cheios do Espirito Santo, aqueles de fato estão aptos para ensinar!

O que isso nos mostra?

O que isso nos fala?

Fala muito, pois nos dias atuais, o acesso à internet, a informação tem se mostrado ser um benefício, mas também um maleficio! Quando temos uma boa formação teológica, educacional e acima de tudo espiritual, conseguimos discernir bem tudo, quando temos de fato nascido de novo, mas quando não, é um problema!

Pessoas estão colocando sua capacidade de interpretar antes da capacidade de viver, e isso é um perigo! Não permita que o ensinamento divino se perca em sua natural e carnal compreensão, deixe-se guiar pelo Espirito através da Palavra de Deus e de sua iluminação por meio de Seu Santo Espirito!

Pelo fácil acesso, homens que não tem compromisso com o genuíno evangelho, estão ensinando e fazendo discípulos para si, tirando conclusões precipitadas, eles rotulam, classificam, destacam tudo aquilo que lhes convém, e ignoram que pecado é tudo aquilo que a Bíblia diz que é pecado, e não o que entendemos ser a nosso bel prazer.

Muitos são destes ensinadores são desigrejados, insubordinados, pecadores que não aceitaram a disciplina da Igreja, mas que se apresentam com eloquência e muita argumentação, mas sem santidade, sem comunhão!

Fiquemos com o exemplo de Paulo, permaneçamos com o que nos fora ensinado, sabendo de quem aprendemos!

E porque Paulo assim ensinou?

Porque ele se preocupou com Timóteo a ponto de dar-lhe mandamentos exclusivos, pois a carta foi-lhe endereçada? Tudo porque Paulo aprendera a amava a Timóteo “A Timóteo, meu amado filho” (2 Timóteo 1:2), porque como bem escreveu “... O amor edifica.” (1 Coríntios 8:1) e pressupomos que ele sabia que a figura paterna de Timóteo era omissa, tanto que na primeira referência do seio familiar de Timóteo, o nome da mãe vem em primeiro e em seguida o do pai (o que não era comum na sociedade de então) “E chegou a Derbe e Listra. E eis que estava ali um certo discípulo por nome Timóteo, filho de uma judia que era crente, mas de pai grego;” (Atos 16:1); parece desdém, a mãe crente e judia, mas pai grego; Paulo então assume a figura paterna de Timóteo!

Ao assumir essa figura paterna, Paulo como profundo conhecedor das escrituras e de vasta experiência, mesmo sem filhos, ele passa para a Timóteo aquilo que todos os pais (bons) devem fazer, dar-lhe a sua história, seu conhecimento, suas experiências, pois um pai sabe dar presentes, mas um bom pai, vai além dos presentes, ele se dá a seus filhos!

Como líder de Timóteo e com o afeto de pai, Paulo chama a atenção dele à obediência a Deus, pois pela qual (pela Palavra e pela obediência a ela) tornar-se-ia ele “...sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus.” (2 Timóteo 3:15).

A educação de Timóteo mostra-nos a necessidade de educarmos nossos filhos, e ele aprendeu em todos os cantos, em casa, na escola e na vida, com sua mãe, avó e Paulo, vejamos:

1.       O ensino doméstico: “Trazendo à memória a fé não fingida que em ti há, a qual habitou primeiro em tua avó Lóide, e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também habita em ti.” (2 Timóteo 1:5).

Muitos nos dias de hoje estão substituindo a educação que deve ser dada em casa, pela orientação que se deve obter nas escolas; é preciso ter conhecimento que a escolha é uma extensão do que devemos fazer prioritariamente em casa, os pais tem a ajuda da escola na educação dos filhos, e não o contrário.

Se seu filho for gentil em casa, ele o será fora dela;
Se for rude em casa, ele o será fora dela;
Se for desobediente em casa, o será fora dela;
Se orar em casa, ora fora dela;
Se canta em casa, canta fora dela;
Ser ler a bíblia em casa, ler fora dela;
Se não ora, não ler, não canta e nem obedece em casa, também não fará fora dela.

Pais, é preciso “educar no caminho...” (Provérbios 22:6)

2.       O ensino na infância: “... desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras” (2 Timóteo 3:15).

Além da educação formal em casa, na época de Timóteo existiam as escolas rabínicas, onde aos 6 anos, começava-se a ler a Torá esse é o primeiro ciclo de estudo chamado Beit Sefer, aos 10 anos eles já haviam decorado a Torá, os que se destacavam, passavam a estudar, sob a orientação de um rabino os demais livros que compõe nosso Antigo Testamento, no segundo ciclo de estudos chamado de Beit Talmud, onde eles aprofundavam-se na Torá e nos livros históricos, poéticos, sabedoria e profetas; aos 12 anos eles eram a futura classe de intelectuais de Israel e aos 14 já estavam debatendo a tradição oral dos rabinos. É nisso que Paulo afirma que Ele sabe desde a meninice as escrituras!

3.       O ensino Paulino: “E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste (2 Timóteo 2:2) ... Tu, porém, tens seguido a minha doutrina, modo de viver, intenção, fé, longanimidade, amor, paciência, perseguições e aflições...” (2 Timóteo 3:10,11).

É indispensável a formação do caráter de Timóteo nos estágios anteriores, o ensinamento de sua mãe e vó são tão validos, que Paulo reforça “habitou nelas e habita em ti  (2 Timóteo 1:5)”, mas Deus tem sempre algo mais a nos ensinar, ele sempre tem um santo homem de Deus para nos levar a um estágio mais profundo de conhecimento que não se adquire nas salas de aulas, e mesmo sua família sendo exemplar, Deus tem algo mais, pois Ele é o “Deus que pode tudo muito mais abundantemente além...” (Filipenses 3:20).

