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terça-feira, 29 de julho de 2025

O MEU QUERER E A VONTADE DIVINA

"Porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade." (Filipenses 2:13)

Nem tudo na vida acontece apenas porque queremos. Nossos desejos, por mais legítimos que sejam, não são garantias de resultados. A Bíblia nos mostra que o querer, por si só, não move montanhas. Mas também revela que, sem querer, sem iniciativa, sem disposição interior, nada acontece.

Deus plantou em nós o poder do querer, esse impulso que nos leva a sonhar, a lutar, a esperar. Mas quando o nosso querer é alinhado à vontade d’Ele, aí sim, as coisas fluem. Foi assim com Ana, que desejou um filho e orou com fé. Seu querer estava alinhado à vontade de Deus e Samuel nasceu (1 Samuel 1).

Jesus, mesmo sendo Deus, nos ensinou no Getsêmani que o querer precisa se submeter ao plano divino: “Pai, se queres, afasta de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, mas a tua” (Lucas 22:42).

O exemplo claro de "querer não realizado" na Bíblia é o de Davi, que desejou profundamente construir o Templo do Senhor.

"E se levantou o rei Davi sobre os seus pés e disse: Ouvi-me, irmãos meus e povo meu. Eu tinha no coração o propósito de edificar uma casa de repouso para a arca da aliança do Senhor e para o estrado dos pés do nosso Deus, e já tinha feito o preparo para edificar. Porém Deus me disse: Não edificarás casa ao meu nome, porque és homem de guerra e derramaste muito sangue." (1 Crônicas 28:2-3)

Davi quis, planejou, separou recursos, chamou artesãos, mas Deus disse não. O motivo? Não era o papel de Davi, e sim de seu filho Salomão.

Aqui aprendemos que nem todo querer, mesmo sendo nobre, é para nós realizarmos. Às vezes Deus diz “não” para o nosso querer, porque há outro propósito, outro tempo, outra pessoa.

Mas o “não” de Deus para Davi não foi um fim. Ele deixou um legado. *Seu desejo não foi atendido da forma como queria, mas ele participou da realização ao preparar tudo. Quando nosso querer se submete a Deus, mesmo os “nãos” se tornam sementes de algo eterno.

E lembre-se: Tiago nos alerta que pedimos e não recebemos porque pedimos mal (Tiago 4:3). Isso nos ensina que querer não basta, é necessário querer bem, com o coração alinhado à Palavra.

Portanto, deseje, sim. Queira com fé, com esperança. Mas submeta seu querer à vontade soberana de Deus. Se for para sua edificação, para o bem de outros e para a glória de Deus, vai acontecer. Não pelo seu querer apenas, mas porque Deus realizou em você o querer e o realizar.

Não desista de querer. Mas aprenda a querer o que Deus quer. Porque quando o querer nasce do coração de Deus, nada pode impedir.

quarta-feira, 7 de agosto de 2024

NOSSA SALVAÇÃO É INEGOCIÁVEL

1. SALVAÇÃO NA VISÃO HUMANA:

a) Existem muitos métodos para salvar uma pessoa. i) Salvar de um atropelamento. ii) Salvar de um afogamento. iii) Salvar com uma palavra, um aviso.

b) Existem muitos salvadores no mundo. i) Os conhecidos heróis do momento. ii) Os bombeiros. iii) Os policiais, que “livram” alguém de um perigo iminente ou da morte.

2. SALVAÇÃO NO UNIVERSO ESPIRITUAL:

A salvação que iremos tratar fala de algo mais que o real, mais que o carnal, mais que o material; abrange além do terreno o espiritual.

a. A salvação que recebemos: i) Lucas 3:6 – “E toda a carne verá a salvação de Deus.” ii) João 19:30 – “Quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.”

b. Ela tem a parte do homem: i) Romanos 10:10 – “Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação.”

c. A salvação foi planejada no céu: i) Efésios 1:9-10 – “Descobrindo-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito, que propusera em si mesmo, de tornar a congregar em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra.”

d. A salvação foi executada na terra por Jesus: i) João 19:30 – “Quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.”

e. A salvação é divulgada na terra por nós: i) Marcos 16:16 – “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.”

f. A salvação é pela graça divina e não pelo mérito humano: i) Romanos 3:24 – “Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus.”

g. A salvação é recebida pela fé e não pelas obras: i) Efésios 2:8-9 – “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.”

3. A SALVAÇÃO PODE SER ANALISADA NA PERSPECTIVA DO TEMPO: ROMANOS 6:22

Passado – Justificação – “Mas agora, libertados do pecado, e feitos servos de Deus,”

Presente – Santificação – “tende o vosso fruto para santificação,”

Futuro – Glorificação – “e por fim a vida eterna.” (Romanos 6:22)

a. Quanto ao passado, já fomos salvos: Da condenação do pecado. i) Isso nos fala de Justificação.

b. Quanto ao presente, estamos sendo salvos: Do poder do pecado. i) Isso nos fala de Santificação.

c. Quanto ao futuro, seremos salvos: Da presença do pecado. i) Isso nos fala de Glorificação.

4. CONCLUSÃO

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. João 3:16-17

a. A salvação alcança a todos: i) Porque a graça de Deus se manifestou, trazendo salvação a todos os homens.

b. A salvação tem um modelo de vida: i) Ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século de forma sóbria, justa e piedosa.

c. A salvação gera esperança: i) Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo.

d. A salvação tem um executante: i) Nosso Salvador Jesus Cristo, que se deu a si mesmo por nós.

e. A salvação tem um objetivo: i) Nos remir de toda a iniquidade e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras. (Tito 2:11-14)

quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

ORAÇÃO

APRESENTAÇÃO

O presente estudo é fruto de uma necessidade pessoal, não tenho a intenção de ensinar ninguém a orar, pois Jesus já fez isso nas Sagradas Escrituras. O que veremos nas próximas páginas, são versículos e pontos que consideramos importantes para uma melhor compreensão do poder e da necessidade da oração. Nos iluminando o Espírito Santo, seremos objetivos e Bíblicos.

SUMÁRIO

1. Introdução

2. O que é oração?

3. Em que se baseia a oração?

4. Qual a importância da oração?

5. Por que orar?

6. Quanto tempo orar?

7. Como deve ser feita a oração?

8. Existe oração sem respostas?

9. A oração é fruto do que?

10. A oração do Pai nosso.

11. Por quem e pelo que orar.

12. Tipos de oração.

13. O exemplo de Jesus, uma vida de oração.

14. Conclusão

 1. INTRODUÇÃO

A oração é uma necessidade obrigatória do cristão! Muitos se sentem obrigados a orar, outros impulsionados, outros motivados, outros necessitados, mas todos devem entender que orar é algo imperativo na vida do crente; tenho comigo que jamais oraremos o necessários, mas é imprescindível orar o suficiente, e o que é orar suficiente? É orar o necessário para manter-se de pé diante de Deus e das adversidades da vida!

Orar é uma das coisas mais difíceis da carreia cristã, mas também é indispensável, assim como ler a Bíblia; não é necessário estudos para comprovam que orar e ler a Bíblia diariamente causam mudanças em todos os aspectos para o cristão, particularmente eu, quando estou estressado devido a “tudo”, já declaro que o motivo primeiro e principal é porque estou orando pouco, para não dizer, não estou orando. Orar é tão difícil, que existem milhares de livros escritos sobre a oração e que, infelizmente mesmo depois de lê-los, ainda assim, muitos, ou uma parte bastante significativa dos que leem, continua com a mísera vida de oração. 

