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terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

A DISCIPLINA BÍBLICA

1 – Disciplina, a expressão do amor de deus

 A Escritura é clara ao afirmar que a disciplina é prova do amor divino: “Porque o Senhor corrige o que ama e açoita a qualquer que recebe por filho.” (Hebreus 12:6 - ARA)

 “Porque o Senhor repreende a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem.” (Provérbios 3:12 - ARC)

 “É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige?” (Hebreus 12:7 - ARA)

  “Pois eles nos corrigiam por pouco tempo, segundo melhor lhes parecia; Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade.” (Hebreus 12:10 - ARA)


Aqui está o cerne teológico, a disciplina é também um instrumento de divino, bíblico de santificação. Deus não disciplina por capricho, mas com propósito de santificação, redenção. Ele visa formar em nós o caráter de Cristo “sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto. Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. (Romanos 8:28-29 - ARC). A disciplina é uma expressão de amor.

O texto sagrado prossegue: “Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça.” (Hebreus 12:11 - ARA)

A mesmo causando dor, a disciplina não invalida o amor, antes valida o cuidado paternal de Deus.

2 – Consequências do pecado e responsabilidade pessoal

Muitos, quando disciplinados, enxergam apenas punição. Contudo, a Palavra nos ensina que colhemos o que semeamos: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará.” (Gálatas 6:7 - ARA)

Jeremias exorta: “De que se queixa, pois, o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus próprios pecados.” (Lamentações 3:39 - ARC)

A disciplina, muitas vezes, nada mais é do que a consequência dos atos antibíblicos de escolhas, erradas. Quando a igreja disciplina de forma bíblica, ela não está criando sofrimento, mas reconhecendo a gravidade do pecado à luz da santidade de Deus, pois ela nos orienta a sermos santos, “Sede santos, porque eu sou santo.” (1 Pedro 1:16 - ARC); o pecado não pode ser trivializado, pois: “O salário do pecado é a morte.” (Romanos 6:23 - ARC)

3 – O fundamento bíblico da disciplina

O Senhor Jesus estabeleceu princípios claros para tratar o pecado na comunidade: “Se teu irmão pecar contra ti, vai arguí-lo entre ti e ele só; se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão.” (Mateus 18:15 - ARA)

Observe o objetivo: ganhar o irmão, não o perder. O processo continua “Mas, se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que, pela boca de duas ou três testemunhas, toda palavra seja confirmada. E, se não as escutar, dize-o à igreja; e, se também não escutar a igreja, considera-o como um gentio e publicano”. (Mateus 18:16-17 – ARC), mostrando que a disciplina é progressiva e visa restauração.

O apóstolo Paulo também tratou do tema, “Notai o que desobedece à nossa palavra dada por esta epístola, não vos associeis com ele, para que fique envergonhado. Todavia, não o considereis por inimigo, mas adverti-o como irmão.” (2 Tessalonicenses 3:14-15 - ARA)

Aqui vemos o equilíbrio: afastamento disciplinar, mas sem desumanização; correção, mas com fraternidade. Em 1 Coríntios 5, Paulo ordena disciplina severa em caso de pecado público, mas com finalidade restauradora: “Seja entregue a Satanás para destruição da carne, a fim de que o espírito seja salvo no Dia do Senhor.” (1 Coríntios 5:5 - ARA). Quando houve arrependimento, Paulo orienta a restauração: “De modo que deveis antes perdoar-lhe e confortá-lo, para que não seja o mesmo consumido por excessiva tristeza.” (2 Coríntios 2:7 - ARC), e acrescenta: “Pelo que vos rogo que confirmeis para com ele o vosso amor.” (2 Coríntios 2:8 - ARC). Isso mostra que Disciplina sem restauração é crueldade; restauração sem arrependimento é permissividade.