Agora está Timóteo aos pés do doutor dos gentios, que esteve aos pés de Gamaliel (Atos 22:3), e que se tornara um santo homem de Deus apto para ensinar a outros (2 Timóteo 2:2). É o ciclo correto em nossa missão de fé, aprender para viver e somente depois para ensinar!

O que Paulo ensinou?

Ele ensinou aquilo que recebeu do Senhor “Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei...” (1 Coríntios 11:23) – “Porque não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo.” (Gálatas 1:12)

Vou sintetizar os muitos ensinos de Paulo à Timóteo somente na segunda carta:

Ore (2 Timóteo 1:3)
Desperte (2 Timóteo 1:6)
Não se envergonhe do Evangelho (2 Timóteo 1:8)
Não se envergonhe do seu líder (2 Timóteo 1:8)
Conserve a Palavra (2 Timóteo 1:13)
Guardo seu deposito (2 Timóteo 1:14)
O Espirito Santo habita em nós (2 Timóteo 1:14)
Seja misericordioso (2 Timóteo 1:16-18)
Fortifique-se na Graça (2 Timóteo 2:1)
Ensine (2 Timóteo 2:2)
Confie em homens fieis (2 Timóteo 2:2)
Sofra como bom soldado de Jesus (2 Timóteo 2:3)
Não se embarace com essa vida (2 Timóteo 2:4)
Agrade ao que lhe chamou (2 Timóteo 2:4)
Trabalhe com fidelidade (2 Timóteo 2:5)
A dedicação no plantio é certeza de colheita frutífera (2 Timóteo 2:6)
A seu tempo, terás conhecimento (2 Timóteo 2:7)
Jamais esqueça o motivo de sofrermos (2 Timóteo 2:8-10)
Sofra pelas ovelhas, Evangelho (2 Timóteo 2:10)
Viva para Ele (Jesus) para viver sempre com Ele (2 Timóteo 2:11)
Para reinar é preciso servir (2 Timóteo 2:12)
Não se esqueça, Deus é reciproco (2 Timóteo 2:12)
Você vai errar outra vez, mas Ele não (2 Timóteo 2:13)
Não contenda (2 Timóteo 2:14)
Apresentar-se à Deus aprovado é seu dever (2 Timóteo 2:15)
Evita os falatórios profanos (2 Timóteo 2:16)
O Senhor nos conhece (2 Timóteo 2:19)
Aparte-se da iniquidade (2 Timóteo 2:19)
Seja vaso utilizável (2 Timóteo 2:20-21)
Fuja das paixões da mocidade (2 Timóteo 2:22)
Siga os bons exemplos (2 Timóteo 2:22)
Rejeite as futilidades (2 Timóteo 2:23)
Jamais contenda (2 Timóteo 2:24)
Seja manso (2 Timóteo 2:24)
Seja exemplar (2 Timóteo 2:24)
Ensine com amor (2 Timóteo 2:25)
Vigie (2 Timóteo 3:1)
Afaste-se dos homens malignos (2 Timóteo 3:1-5)
Uma vida de piedade, é uma vida de sofrimento (2 Timóteo 3:12)
Leia toda a Escrituras, elas são o seu Poder (2 Timóteo 3:16-17)
Jesus julgará a todos (2 Timóteo 4:1)
Pregues a Palavras, sendo firme na doutrina (2 Timóteo 4:2)
Cumpra seu chamado (2 Timóteo 4:5)
Há uma coroa para os fieis (2 Timóteo 4:8)

A relação é bem mais extensa, mas essa lista a cima serve para vivermos uma vida de piedade! Há muitos outros ensinamentos de Paulo em todos os seus demais escritos, e sei que Timóteo por perto estar dele, muito mais aprendeu, pois Paulo ensinava não somente com palavras, mas com exemplo, a sua vida nos ensina que “Deus não nos caracteriza por nossas ações, Ele nos define por nossa comunhão com Ele”.

Paulo sabia, vivia e ensinava que Deus nunca está satisfeito com declarações externas de devoção quando o coração está longe dele (Isaías 29:13;  Mateus 15:7-9); sua vida de sofrimento, incutiu em Timóteo que “nem sempre a dor é uma consequência da desobediência, mas que a nossa desobediência afeta a outros, e não apenas nos mesmo, assim como a obediência” e que a soberania de Deus “não retarda as suas promessas por causa de nossos pecados ou as adianta por causa da nossa justiça e méritos. Ele não dá atenção a nenhum deles, Ele segue firme em seu proposito” e quem, embora os homens tenham a inclinação de nos rotular, “Deus não nos caracteriza por nossas ações, Ele nos define por nossa comunhão com Ele”. Por isso que seus escritos ele deixa claro a todos que “A graça nos identifica como filho de Deus, não se baseada em nossas ações, pois ela nos permite relacionarmo-nos com Deus, não com base no que fazemos ou podemos, mas baseada em na nossa comunhão com Cristo, indicando assim quem sou, precedendo e motivando a nossa obediência Deus, sua Palavra e a sua Igreja.”

Os ensinamentos paulinos são transcendentes e assim como nos tempos antigos, Não importa a nossa idade ou a nossa maturidade em Cristo, todos temos um problema com o pecado, o pecado; mesmo ele, o apóstolo, Paulo “Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço” (Romanos 7:19).

Que Deus nos guarde em seu amor, que possamos ser-lhe obedientes em tudo, e se preciso for, obedientes ate a morte, e que alcancemos um coração sábio para vivermos à luz da sabedoria que Deus dá, e isso fazendo, fazendo isto, nunca jamais tropeçareis. (2 Pedro 1:10)

- Gustavo