Algumas motivos óbvios nos levam a não orar, tais como não sabemos como ou por que orar, por quem orar! Sem levarmos em conta que nossos coração quase sempre enganoso, distraídos e iludido pelas coisas da terra, tudo nos priva de buscarmos as coisas do alto e tudo isso nos leva a uma vida medíocre de oração.

Se tem algo bonito e fácil de falar é, eu oro por você, vamos orar! Mas na prática, nos esquecermos facilmente disso fazer e do propósito primeiro da oração que é glorificar nosso Pai celestial e consequentemente, somente oramos pedindo muito dessa vida terrena e pouco da vida espiritual, vida essa que nos basta para unificar nossos corações com a correta visão de reino de Deus para sermos exemplos nesse mundo e para nos alinharmos com a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

Por que oramos tão pouco? Será que não temos certeza de que Deus nos ouve? Será que Ele não é poderoso para nos responder? Por que oramos tanto por bençãos, provisão, perdão e proteção contra o mal, e sentimos como se nada recebêssemos? Por que negligenciarem tanto a oração, que é o único meio de nos comunicarmos eficazmente com Deus? Até quando viveremos a nossa vida rejeitando a única maneira garantida de Deus nos ouvir?

Deus é perfeito, Ele sempre nos ouve e nos responde de acordo com sua vontade e em seu tempo e, embora não saibamos como de fato orar, e ainda assim, oramos sobre as mesmas coisas repetidamente, é fato, assim como Pedro escreveu, devemos ser “criteriosos e sóbrios a bem das vossas orações” (1Pe 4.7), todos nós precisamos orar mais, melhor e devotadamente.

Que Deus nos guie nesse estudo para entendermos que além da necessidade de orar, a oração é uma arma poderosa em Deus para nos garantir a chegada ao destino desejado.

2. O QUE É ORAÇÃO?

Segundo os dicionários da língua portuguesa, oração é súplica, é um pedido dirigido a Deus, a um santo, a uma divindade; é uma reza, prece.

Biblicamente falando, orar é conversar com Deus, é o diálogo da criatura com o Criador, é o meio pelo qual acessamos o trono da graça, com ousadia, em adoração, louvor e súplica; é o falar reverente, humilde e devotado. A oração é uma oferta em forma de expressão de fé e dependência a Deus que reflete nossa confiança no caráter e santidade Dele. Orar é mais que pedir, suplicar, anseia, orar é declarar fielmente nossa dependência e carência de Deus.

3. EM QUE SE BASEIA A ORAÇÃO?

A oração se baseia na convicção de que Deus, o Pai celestial, Governante de todas as coisas está cuidando de nós, assim como bem declarou Jesus no sermão da montanha (Mateus 6: 25-34), pois sendo Deus, o Senhor muito misericordioso e piedoso (Tiago 5:11), sempre responderá as orações de seus filhos segundo a sua vontade.

a. E esta é a confiança que temos nele: que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que lhe fizemos. 1 João 5:14,15

 4. QUAL A IMPORTÂNCIA DA ORAÇÃO?

Imagine-se indo ao médico acompanhado por alguém que conhece sua rotina cotidiana, para uma consulta, após alguns exames, nessa consulta você foi diagnosticado com uma doença terminal, iria morrer, e essa doença lhe mataria em poucos dias, mas o médico pode lhe deu uma única esperança, receitando um remédio que, se tomado regularmente, diariamente na dose adequada, você prolongaria sua vida, você esqueceria de tomar esse remédio? Esse acompanhante esqueceria de lhe comunicar a necessidade de tomar esse remédio? Duvido que você esqueceria de tomar esse remédio, pois se esquecesse, seria seu fim! Que importância você daria para esse remédio? Quantas vezes você o tomaria por dia, caso a receita dissesse, quanto mais remédio tomar, melhor você irá ficar? Estas perguntas são muito fáceis de responder.

Agora vamos pegar esse exemplo e transformá-lo no âmbito espiritual, permita-me, na vida espiritual também é assim, estamos em constante necessidade de consultas com o Médico dos médicos, e por um motivo ou outro, precisando de remédios, hora é a leitura das Sagradas Escrituras, ora é de vigilância, mas em sua grande maioria esse remédio é a oração, e não somente um remédio, é o único remédio!

 Nossa alma está enferma pelo pecado, mas pelo sangue de Jesus que nos perdoa de todos os pecados, e na manutenção vida cotidiana em santidade pela palavra de Deus e pela oração, podemos tudo santificar (1 Timóteo 4:5). Todo aquele que não sabe da importância da oração, é fato, esse não nasceu de novo, pois a oração é como uma das asas de um pássaro, sem ela o pássaro não voa, mas fato é, que todo pássaro carece de duas asas para voar, logo, uma asa é a oração e a outra a palavra, assim, perseverando na oração e na leitura e prática da Palavra, todos voaremos aos céus! E porque orar é importante, listamos abaixo:

a. Orar é importante, pois é por meio da oração que falamos com Deus e ouvimos Deus falar: “Acerca do qual três vezes orei ao Senhor, para que se desviasse de mim. E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo”. 2 Coríntios 12: 8, 9

b. Orar é importante, pois através da oração obtemos intimidade com Deus: “E disse: Ouvi agora as minhas palavras; se entre vós houver profeta, eu, o Senhor, em visão a ele me farei conhecer ou em sonhos falarei com ele. Não é assim com o meu servo Moisés, que é fiel em toda a minha casa. Boca a boca falo com ele, e de vista, e não por figuras; pois, ele vê a semelhança do Senhor; por que, pois, não tivestes temor de falar contra o meu servo, contra Moisés?” Números 12:6-8

c. Orar é importante porque nos torna diferente: “E foi Jabez mais ilustre do que seus irmãos; e sua mãe chamou o seu nome Jabez, dizendo: Porquanto com dores o dei à luz. Porque Jabez invocou o Deus de Israel, dizendo: Se me abençoares muitíssimo e meus termos amplificares, e a tua mão for comigo, e fizeres que do mal não seja aflito!… E Deus lhe concedeu o que lhe tinha pedido. 1 Crônicas 4:9,10 

d. Orar é importante porque por meio dela que recebemos poder: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. Em cada alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos. Todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam suas propriedades e fazendas e repartiam com todos, segundo cada um tinha necessidade. E, perseverando unânimes todos os dias no templo e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar”. Atos 2:42-47

e. Orar é importante, pois é por meio dela que recebemos respostas: “E eu dirigi o meu rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração, e rogos, e jejum, e pano de saco, e cinza. E orei ao Senhor, meu Deus, e confessei, e disse: Ah! Senhor! Deus grande e tremendo, que guardas o concerto e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos; pecamos, e cometemos iniquidade, e procedemos impiamente, e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos; e não demos ouvidos aos teus servos, os profetas, que em teu nome falaram aos nossos reis, nossos príncipes e nossos pais, como também a todo o povo da terra”. Daniel 9:3-6

“Estando eu ainda falando, e orando, e confessando o meu pecado e o pecado do meu povo Israel, e lançando a minha súplica perante a face do Senhor, meu Deus, pelo monte santo do meu Deus, estando eu, digo, ainda falando na oração, o varão Gabriel, que eu tinha visto na minha visão ao princípio, veio voando rapidamente e tocou-me à hora do sacrifício da tarde. E me instruiu, e falou comigo, e disse: Daniel, agora, saí para fazer-te entender o sentido. No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim, para to declarar, porque és mui amado; toma, pois, bem sentido na palavra e entende a visão”. Daniel 9:20-23