4 – O perigo da omissão e da dureza excessiva

Há igrejas que disciplinam sem amor; há igrejas que, em nome do amor, não disciplinam. Ambas erram, pois a omissão produz contaminação: “Não sabeis que um pouco de fermento leveda toda a massa?” (1 Coríntios 5:6 - ARC). Por outro lado, a dureza excessiva pode destruir o arrependido. Paulo alerta: “Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de mansidão; e guarda-te para que não sejas também tentado.” (Gálatas 6:1 - ARA).

A disciplina deve ser aplicada com:

Mansidão (ternura) e humildade (igualdade): “Irmãos, se alguém for vencido por algum pecado, vocês, que são espirituais, devem ajudá-lo, com mansidão e humildade, a voltar ao caminho certo, lembrando-se que da próxima vez poderá ser um de vocês a ser tentado”. (Gálatas 6:1 - NBV)

Paciência: “Pedimos a vocês, irmãos, que aconselhem com firmeza os preguiçosos, deem coragem aos tímidos, ajudem os fracos na fé e tenham paciência com todos. (1Tessalonicenses 5:14 - NTLH)

Amor: “Em vez disso, seguiremos com amor a verdade em todo tempo — falando com verdade, tratando com verdade, vivendo em verdade — e assim nos tornaremos cada vez mais, e de todas as maneiras, semelhantes a Cristo, que é o Cabeça do seu corpo, a igreja”. (Efésios 4:15 - NBV)

Desejo de restauração: “Meus irmãos, se algum de vocês se desviar da verdade e alguém ajudá-lo a compreender a verdade novamente, 20essa pessoa que o trouxer de volta salvará a vida dessa pessoa e fará com que muitos pecados sejam perdoados. (Tiago 5:19-20 NBV)

5. Uma exortação final à igreja

Que a igreja volte à prática bíblica da disciplina, sem ser omissa e não sendo cruel, que lembremos:

Disciplina é sinal de filiação, seu objetivo é a santidade, o método deve ser firme, ordeiro e amoroso, pois o fim é a restauração.

A disciplina é uma prova de que pertencemos a Deus, porque Ele corrige aqueles que ama e quer formar neles um caráter santo (Hebreus 12:8,10). Essa correção não deve ser vista como rejeição, mas como cuidado e propósito. Ao mesmo tempo, quem erra não deve ser tratado como inimigo, e sim advertido com amor, como um irmão (2 Tessalonicenses 3:15). E, quando há arrependimento, o caminho não é a dureza contínua, mas o perdão, o consolo e a reafirmação do amor, para que a pessoa não seja consumida pela tristeza (2 Coríntios 2:7-8). Assim, a disciplina bíblica restaura, amadurece e reconduz ao amor.

Que não “sepultemos” nossos irmãos com olhares, murmurações ou distanciamento, pois “Antes sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.” (Efésios 4:32 - ARA)

Se Deus nos perdoa para nos aproximar d’Ele, não podemos perdoar para nos afastar. Que tratemos “todos com paciência” (1 Tessalonicenses 5:14 - ARA) e que o amor seja a motivação maior: “Todas as vossas coisas sejam feitas com amor.” (1 Coríntios 16:14 - ARC)

terça-feira, 29 de julho de 2025

QUANDO O BEM VENCE O MAL

"Sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto." (Romanos 8:28)

A arte de viver não é simplesmente passar pelos dias; é aprender a transformar cada capítulo da vida, por mais amargo que pareça, em oportunidade para crescer, amadurecer e confiar em Deus. É tirar o maior bem do maior mal, assim como a luz vence a escuridão com a simples força de ser luz.

Na Bíblia, vemos isso com clareza. José, filho de Jacó, sofreu traições, calúnias, abandono, mas mesmo preso e humilhado, permaneceu fiel. No final, pôde dizer a seus irmãos: “Vós intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer como se vê neste dia, para conservar em vida a um povo grande” (Gênesis 50:20). Isso é arte de viver.