5. POR QUE ORAR?

Você já se perguntou por que muitas das vezes, as coisas importantes nem sempre são prioridades em nossa vida? Pense comigo, há algo de mais importante que nossa família? Mas muitas vezes, preferimos estar entre amigos do que em família! Esse é somente um exemplo dentre tantos outros; então, se orar é importante, porque não orar ou até mesmo pergunto, por que orar?

a. Porque é um mandamento: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca”. Marcos 14:38

b. Porque Jesus Orou: “Então, chegou Jesus com eles a um lugar chamado Getsêmani e disse a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto vou além orar”. Mateus 26:36

c. Porque orar santifica: “porque, pela palavra de Deus e pela oração, é santificada”. 1 Timóteo 4:5

d. Porque abre os céus: “E aconteceu que, como todo o povo se batizava, sendo batizado também Jesus, orando ele, o céu se abriu” Lucas 3:21

e. Porque abre os olhos espirituais: “E orou Eliseu e disse: Senhor, peço-te que lhe abras os olhos, para que veja. E o Senhor abriu os olhos do moço, e viu; e eis que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu". 2 Reis 6:17

f. Porque a oração produz resultados poderosos “Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor; e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. Confessai as vossas culpas uns aos outros e orai uns pelos outros, para que sareis; a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos. Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós e, orando, pediu que não chovesse, e, por três anos e seis meses, não choveu sobre a terra.  orou outra vez, e o céu deu chuva, e a terra produziu o seu fruto”. Tiago 5:14-18

6. QUANTO TEMPO ORAR?

A Bíblia não lista um tempo nem mínimo, nem máximo para a oração, isso não quer dizer que não precisamos nos dedicar mais tempo e tempo de qualidade na oração, o que está claro é, quanto mais oração, mais poder, então, se quisermos resultados poderosos, oremos mais. 

Há exemplos bíblicos quanto ao tempo que algumas pessoas oravam, e vamos deixar a Bíblia falar...

a. E aconteceu que, naqueles dias, subiu ao monte a orar e passou a noite em oração a Deus. Lucas 6:12

b. Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que sejais cheios do conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual; Colossenses 1:9

c. Orai sem cessar. 1 Tessalonicenses 5:17

d. E foi Jabez mais ilustre do que seus irmãos; e sua mãe chamou o seu nome Jabez, dizendo: Porquanto com dores o dei à luz. Porque Jabez invocou o Deus de Israel, dizendo: Se me abençoares muitíssimo e meus termos amplificares, e a tua mão for comigo, e fizeres que do mal não seja aflito!… E Deus lhe concedeu o que lhe tinha pedido. 1 Crônicas 4:9,10

e. Sucedeu, pois, que, oferecendo-se a oferta de manjares, o profeta Elias se chegou e disse: Ó Senhor, Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, manifeste-se hoje que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo, e que conforme a tua palavra fiz todas estas coisas. Responde-me, Senhor, responde-me, para que este povo conheça que tu, Senhor, és Deus e que tu fizeste tornar o seu coração para trás. Então, caiu fogo do Senhor, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e o pó, e ainda lambeu a água que estava no rego. O que vendo todo o povo, caiu sobre os seus rostos e disse: Só o Senhor é Deus! Só o Senhor é Deus! 1 Reis 18:36-39

O que dizer da oração de Daniel 9:1-23 e de tantos outros salvos que oraram e Deus respondeu? O mais importante é não deixar de orar, como bem ensinou Jesus, quando contou uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca desfalecer em Lucas 18:1-14.

7. COMO DEVE SER FEITA A ORAÇÃO?

Você já se perguntou qual é a postura ou posição correta de orar? Provavelmente já deve ter escutado algo do tipo “Deus só escuta oração de Joelhos”, isso não é verdade, mas confesso, de joelhos é melhor! Embora a Bíblia mostre diversas formas de orar, e vou listar exemplos, a o que torna a oração eficaz (se é que podemos dizer isso), não é a posição em que você se encontra, mas sim a sua postura ética, fiel, obediente e exemplar diante de Deus, em Deus, para Deus e com Deus! Você pode até estar de joelhos ou com a face no pó, mas de nada valerá se não tiver em santidade ao Senhor!

Entenda, não é a postura do corpo, mas a do coração pois “Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus (Salmos 51:17), logo você pode andar de joelhos, mas senão tiver essa postura, nada valerá! 

Como sempre, deixemos a Bíblia falar...

a. A oração deve ser feita com confiança, com fé: 

i. E tudo o que pedirdes na oração, crendo, o recebereis. Mateus 21:22

ii. Mas aquele que tem dúvidas, se come, está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado. Romanos 14:23

iii. Ora, sem fé é impossível agradar-lhe, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que é galardoador dos que o buscam. Hebreus 11:6

iv. Peça-a, porém, com fé, não duvidando; porque o que dúvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento e lançada de uma para outra parte. Tiago 1:6

b. A oração deve ser feita com humildade, sem fingimento: E disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros: Dois homens subiram ao templo, a orar; um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou, porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. Jejuo duas vezes na semana e dou os dízimos de tudo quanto possuo. O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado. Lucas 18:9-14

c. A oração deve ser feita com espontaneidade: Daniel, pois, quando soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa (ora, havia no seu quarto janelas abertas da banda de Jerusalém), e três vezes no dia se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como também antes costumava fazer. Então, aqueles homens foram juntos e acharam Daniel orando e suplicando diante do seu Deus. Daniel 6:10,11

d. A oração deve ser feita em nome de Jesus: 

i. E tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei. João 14:31,14

ii. Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vos conceda. João 15:16

iii. E, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai. Colossenses 3:17

e. A oração deve ser feita em qualquer lugar: e em qualquer situação:

i. E orou Jonas ao Senhor, seu Deus, das entranhas do peixe. Jonas 2:1

ii. E, despedida a multidão, subiu ao monte para orar à parte. E, chegada já a tarde, estava ali só. Mateus 14:23

iii. Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai, que vê o que está oculto; e teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará. Mateus 6:6

iv. E aconteceu que, estando ele a orar num certo lugar, quando acabou, lhe disse um dos seus discípulos: Senhor, ensina-nos a orar, como também João ensinou aos seus discípulos. Lucas 11:1

v. Pedro e João subiam juntos ao templo à hora da oração, a nona. Atos 3:1

vi. E, no dia seguinte, indo eles seu caminho e estando já perto da cidade, subiu Pedro ao terraço para orar, quase à hora sexta. Atos 10:9

vii. Perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam. Atos 16:25

viii. E, havendo passado ali aqueles dias, saímos e seguimos nosso caminho, acompanhando-nos todos, cada um com sua mulher e filhos até fora da cidade; e, postos de joelhos na praia, oramos. Atos 21:5

f. A oração deve ser feita qualquer situação:

i. Na minha angústia clamei ao Senhor, e ele me ouviu. Salmos 120:1

ii. Sofrendo ingratidão: Em paga do meu amor, são meus adversários; mas eu faço oração. Salmos 109:4

iii. Em tristeza: Está alguém entre vós aflito? Ore. Está alguém contente? Cante louvores. Tiago 5:13

g. A oração deve ser feita qualquer postura:

i. Em pé: O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou, porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. Jejuo duas vezes na semana e dou os dízimos de tudo quanto possuo. O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador! Lucas 18:11-13

ii. De joelhos: E apartou-se deles cerca de um tiro de pedra; e, pondo-se de joelhos, orava, Lucas 22:41

iii. Deitado: Então, virou Ezequias o rosto para a parede e orou ao Senhor. Isaías 38:2

iv. Curvando-se: E Moisés apressou-se, e inclinou a cabeça à terra, e encurvou-se, e disse: Senhor, se agora tenho achado graça aos teus olhos, vá agora o Senhor no meio de nós; porque este é povo obstinado; porém perdoa a nossa iniquidade e o nosso pecado e toma-nos pela tua herança. Êxodo 34:8,9

v. Com as mãos levantadas: E, perto do sacrifício da tarde, me levantei da minha aflição, havendo já rasgado a minha veste e o meu manto, e me pus de joelhos, e estendi as minhas mãos para o Senhor, meu Deus. Esdras 9:5 