Paulo reforça essa postura: “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Romanos 12:21). Não é fácil, mas é divino. O mal quer nos endurecer, nos tornar iguais a ele. Mas quando respondemos com bondade, quando perdoamos, quando seguimos firmes sem deixar o coração azedar, vencemos.

Essa escolha de fazer o bem, mesmo em tempos difíceis, também é um mandamento. “Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado” (Tiago 4:17). Ou seja, não basta não praticar o mal. Deus nos chama para uma vida de bondade prática, mesmo quando ninguém mais está fazendo.

Cristo, nosso maior exemplo, foi rejeitado, espancado e crucificado injustamente. Mas do maior mal da história, a cruz, Deus tirou o maior bem: a nossa salvação. Ele não revidou, Ele perdoou. E com isso, nos ensinou: a arte de viver com Ele é fazer do sofrimento uma ponte para a graça, da dor um caminho para a glória.

Portanto, quando a vida parecer injusta, confusa ou cruel, lembre-se: Deus não desperdiça nenhum mal. Tudo Ele pode usar para moldar em nós o caráter de Cristo. Viva com fé, ame com coragem, e não deixe o mal te vencer. Porque quem caminha com Deus, vence… com o bem.

quarta-feira, 7 de agosto de 2024

NOSSA SALVAÇÃO É INEGOCIÁVEL

1. SALVAÇÃO NA VISÃO HUMANA:

a) Existem muitos métodos para salvar uma pessoa. i) Salvar de um atropelamento. ii) Salvar de um afogamento. iii) Salvar com uma palavra, um aviso.

b) Existem muitos salvadores no mundo. i) Os conhecidos heróis do momento. ii) Os bombeiros. iii) Os policiais, que “livram” alguém de um perigo iminente ou da morte.

2. SALVAÇÃO NO UNIVERSO ESPIRITUAL:

A salvação que iremos tratar fala de algo mais que o real, mais que o carnal, mais que o material; abrange além do terreno o espiritual.

a. A salvação que recebemos: i) Lucas 3:6 – “E toda a carne verá a salvação de Deus.” ii) João 19:30 – “Quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.”

b. Ela tem a parte do homem: i) Romanos 10:10 – “Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação.”

c. A salvação foi planejada no céu: i) Efésios 1:9-10 – “Descobrindo-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito, que propusera em si mesmo, de tornar a congregar em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra.”

d. A salvação foi executada na terra por Jesus: i) João 19:30 – “Quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.”

e. A salvação é divulgada na terra por nós: i) Marcos 16:16 – “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.”

f. A salvação é pela graça divina e não pelo mérito humano: i) Romanos 3:24 – “Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus.”

g. A salvação é recebida pela fé e não pelas obras: i) Efésios 2:8-9 – “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.”

3. A SALVAÇÃO PODE SER ANALISADA NA PERSPECTIVA DO TEMPO: ROMANOS 6:22

Passado – Justificação – “Mas agora, libertados do pecado, e feitos servos de Deus,”

Presente – Santificação – “tende o vosso fruto para santificação,”

Futuro – Glorificação – “e por fim a vida eterna.” (Romanos 6:22)

a. Quanto ao passado, já fomos salvos: Da condenação do pecado. i) Isso nos fala de Justificação.

b. Quanto ao presente, estamos sendo salvos: Do poder do pecado. i) Isso nos fala de Santificação.

c. Quanto ao futuro, seremos salvos: Da presença do pecado. i) Isso nos fala de Glorificação.