8. EXISTE ORAÇÃO SEM RESPOSTAS?

Todos já devem ter escutado essa música: “Deus não rejeita oração, oração é alimento...” sem querer entrar no mérito da qualidade poética da canção, precisamos afirmar sem sombra de dúvidas, que SIM, existem orações que Deus não responde, e não responde porque não ouve!  Deus não responde a todas as orações. Observe os textos, que mostram claramente Deus recusando ouvir as orações daqueles que fazem o mal. As Escrituras são unânimes em ensinar que a vida desobediente de uma pessoa impedirá Deus de responder as suas orações:

a) Então, chamarão ao Senhor, mas não os ouvirá; antes, esconderá deles a sua face, naquele tempo, visto que eles fizeram mal nas suas obras. Miquéias 3:4

b) Tu, pois, não ores por este povo, nem levantes por ele clamor ou oração, nem me importunes, porque eu não te ouvirei. Jeremias 7:16  

c) Tu, pois, não ores por este povo, nem levantes por eles clamor nem oração; porque não os ouvirei no tempo em que eles clamarem a mim, por causa do seu mal. Jeremias 11:14

d) Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites Tiago 4:3.

e) Igualmente vós, maridos, coabitai com ela com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais fraco; como sendo vós os seus coerdeiros da graça da vida; para que não sejam impedidas as vossas orações. 1 Pedro 3:7

9. A ORAÇÃO É FRUTO DO QUE?

Se nem todas as orações têm respostas, como posso orar para que seja atendido? É simples, ore dentro da Vontade do Senhor (I João 5:14, 15) e dentro dos parâmetros estabelecidos pela sua palavra.

Não existe a fórmula certa para orar, mas existe virtudes que devemos observar na oração: 

a) A vigilância: Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas essas coisas que hão de acontecer e de estar em pé diante do Filho do Homem. Lucas 21:36

b) A gratidão:

i) Dou graças ao meu Deus todas as vezes que me lembro de vós, fazendo, sempre com alegria, oração por vós em todas as minhas súplicas. Filipenses 1:3,4

ii) Graças damos a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, orando sempre por vós, Colossenses 1:3

iii) Sempre damos graças a Deus por vós todos, fazendo menção de vós em nossas orações, 1 Tessalonicenses 1:2

c) A obediência: pode parecer obvio, mas a obediência é a principal coisa para uma oração eficaz, e isso na vida de Jesus era um fato irrefutável, é preciso juntar dois textos para que fique isso bem explicito, a presença constante de Deus e a resposta constante de Deus são fatos inseparáveis, Deus sempre responde quem está mais perto possível dele:

i) E aquele que me enviou está comigo; o Pai não me tem deixado só, porque eu faço sempre o que lhe agrada. João 8:29

ii) Eu bem sei que sempre me ouves, mas eu disse isso por causa da multidão que está ao redor, para que creiam que tu me enviaste. João 11:42

10. A ORAÇÃO DO PAI NOSSO.

Há inúmeras orações notáveis na Bíblia, mas a oração ensinada pelo Mestre Jesus, a chamada “oração do pai nosso”, essa oração é o modelo de como orar e não do que somente orar, é um guia para a nossa vida de oração devocional, não necessariamente precisa ser feita, para não cairmos no erro da repetirão, ou da reza, que o próprio Jesus falou “orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que, por muito falarem, serão ouvidos” (Mateus 6:7), mas serve-nos de parâmetro e termômetro; não quero dizer que não se pode fazer ou não se deve fazer, ela serve exatamente para mostrar como fazer na oração. Abaixo listo alguns pontos do que entendemos não existir uma necessidade, obrigatoriedade de fazer o “Pai nosso”:

a) Jesus disse, “Vós orareis assim” e não “Vós repetireis essas palavras”.

i) O orar assim, significa dessa forma e não com essas mesmas palavras.

b) Não há nenhuma outra passagem Bíblica onde os discípulos ou o próprio Jesus tenha feito o “Pai nosso” em outro momento.

c) Como dissemos, a oração é algo espontâneo e não mecânico, repetitivo.

Como dissemos, a oração nos ensina como orar, e não o que orar; nela, Jesus mostra o que podemos inutilizar de estrutura da oração, pois muitos entendem que orar é somente pedir, e iniciam já pedindo, é nesse ponto que nos serve de exemplo de ouro a oração ensinada por Jesus, vejamos o que Ele ensinou, e vamos aqui nos ater a dois textos onde ele ensina a oração, Mateus 6: 5-13 e Lucas 11: 1-4 

a) Orar somente a Deus: “Ora a teu pai/Pai nosso”

b) Orar humildemente: “Não seja como os hipócritas”

c) Ore em oculto: “Entra em teu quarto e fecha a porta”

i) Isso não significa que não devemos orar em público, mas que a vida de oração é algo particular, orar em público carece de um objetivo comum a todos, orar pela Igreja, ministério pelos líderes e governantes e etc., essa oração aqui é de intimidade, e intimidade requer segredo.

ii) Isso é orar para ser ouvido por Deus e não para ser visto pelos homens.

d) Orar perseverante e não repetitivos.

e) Orar adorando: Pai nosso, Santificado, Teu nome, Teu reino, Tua vontade.

f) Orar desejando o céu: “Venha o teu Reino”.

g) Orar em submissão: “Seja feita a Tua vontade”

h) Orar por provisão: 

i) Física “pão nosso”

ii) Espiritual “perdoa-nos”

iii) Social “Livra-nos do mal”

Na oração feita por Jesus em João 17, Ele mostra exatamente essa estruturação, embora seja uma oração sacerdotal, de intercessão (como veremos mais a frente) nela Ele elenca a adoração, submissão dependência e humildade, elementos que não podem faltar na oração. 

11. POR QUEM E PELO QUE ORAR

Já está claro para você a importância da oração? Mas vejamos pelo que a Bíblia nos orienta orar:

a) Pelo Reino: “Venha o teu Reino”

b) Pela família: Sucedia, pois, que, tendo decorrido o turno de dias de seus banquetes, enviava Jó, e os santificava, e se levantava de madrugada, e oferecia holocaustos segundo o número de todos eles; porque dizia Jó: Porventura, pecaram meus filhos e blasfemaram de Deus no seu coração. Assim o fazia Jó continuamente. Jó 1:5

c) Pela Igreja: “João 17” – Isso incluí:

i) Os projetos, os órgãos e contribuição.

ii) Construção (Neemias 1 e 2:1-4)

d) Pela obra missionaria: “Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo. E por eles me santifico a mim mesmo, para que também eles sejam santificados na verdade. Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão de crer em mim;” João 17:18-20

e) Por e pelo ministério:

i) Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande ceifeiros para a sua seara. Mateus 9:38

ii) E rogo-vos, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor do Espírito, que combatais comigo nas vossas orações por mim a Deus, Romanos 15:30

iii) orando em todo tempo com toda oração e súplica no Espírito e vigiando nisso com toda perseverança e súplica por todos os santos Efésios 6:18

iv) Orai por nós, porque confiamos que temos boa consciência, como aqueles que em tudo querem portar-se honestamente. Hebreus 13:18

f) Pelas autoridades:

Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens, pelos reis e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade. Porque isto é bom e agradável diante de Deus, nosso Salvador, que quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade. 1 Timóteo 2:1-4

g) Pelo próximo, o poder da intercessão: 

i) Em Tiago 5:16, está escrito, “Confessai as vossas culpas uns aos outros e orai uns pelos outros, para que sareis; a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos”. Essa oração é explicitamente feita por Paulo ao Colossenses:  

“Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus, e o irmão Timóteo, aos santos e irmãos fiéis em Cristo que estão em Colossos: graça a vós e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e da do Senhor Jesus Cristo. Graças damos a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, orando sempre por vós, porquanto ouvimos da vossa fé em Cristo Jesus e do amor que tendes para com todos os santos; por causa da esperança que vos está reservada nos céus, da qual já, antes, ouvistes pela palavra da verdade do evangelho, que já chegou a vós, como também está em todo o mundo; e já vai frutificando, como também entre vós, desde o dia em que ouvistes e conhecestes a graça de Deus em verdade; como aprendestes de Epafras, nosso amado conservo, que para vós é um fiel ministro de Cristo, o qual nos declarou também o vosso amor no Espírito. Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que sejais cheios do conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual; para que possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus; corroborados em toda a fortaleza, segundo a força da sua glória, em toda a paciência e longanimidade, com gozo, dando graças ao Pai, que nos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz. Colossenses 1:1-12

ii) Os pontos dessa oração:

(1) Seja grato pela conversão de todos – Versos 3 e 4

(2) Peça que Deus ajude-os a entender as verdades, vontade soberana de Deus e entendimento espiritual– Verso 9

(3) Peça para que eles entendam como viver dignamente e sejam frutíferos – Verso 10

(4) Peça para que eles conhecem melhor a si mesmos, sendo gratos – Versos 11 e 12

12. TIPOS DE ORAÇÃO

Você já deve ter escutado alguém dizendo, “Vamos clamar a Deus”, outro “Vamos interceder por ele” e outro simplesmente, “Vamos orar” parece ser a mesma coisa, mas não é! O clamor, a intercessão e a oração, é tudo oração, mas com níveis de intimidade, necessidades e dedicação! Quando dizemos vamos orar, isso soa como uma rotina, naturalidade, mas quando falamos em intercessão e clamor, isso envolve também o sofrimento! Embora orar seja um ato devocional, o clamor e a intercessão são diferentes, e por quê? Como disse, clamar e interceder envolve mais do que espontaneidade, envolve urgência e gravidade!

Aqui veremos os tipos de oração, que são claramente identificados nas escrituras.

a) A oração: como já definido, quero aqui somente exemplificar:

i) A oração de Ana (em voz baixa): 

Então, Ana se levantou, depois que comeram e beberam em Siló; e Eli, o sacerdote, estava assentado numa cadeira, junto a um pilar do templo do Senhor. Ela, pois, com amargura de alma, orou ao Senhor e chorou abundantemente. E votou um voto, dizendo: Senhor dos Exércitos! Se benignamente atentares para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva te não esqueceres, mas à tua serva deres um filho varão, ao Senhor o darei por todos os dias da sua vida, e sobre a sua cabeça não passará navalha. E sucedeu que, perseverando ela em orar perante o Senhor, Eli fez atenção à sua boca, porquanto Ana, no seu coração, falava, e só se moviam os seus lábios, porém não se ouvia a sua voz; pelo que Eli a teve por embriagada. 1 Samuel 1:9-13

ii) A oração dos discípulos (em vos alta): 

E, ouvindo eles isto, unânimes levantaram a voz a Deus e disseram: Senhor, tu és o que fizeste o céu, e a terra, e o mar, e tudo o que neles há; que disseste pela boca de Davi, teu servo: Por que bramaram as gentes, e os povos pensaram coisas vãs? Levantaram-se os reis da terra, e os príncipes se ajuntaram à uma contra o Senhor e contra o seu Ungido. Porque, verdadeiramente, contra o teu santo Filho Jesus, que tu ungiste, se ajuntaram, não só Herodes, mas Pôncio Pilatos, com os gentios e os povos de Israel, para fazerem tudo o que a tua mão e o teu conselho tinham anteriormente determinado que se havia de fazer. Agora, pois, ó Senhor, olha para as suas ameaças e concede aos teus servos que falem com toda a ousadia a tua palavra, enquanto estendes a mão para curar, e para que se façam sinais e prodígios pelo nome do teu santo Filho Jesus. E, tendo eles orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo e anunciavam com ousadia a palavra de Deus. Atos 4:24-31

b) A súplica é uma oração persistente e humilde por si mesmo, ela revela um coração quebrantado e contrito, é um pedido, não por bênçãos materiais, mas por renovação, graça, santidade e perdão!

E, para que me não exaltasse pelas excelências das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de não me exaltar. Acerca do qual três vezes orei ao Senhor, para que se desviasse de mim. E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. 2 Coríntios 12:7-9

A súplica pode ser dirigida a Deus, mas também a um homem, conforme temos o exemplo clássico feito por Judá (Gênesis 44:16-34)

Então, disse Judá: Que diremos a meu senhor? Que falaremos? E como nos justificaremos? Achou Deus a iniquidade de teus servos; eis que somos escravos de meu senhor, tanto nós como aquele em cuja mão foi achado o copo. Mas ele disse: Longe de mim que eu tal faça; o varão em cuja mão o copo foi achado, aquele será meu servo; porém vós subi em paz para vosso pai. Então, Judá se chegou a ele e disse: Ai! Senhor meu, deixa, peço-te, o teu servo dizer uma palavra aos ouvidos de meu senhor, e não se acenda a tua ira contra o teu servo; porque tu és como Faraó. Meu senhor perguntou a seus servos, dizendo: Tendes vós pai ou irmão? E dissemos a meu senhor: Temos um velho pai e um moço da sua velhice, o mais novo, cujo irmão é morto; e só ele ficou de sua mãe, e seu pai o ama Então, tu disseste a teus servos: Trazei-mo a mim, e porei os meus olhos sobre ele. E nós dissemos a meu senhor: Aquele moço não poderá deixar a seu pai; se deixar a seu pai, este morrerá. Então, tu disseste a teus servos: Se vosso irmão mais novo não descer convosco, nunca mais vereis a minha face. E aconteceu que, subindo nós a teu servo, meu pai, e contando-lhe as palavras de meu senhor, disse nosso pai: Tornai, comprai-nos um pouco de mantimento. E nós dissemos: Não poderemos descer; mas, se nosso irmão menor for conosco, desceremos; pois não poderemos ver a face do varão, se este nosso irmão menor não estiver conosco. Então, disse-nos teu servo, meu pai: Vós sabeis que minha mulher me deu dois filhos; um ausentou-se de mim, e eu disse: Certamente foi despedaçado, e não o tenho visto até agora; se agora também tirardes a este da minha face, e lhe acontecer algum desastre, fareis descer as minhas cãs com dor à sepultura. Agora, pois, indo eu a teu servo, meu pai, e o moço não indo conosco, como a sua alma está atada com a alma dele, acontecerá que, vendo ele que o moço ali não está, morrerá; e teus servos farão descer as cãs de teu servo, nosso pai, com tristeza à sepultura. Porque teu servo se deu por fiador por este moço para com meu pai, dizendo: Se não to tornar, eu serei culpado a meu pai todos os dias. Agora, pois, fique teu servo em lugar deste moço por escravo de meu senhor, e que suba o moço com os seus irmãos. Porque como subirei eu a meu pai, se o moço não for comigo? Para que não veja eu o mal que sobrevirá a meu pai. Gênesis 44:16-34

c) A intercessão é o que podemos classificar como uma súplica por outro, orar humilde e incessantemente por outro, como fez Abraão, Samuel, Daniel, Neemias e tantos e tantos homens e mulheres de Deus, inclusive Jesus, que em sua oração sacerdotal projetou, estendeu a nós:

Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão de crer em mim; para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu, em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. João 17:20,21

E chegou-se Abraão, dizendo: Destruirás também o justo com o ímpio? Se, porventura, houver cinquenta justos na cidade, destruí-los-ás também e não pouparás o lugar por causa dos cinquenta justos que estão dentro dela? Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio; que o justo seja como o ímpio, longe de ti seja. Não faria justiça o Juiz de toda a terra? Então, disse o Senhor: Se eu em Sodoma achar cinquenta justos dentro da cidade, pouparei todo o lugar por amor deles. E respondeu Abraão, dizendo: Eis que, agora, me atrevi a falar ao Senhor, ainda que sou pó e cinza. Se, porventura, faltarem de cinquenta justos cinco, destruirás por aqueles cinco toda a cidade? E disse: Não a destruirei, se eu achar ali quarenta e cinco. E continuou ainda a falar-lhe e disse: Se, porventura, acharem ali quarenta? E disse: Não o farei, por amor dos quarenta. Disse mais: Ora, não se ire o Senhor, se eu ainda falar: se, porventura, se acharem ali trinta? E disse: Não o farei se achar ali trinta. E disse: Eis que, agora, me atrevi a falar ao Senhor: se, porventura, se acharem ali vinte? E disse: Não a destruirei, por amor dos vinte. Disse mais: Ora, não se ire o Senhor que ainda só mais esta vez falo: se, porventura, se acharem ali dez? E disse: Não a destruirei, por amor dos dez. E foi-se o Senhor, quando acabou de falar a Abraão; e Abraão tornou ao seu lugar. Gênesis 18:23-33 

d) O Clamor é literalmente um grito de socorro!

Então, Sansão clamou ao Senhor e disse: Senhor Jeová, peço-te que te lembres de mim e esforça-me agora, só está vez, ó Deus, para que de uma vez me vingue dos filisteus, pelos meus dois olhos. Juízes 16:28

e) A Reza é a repetição de palavras ditas por si mesmo ou a repetição das palavras de outro, como a oração de fulano de tal, do santo tal, etc. não confundir a perseverança nas orações como reza, persevera é uma coisa, veja o que disse Paulo (2 Coríntios 12:7-9) e o próprio Jesus em (Marcos 14:39 e Mateus 26:44).

13. O EXEMPLO DE JESUS, UMA VIDA DE ORAÇÃO

Há incontáveis orações, que vou listar no próximo tópico e último desse estudo, mas não poderíamos passar para nenhum outro, sem concluirmos o que é oração, com o maior exemplo de tudo e de todos, a vida exemplar de Jesus, e na oração ele foi inigualável! Paulo orou, Pedro, Tiago, Davi e todos os demais, nem sempre foram ouvidos, mas com Jesus era diferente “Eu bem sei que sempre me ouves” (João 11:42), e por que ele era sempre ouvido? Ele era ouvido porque, sempre fazia o que agradava a Deus, “eu faço sempre o que lhe agrada”. (João 8:29).

A vida exemplar de Jesus na oração é demonstrada em todos os estágios de seu ministério, início, meio e fim; listo abaixo algumas referências de oração da vida de oração Jesus, que orava em todo o tempo, em todas as situações e em todos os lugares.

Jesus orou chamando Deus de “Pai” (Mateus 6:9)

Jesus orou antes do convite, “Vinde a Mim” (Mateus 11:25-27)

Jesus orou depois da Alimentação dos 5.000 (Mateus 14:23)

Jesus orou pelos pequeninos (Mateus 19:13)

Jesus orou na ceia (Mateus 26:26-27)

Jesus orou no Getsêmane (Mateus 26:36,39,42,44.)

Jesus orou num lugar solitário (Marcos 1:35)

Jesus orou no seu batismo (Lucas 3:21)

Jesus orou no deserto (Lucas 5:16)

Jesus orou a noite inteira, antes de escolher os doze (Lucas 6:12)

Jesus orou em Cesaréia de Filipe (Lucas 9:18)

Jesus orou antes de sua transfiguração (Lucas 9:28-29)

Jesus orou ensinando a Oração Dominical (Lucas 11:1-4.)

Jesus orou por Pedro (Lucas 22:32)

Jesus orou na cruz (Lucas 23:34)

Jesus orou em Emaús (Lucas 24:30)

Jesus orou na alimentação dos 5.000 (João 6:11)

Jesus orou antes de ressuscitar a Lázaro (João 11:41-42)

Jesus orou no Templo (João 12:27-28)

Jesus orou pelos discípulos (João 17)

14. CONCLUSÃO

É de nossa inteira necessidade e responsabilidade conhecer e entender a importância da oração, mostrar que sem a oração, não é possível ter comunhão com Deus e, receber de Deus o que está preparado para nós.

Sempre me perguntei como pessoas que diziam ter uma vida de constante oração, continuam com os mesmos problemas, como não demonstram ou pouco demonstram os frutos da oração em sua vida cotidiana, em seus relacionamentos interpessoais, mas fica claro que isso é porque, ou não oram, ou oram sem entendimento, ignorando a exortação de Paulo, “Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento...” (1 Coríntios 14:15).

Espero e confiamos em Deus que o você tenha entendido que não existe espírito de oração, mas sim vida prática de oração no Espírito como disse Judas e Paulo “orando no Espírito Santo, (Judas 1:20), “orando em todo tempo com toda oração e súplica no Espírito” (Efésios 6:18); que você não se prenda a postura do corpo e sim do coração, embora eu entenda que de joelhos é melhor!

Quando nos dedicamos a oração, a vida jamais será desgastada naquilo que não é primordial para a vida santa e integra diante de Deus e dos homens, como bem sabemos, joelhos dobrados diante de Deus sinônimo é vida irrepreensível diante dos homens!

quarta-feira, 1 de julho de 2020

A CERTEZA DA PRESENÇA DE DEUS


Quantas mensagens pregadas ou lidas você já ouviu com a famosa frase “...eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos” (Mateus 28:20)? Acredito que incontáveis vezes! Você sabia que essa promessa de Jesus não é incondicional? Deixa-me te explicar, há promessas incondicionais, exemplificando, com o profeta Joel:

“E há de ser que, depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne...”
Joel 2:28

É uma promessa/profecia? SIM! Que condição há para que se cumpra? NENHUMA! Veja o cumprimento da mesma:

“Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel: E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne...”
Atos 2:16,17

Há inúmeras promessas incondicionais na Bíblia, são promessas que não tem nenhuma condição de exigência por parte de Deus para que recebamos, mas há promessas condicionais, aquelas que Deus exige de nós a condição de recebermos!