4. CONCLUSÃO

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. João 3:16-17

a. A salvação alcança a todos: i) Porque a graça de Deus se manifestou, trazendo salvação a todos os homens.

b. A salvação tem um modelo de vida: i) Ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século de forma sóbria, justa e piedosa.

c. A salvação gera esperança: i) Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo.

d. A salvação tem um executante: i) Nosso Salvador Jesus Cristo, que se deu a si mesmo por nós.

e. A salvação tem um objetivo: i) Nos remir de toda a iniquidade e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras. (Tito 2:11-14)

MANTENDO A PUREZA CRISTÃ NO MUNDO CONTAMINADO

Descreva-se em cinco palavras! Consegue? A resposta deveria ser "SANTO"! Mas, para assim nos definirmos, temos que passar pelo processo da santificação, que é o aperfeiçoamento gradual do ser humano. Nele, nos aproximamos do caráter divino e nos afastamos do pecado, com o fim de alcançar a salvação e, portanto, a santidade.

  1. O que é ser santo?

  2. Quando você pensa em Deus, qual a primeira coisa que lhe vem à mente?

  3. A santificação é trabalho nosso ou de Deus?

  4. Você alguma vez buscou a santidade pessoal?

  5. Você já sonhou em ser santo?

  6. Em que área da sua vida você demonstra santidade diariamente?

Fique tranquilo, Deus não espera que façamos tudo sozinhos. Ele nos concede sua graça e o Espírito Santo para que estejam ao nosso lado, nos dando poder para caminhar segundo a sua vontade.

1. A SANTIDADE NOS CHAMA A SERMOS COMO DEUS: (1 PEDRO 1:15-16)

Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver; Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo.

2. A SANTIDADE COMO ESTILO DE VIDA: (HEBREUS 12:14)

Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.

3. A SANTIDADE NÃO EXIGE DE NINGUÉM, EXIGE DE NÓS MESMOS: (1 TIMÓTEO 4:16)

Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem.

4. A SALVAÇÃO QUE HÁ EM NÓS GERA BONS COSTUMES: (MARCOS 5:1-15)

Na verdade, depois que me converti, tive arrependimento; e depois que fui instruído, bati na minha coxa; fiquei confuso, e também me envergonhei; porque suportei o opróbrio da minha mocidade. (Jeremias 31:19)

Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. (2 Coríntios 5:17)

5. CULTIVE BONS COSTUMES: (1 CORÍNTIOS 10:32)

Um homem tinha um leopardo de estimação. Um dia, o leopardo estava lambendo a mão dele quando um dos seus dentes raspou na mão; o leopardo, saboreando o gosto de sangue, virou e atacou, matando-o. Talvez você não fosse irresponsável a ponto de criar um animal tão perigoso. Mas, você pode estar criando algo mais perigoso ainda se alimenta hábitos ou amizades ou contatos com pessoas ou situações que podem acabar com sua vida espiritual.

Você está criando um animal de estimação perigoso?

6. DEUS VAI ME IMPEDIR DE PECAR (SERÁ?)

Você já brincou com a tentação? Está enfrentando uma tentação? Então, não pense: “Se Deus não quiser que eu faça isso, Ele vai me parar.” Já vi gente que orava assim: “Ó Senhor, se eu realmente não devo ir para aquela festa ou sair com tal rapaz, então o impeça de chegar aqui ou me faça parar no caminho.” A Bíblia não diz que Deus sempre nos dará força para resistir?

Em 1 Coríntios 10:13, lemos: “Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar.”

7. “É SÓ UMA VEZ.”

A primeira vez pode ser também a última para sua condenação.

Quantas vezes Davi cometeu adultério? Uma só vez!

O adultério de Davi, uma só vez, levou às seguintes consequências:

  1. Uma outra pessoa foi levada a pecar – Bate-Seba;
  2. O marido dela, Urias, foi assassinado;
  3. A morte do filho de Davi, o filho de Bate-Seba;
  4. A briga entre os filhos de Davi sobre uma mulher;
  5. A morte dos filhos de Davi;
  6. O povo de Deus ficou dividido entre Absalão e Davi.

Tudo isso veio como resultado de apenas um pecado. Sua primeira vez com alguns pecados pode ser sua última:

  1. É com o primeiro copo de bebida que o alcoólatra começa sua queda para o vício. Não foi o último copo que o destruiu, mas o primeiro.