Não viva com a falsa ideia de quem, o se “Deus prometeu, Ele vai cumprir”, não tenha dúvidas que Deus é fiel e poderoso para cumprir tudo o que prometeu:

“...porque fiel é o que prometeu”
Hebreus 10:23

“...o que ele tinha prometido também era poderoso para o fazer”
Romanos 4:21

“Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos dos séculos...”
Tito 1:2

Confiamos que Deus é poderoso para cumprir toda a palavra dita a mim é uma condição fé, o que é natural em um cristão, estamos certíssimos ao dizer que Deus “é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos...” (Efésios 3:20), mas Deus ter poder para fazer e nós termos condições de receber é uma outra coisa!

Não se sinta desmotivado pelo que a princípio pareça como se ouvisse alguém sussurrando dizer: “Você jamais terá condições de receber o que Deus lhe prometeu”, o que na verdade é verdade, pois de nada somos merecedores, “Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos)...” (Efésios 2:4,5), e se você tem duvidas que é ou não merecedor de tudo o que  Deus fez e faz por nós, leia e reflita nas palavras do patriarca Jacó:

“Então Jacó orou: "Ó Deus de meu pai Abraão, Deus de meu pai Isaque, ó Senhor que me disseste: ‘Volte para a sua terra e para os seus parentes e eu o farei prosperar’; não sou digno de toda a bondade e lealdade com que trataste o teu servo. Quando atravessei o Jordão eu tinha apenas o meu cajado, mas agora possuo duas caravanas.
Gênesis 32:9,10

Glorias a Deus! Glorias! Glorias! Se Jacó sendo quem foi, teve a humildade de orar e reconhecer o que era diante de Deus, indigno, quem sou eu para dizer o contrário!

Agora reflitamos, será que a promessa de Jesus descrita por Mateus é uma promessa incondicional? Se é incondicional, porque não sinto Jesus todos os dias da minha vida? Então só pode ser condicional, sendo assim, qual é a condição para que se cumpra a promessa de Jesus comigo todos os dias? Antes de responder qual é a condição com a Bíblia, permita-me fazer a distinção de algumas promessas.

Como disse a princípio, há promessas, profecias, que Deus simplesmente prometeu e as cumpriu, e a condição foi simplesmente a sua soberania, todas as promessas acerca de Jesus foram cumpridas cabalmente por Deus sem que existisse uma única condição humana, a promessa do reino perpetuo do chamado “trono de Davi” é também uma outra cumprida por essa soberania, logo podemos afirmar que, quando Deus quer, Deus faz!

Dito isto, por que estamos falando de promessa condicional e incondicional? Porque a presença de Deus é uma condição que depende da condição do homem está presente diante de Deus, e não de Deus está presente diante do homem, haja vista que “...todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar”. (Hebreus 4:13), em outras palavras, Deus está sempre diante de nós, nós é quem não estamos diante dele sempre!

Então, “qual é a condição para que se cumpra a promessa de Jesus comigo todos os dias?” a Bíblia responde assim:

E aquele que me enviou está comigo; o Pai não me tem deixado só, porque eu faço sempre o que lhe agrada.
João 8:29

Se não for incomodo, você pode ler e reler e ler novamente o versículo P A U S A D A M E N T E?

Você consegue entender agora como ter Jesus sempre ao seu lado? Você pode ate se perguntar, “então Jesus nunca estará comigo?” não estou afirmando isso, estou mostrando que a Bíblia diz que, Deus, SEMPRE, esteve presente ao lado de Jesus, porque existia uma condição, existia comunhão perene! Sentir sempre a presença é condicional, e a condição é bem clara, como Jesus disse fazer, fazer sempre o que lhe agrada!

Não se entristeça, tanto eu como você somos falhos e limitados, erramos e nos corrigimos, pecamos e nos arrependemos e não continuamos na prática e prazer do pecado, mas não posso dizer-te o contrário, embora o Espirito Santo habite em nós e conosco, manter essa presença constante em nós e conosco, depende de nós!

E o que Jesus fazia sempre que agradava a Deus, para que façamos também? Aí mais uma vez deixemos a Bíblia falar:

“...Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele”.
Atos 10:38

“...sabendo Jesus que já era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, como havia amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim.
João 13:1

“Conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos.”
1 João 3:16

Vou parar nesses exemplos, pois como escreveu João, “Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez; e, se cada uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem. Amém!”
João 21:25

A minha oração a Deus é que consigamos estar fazendo o bem, amando a todos ate o fim e nos tornamo-nos uteis a Deus, fazendo a sua vontade e assim “dignos” de realizar sua obra; que Deus nos ajude e que tenhamos a certeza da presença dEle em nós e conosco! Amém!

domingo, 21 de junho de 2020

DENOMINAÇÕES EVANGÉLICAS

Você já deve ter escutado “qual foi a placa, o nome da igreja que Jesus deixou?”, “por que tantas igrejas (denominações) diferentes?” ou ainda, “no céu teremos essas separações de denominações como aqui na terra?”

Eu tive a oportunidade de andar em alguns estados brasileiros, em quatro das cinco regiões, em todas, vi a diversidade de nomes de igrejas, algumas conhecidas e outras, além de desconhecidas, inconcebíveis a luz da Bíblia sagrada, na internet se vê aos montes, a vastidão de nomes como “Igreja do Deus pelador” e a “famosa” e “midiática” “bola de neve”, mas deixando de lado a “excentricidade” dos nomes, de que nos serve a diversidade de igrejas?

Deus é um Deus de unidade (João 10:30), comunhão (João 17:5), em todo o texto sagrado Ele sempre se preocupou em estar perto (Mateus 28:20) e essa proximidade tem fundamento, razão, temporalidade e atemporalidade (Joao 8:29), e para nós, cristãos, essa comunhão com Deus se dá de múltiplas formas, mas é na Igreja que a comunhão torna-se visível, palpável, litúrgica, daí a necessidade de templos, igrejas, e assim o foi no Antigo testamento com a TENDA DA CONGREGAÇÃO e os templos construídos em substituição da tenda, e assim o é com os templos/igrejas de nossa época.

Na história humana, Deus vai relacionando-se e revelando-se de forma progressiva, mas paulatina, ao mesmo tempo que se deixa conhecer, não se faz plenamente revelado, textos como Deuteronômio 29:29, Salmos 19:1, 139:6 e Romanos 1:19 explicita e implicitamente mostram esse Deus acessível a nossa capacidade de compreensão (cognoscível), mas também inacessível (incognoscível); no salmo 139:6 isso fica explicito, quando o salmista exclama “o teu conhecimento é profundo demais para mim”, e isso tem tudo a ver com Igreja e denominações.

A Igreja é por definição Bíblica “...a casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade. 1 Timóteo 3:15”, e as denominações o que são? As denominações são, entre tantas definições, em essência, “organizações funcionais, baseadas no conhecimento e entendimento das sagradas escrituras, tendo uma particular interpretação das doutrinas bíblicas e sua aplicação”.

Respondendo às perguntas da introdução:

Qual foi a placa, o nome da igreja que Jesus deixou?”,

Vejamos o que a Bíblia diz:

E sucedeu que todo um ano se reuniram naquela igreja, e ensinaram muita gente; e em Antioquia foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos. (Atos 11:26)”.

Resposta simples e objetiva, NENHUM NOME, NENHUMA PLACA.