8. QUAL É A VONTADE DE DEUS PARA MINHA VIDA? (1 TESSALONICENSES 4:3 / HEBREUS 12:6-10)

9. A SANTIDADE NOS QUER POR COMPLETO: (1 REIS 20:1-4 / JOÃO 17:10)

“Teu sou eu e tudo quanto tenho.”

“E todas as minhas coisas são tuas, e as tuas coisas são minhas.”

10. A TRÍPLICE SANTIFICAÇÃO DO CRENTE

a. Santificação Posicional (Hebreus 10:10; Colossenses 2:10; 1 Coríntios 6:11): é completa e perfeita, ou seja, o crente pela fé torna-se santo “em Cristo”. A santidade do Senhor passa a ser a nossa santidade (1 João 4:17b).

b. Santificação Progressiva: é a santificação prática, aplicada ao viver diário do crente. Nesse aspecto, a santificação do crente pode ser aperfeiçoada (2 Coríntios 7:1). Os crentes mencionados em Hebreus 10:10 já haviam sido santificados, e continuavam sendo santificados (vv.10,14 - ARA); (1 Pedro 1:15).

O Lado Divino da Santificação Progressiva: São meios que o Senhor utiliza para nos santificar no nosso viver diário. Esses recursos divinos são:

  1. O Sangue de Jesus Cristo (Hebreus 13:12; 1 João 1:7,9);
  2. A Palavra de Deus (Salmo 12:6; 119:9; João 17:17; Efésios 5:26);
  3. O Espírito Santo (Romanos 1:4; 1 Pedro 1:2; 2 Tessalonicenses 2:13);
  4. A Glória de Deus Manifestada (Êxodo 29:43; 2 Crônicas 5:13,14);
  5. A Fé em Deus (Atos 26:18; Filipenses 3:9; Tiago 2:23; Romanos 4:11).

O Lado Humano da Santificação: Deus é quem opera a santificação no crente, embora haja a cooperação deste. Os meios coadjuvantes de santificação progressiva são:

  1. O próprio crente: sua atitude e propósito de ser santo, separado do mal para posse de Deus são indispensáveis. É o crente tendo fome e sede de ser santo (Mateus 5:6; 2 Timóteo 2:21,22; 1 Timóteo 5:22);
  2. O santo ministério: os obreiros do Senhor têm o dever de cooperar para a santificação dos crentes (Êxodo 19:10,14; Efésios 4:11,12);
  3. Pais que andam com Deus: assim como Jó (Jó 1:5), os pais devem cooperar para a santificação dos filhos. Eunice, por exemplo, colaborou para a integridade de Timóteo, seu filho (2 Timóteo 1:5; 3:15);
  4. As orações do justo (Salmo 51:10; 32:6): a oração contrita, constante e sincera tem efeito santificador;
  5. A consagração do crente a Deus (Levítico 27:28b; Romanos 12:1,2): a rendição incondicional do crente a Deus tem efeito santificador nele.

c. Santificação Futura: “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Tessalonicenses 5:23). Trata-se da santificação completa e final (1 João 3:2). Ver também: Efésios 5:27; 1 Tessalonicenses 3:13.

Escrever sobre a santificação não é uma tarefa fácil, da mesma forma que é difícil pregar sobre ela. Podemos destacar quatro coisas que acontecem quando se fala acerca da santificação:

  1. Ouvimos poucas glórias a Deus;
  2. Os crentes artificiais ficam inquietos;
  3. Os fiéis dizem: “Fala, Senhor, que o teu servo ouve”;
  4. Os demônios ficam apavorados.

A santificação é um dos temas menos pregados nas igrejas, nestes tempos pós-modernos, não obstante a relevância que as Escrituras lhe atribuem. Sem ela, ninguém entrará no Céu: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12:14). Esta é a condição sine qua non, na verdade, para se ver a Deus, tanto nesta vida quanto no futuro (1 João 3:1-3).

Nos tempos veterotestamentários, a condição para se receber as bênçãos do Senhor era a santificação (Levítico 11:44). Não foi isso que Deus exigiu do povo quando da travessia do Jordão? Disse Josué: “Santificai-vos, porque amanhã fará o Senhor maravilhas no meio de vós” (Josué 3:5). Mais tarde, por ocasião da inauguração do Templo, em Jerusalém, Salomão orou a Deus e ouviu dEle esta resposta: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” (2 Crônicas 7:14).

Esta santificação que vivemos em processo é proveniente do objetivo sacro de nosso bendito Deus, que nos ama tal como somos, mas se recusa a nos deixar como somos. Ele quer que sejamos simplesmente como Jesus.

“Sede santos, porque eu sou santo.”

sábado, 13 de fevereiro de 2021

OBREIROS PRECISAM DE OBREIROS

Nenhum ser humano é autossuficiente, assim também incorre com o obreiro! Por maior que seja a capacidade e experiência, em algum momento de história, todos nós precisaremos de alguém para nos ajudar, por isso, portemo-nos de modo que nesse dia, tenhamos por quem ser ajudado; continue progredindo no aperfeiçoamento de suas habilidades, dons, ministérios, continue investindo em sua especialidade, torne-se referência no meio em que estás, mas jamais esqueça da humildade e que, não importa quão longe vá, em algum momento da sua história, você precisará de alguém, ao seu lado, que te apoie, que indique, que te ouça, que te diga o que “não fazer” ou “como fazer”, que lhe segure e diga, "agora não!" ou "não é assim!" ou ainda, "deixa passar", "não se importe"...

Em algum momento você pode precisar do outro, aprenda a ser dependente, mas humanamente competente, confie sempre em Deus pois tudo depende única e exclusivamente Dele, mas trabalhe como se tudo dependesse de você.

Ninguém jamais perdeu alguma coisa por ser humilde; todo obreiro tem uma característica comum, ele pode até negar, mas está plenamente consciente que não chegou onde chegou, sozinho, alguém o pôs ali, honre quem isso o fez!

Cresça em capacidade, mas cresça em humildade, saiba que é inevitável as frustações, inevitável os desencontros e desarranjos na vida ministerial, mas é importante aprender o que fazer com o contraditório, tão importante quanto a aprendizagem na adversidade, é a capacidade de dar a volta por cima e muitas das vezes, levantar-se requer não somente uma mão amiga, mas várias mãos; pedir ajuda é uma característica de pessoas humildes, o pedir não lhe caracterizará com incapaz e nem impotente, mas pode abrir uma janela no outro que lhe vê diferente e indiferente.

Ninguém jamais conseguirá lhe privar do direito de escolha que tens, então escolha ser fiel, companheiro, amigo, pacificador, ordeiro, humilde, servo, obediente, cheio do Espirito e da graça!

Jamais esqueça, pessoas precisam de pessoas, obreiros precisam de obreiros.

Precise de mim, pois em algum momento, eu vou precisar de você!

terça-feira, 22 de dezembro de 2020

O VERDADEIRO SIGNIFICADO DO NATAL

A palavra NATAL tem origem no latim e significa nascimento, mas você sabia que o natal é a festividade mais celebrada no Brasil? Nosso país tem a segunda maior população cristã do mundo. Entretanto, a maioria não sabe o verdadeiro significado desta data.

Embora não se saiba exatamente a data do nascimento de Jesus, nosso Senhor e Salvador, no dia 25 de dezembro, é comemorado nos quatros cantos do mundo como sendo esse o dia do nascimento de nosso Jesus Cristo, Deus, Senhor e Salvador!