No período bíblico, no que chamamos de igreja primitiva, as igrejas eram chamadas pelo nome do local, como descrito:

 “As igrejas da Ásia vos saúdam” (1 Coríntios 16:19)

...à igreja de Deus que está em Corinto” (2 Coríntios 1:1)

...igreja que está em Cencreia” (Romanos 16:1)

...igreja que está em Esmirna” (Apocalipse 2:8)

...igreja que está em Pérgamo” (Apocalipse 2:12)

“...às igrejas da Galácia” (Gálatas 1:2)

Por que tantas igrejas (denominações) diferentes?

Conforme definimos ser as denominações, “...uma particular interpretação...” essa cultura de denominações surgiu quando da reforma protestante, embora muitos personagens na história do Cristianismo se consideravam não denominacionais e acreditavam que seria desnecessário seguir regras fora da doutrina cristã de origem, após a reforma títulos foram dados aos movimentos reformistas, conforme iam surgindo os ilustres servos e eminentes teólogos da reforma, os nomes, as placas também foram surgindo, tais quais, Igreja Luterana, Igreja Metodista, Igreja Batista e afins; ainda que homens como Lutero e João Calvino tenha declarado o desejo de que não surgisse uma denominação cristã que levasse seu nome, e que queriam simplesmente ser chamado de cristão, seus seguidores não os respeitaram.

Mas, essa evolução nos nomes, denominações, identifico três fases:

Fase 01, a demonização dos cristãos protestantes.

Com a reforma a Igreja Católica Apostólica Romana, até então o único rotulo denominacional, para identificar os dissidentes, hereges, excomungados, os nomeou PROTESTANTES, e daí por diante, não somente a admiração dos ensinamentos de Lutero, Calvino, e mais tarde John Wesley e outros, diversos nomes foram aplicados.

Fase 02, o ensino dos homens, as interpretações teológicas, aqui temos uma pluralidade de denominações, exatamente pelo simples fato da diversidade interpretativa da teologia bíblica, onde por detalhes teológicos, uma linha de raciocínio e aceitação levaram muitos a “gentil discordância” e a segregação congregacional e organizacional.

Embora tenha sido a igreja católica a primeira denominação, e que tenha dado nome ao movimento protestante afim de rotulá-lo e identificá-lo pejorativamente, uma segunda fase de nomes, denominações surgiram aos montes, isso muito pela admiração dos pregadores, mas também para concordância com essas interpretes, ressaltamos que muitos destes homens, publicamente externaram sua discordância com esses rótulos para igreja, Lutero, Calvino e John Wesley assim o fizeram, mas de nada adiantou, e os exemplos mais clássicos são:

Os seguidores de Lutero eram luteranos, dando nome a igreja Luterana; os Wesley nominados wesleyanos formaram a igreja metodista, e por aí vai, a igrejas batistas (membros da igreja de Spurgeon), a Igreja presbiteriana (os de Albert Barnes), a igreja congregacional (os de Henry Ward Beecher)

Estes homens se opuseram ao denominacionalismo,

John Wesley disse, "Eu queria que o nome Metodista nunca fosse mencionado novamente, mas que se perdesse no esquecimento eterno".

Charles Spurgeon, cujos sermões foram rotulados com o nome "Batista", disse: "Digo do nome "batista": ainda que pareça, mais do que o próprio nome de Cristo dure para sempre. Estou ansioso para o dia em que não haja mais vida 'batista'".

Henry Ward Beecher, expressou sua recusa em chamar de "congregacionais" outros cristãos quando disse: "Deixe-me falar com você na língua do céu e chamá-los de "cristão".

Albert Barnes, cujos sermões foram rotulados com o título de "presbiterianismo" escreveu: “essas divisões devem ser reunidas sob o santo nome "cristão””.

Muitos outros se opuseram declarando explicitamente que, no céu, o titulo lá é “santo”, “cristão”, “crente”!

Fase 03, a mais dolorosa, vexatória e ingrata fase para nosso sofrível movimento denominacional, o que nascera de forma pejorativa (fase 1) e passou pela interpretativa, dessassociativa (fase 2), chaga ao período das dissidências egocêntricas, por meios de “homens (?” que por não concordarem com o pastor, ministério, o costume tal, com a lentidão na adaptabilidade da igreja ao seu tempo (a chamada modernidade), ou se ofenderam e sentiram o seu ego machucado por irmão tal, ou palavra tal, ou por falta de liberdade e autonomia, ou mesmo por insubmissão e insubordinação a liderança eclesiástica, saem das denominações que nasceram, cresceram, se tornaram “maduros”, e que nelas galgaram os espaços, abandonam sua congregação local, e ao abandonarem, eles formam igrejas, com o pretexto da evangelização, da modernização de otimização dos usos e costumes, no que chamam de ressignificar princípios, criticam os antigos lideres e a denominação que os tornou os obreiros que são, enlaçando os indoutos e neófitos com promessas tais, que ferem não somente a interpretação particular da denominação anterior, como principalmente as sagradas escrituras.

Por ego, temos hoje uma infinidade de denominações, com nomes que, não são somente “títulos”, “rótulos”, “marca, mas pensamentos “filosóficos”, não teologais, que de tão criativo, não listaremos, mas uma rápida pesquisa na internet lhe dará bons motivos para rir ou irar-se.

Por fim, temos também o cristianismo não denominacional que em poucas palavras, é o movimento que visa levar eliminar as denominações, alegando que “a prática da fé cristã por uma ou mais pessoas, não carece ser rotulada com o nome de qualquer denominação cristã específica, tendo como um dos seus principais objetivos a vida espiritual e a fé cristã puramente centrada em Cristo, essencialmente, com base nos ensinamentos de Jesus Cristo.

Esse movimento desvaloriza as denominações, que tem o seu valor, não podemos de forma alguma negar que todas as denominações, os membros, não são de fato Igreja do Senhor, mas também não podemos afirmar que todas elas e seus membros são Igreja; logo eliminar as denominações ou desvalorizar ou ainda desacreditar as mesmas é um erro e deve-se se ter muita cautela.

As denominações assim como as Igrejas do período primitivo, tem cada uma suas particularidades, certo é, que Jesus o dono da Igreja deu muitas coisas a Igreja, mas a Igreja Ele não deu a ninguém, por tanto, vigiemos, busquemos de Deus o lugar onde há benção e paz, onde Cristo nos mostra afeição, busquemos o lugar onde a Palavra de Deus é ensinada, provada e praticada, onde o Espirito Santa habite, se revele, onde a santidade é exigida, onde a doutrina é regra de fé e pratica e onde a inegociável salvação gera bons costumes, onde os frutos são abundantes e dignos de arrependimento, onde Cristo e somente Cristo é glorificado e onde o pastor e as ovelhas sabem o seu lugar.

O tempo e as experiencias vão moldar o homem, mas somente em Deus o homem vivido e experiente encontra o seu devido lugar, não deixemos a nossa congregação, como é costume de alguns, e os que saem, saem porque não eram de nós, se fosse teriam permanecido e permanecendo, seja fiel, humilde e manso, doador, servil e assim, cresça, floresça, frutifique, ame a Deus, sirva a Igreja e honre o pastor e o ministério local, e Deus nos concederá a eternidade ao lado dele como recompensa.

Gustavo Clemente

 

BIBLIOGRAFIA

Bíblia de Estudo Pentecostal

http://www.mentesbereanas.info/reflexoessobrecristianismo.html

https://www.christianpost.com/news/why-all-christians-are-actually-non-denominational-72136/

David C. Cook (2001), "God's Little Lessons for Leaders", Honor Books, Aug 1, pág 213

Knowles, Victor (2006), "Together in Christ: More Than a Dream", College Press, Mar 1, pág 83.