Há muitas pessoas que entendem o natal somente como uma data para comprar, dar e receber presentes, outros que por puro desconhecimento do vendeiro significado dessa data, ignoram e condenam quem comemora o natal, e usam de argumentos que infelizmente não são coerentes a luz da Bíblia Sagrada, a justificativa mais citada é que “A Bíblia não nos manda celebrar o nascimento de Cristo”, mas vejamos o que a Bíblia nos mostra quanto esse momento.

Antes de tudo, quero dizer que, é verdade, que a Bíblia não nos manda, ou melhor não ordena, ou ainda não apresenta durante o ministério terreno de nosso Jesus um só momento de celebração do nascimento de Jesus, mas a Bíblia mostra em várias passagens, a comemoração desse dia, e vejamos que os anjos comemoraram o nascimento de Jesus:

E eis que um anjo do Senhor veio sobre eles, e a glória do Senhor os cercou de resplendor, e tiveram grande temor. E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo, pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E isto vos será por sinal: achareis o menino envolto em panos e deitado numa manjedoura. E, no mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens! (Lucas 2:9-14)

Percebeu que não foi somente o anjo que comemorou o nascimento, mas os exércitos celestiais! E pergunto, se os exércitos dos céus comemoraram, nós não comemoraremos?

Quando lemos o Antigo Testamento, encontramos muitas referências, profecias relacionadas ao nascimento do Salvador, o Ungido, o Messias, essas profecias alegravam o coração dos servos fieis que aguardavam ansiosamente por esse dia, tanto é que, quando Jesus foi apresentado no templo, Simeão, homem justo, temente a Deus, cheio do Espirito Santo e que esperava a consolação de Israel, o tomou nos braços e louvou a Deus pelo menino, o Rei dos reis, que havia nascido (Lucas 2: 22-32)!

Os céus comemoraram (Lucas 2:9-14), os pastores comemoram (Lucas 2:20), muitas pessoas que ouviram se maravilharam (Lucas 2:18), e você o que sente por esse momento mais sublime da história da humanidade?

Vemos por esses textos que a comemoração do nascimento de Jesus é incentivada pelo Novo Testamento. Irmãos, não se enganem, o nascimento de Jesus é algo real, a comemoração é clara nas sagradas escrituras, não foi inventada por povos pagãos que viveram antes de Cristo nem instituída pela Igreja; o que a igreja fez foi determinar uma data para essa celebração.

Enfim, qual é o verdadeiro significado do Natal?

O verdadeiro significado do Natal é celebrar a encarnação do Verbo de Deus, que habitou entre os homens para revelar a sua glória, "como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade" (João 1.14), é imitir sua vida santa, justa e piedosa, glorificar a Deus pela sua fidelidade, pois se Jesus não tivesse nascido, não teríamos o conhecimento do glorioso plano salvífico de Deus e estaríamos todos perdidos.

Porque um filho nasceu — (Jesus!) Nasceu para o nosso bem! O Filho Unigênito do Pai, nos foi dado de presente! Ele vai assumir o governo do mundo. Seu nome é: Conselheiro Maravilhoso, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe de Bênção Plena. A autoridade de seu governo vai se expandir, e não haverá limites para a restauração que ele irá promover. Ele governará com base no trono histórico de Davi, no reino prometido. O reino será estabelecido firmemente e se manterá. Por meio de justiça e vida íntegra; começa agora e durará para sempre. O zelo do Senhor dos Exércitos de Anjos fará tudo isso.

Jesus nasceu, aleluia, por isso, Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens!

domingo, 29 de novembro de 2020

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO

A morte é uma tragédia, para muitos é o fim, para outros o começo, uma passagem, um caminho sem volta, sem fim e para todos, ela é o “rei dos horrores”, mas Jesus é o Rei dos reis e venceu a morte com sua morte; sendo Ele Rei dos reis, por um momento, esteve no império da morte, mas ela, a morte, não teve o poder, assim como ninguém tem o poder, de deter o Rei dos reis e Senhor dos senhores (Atos 2:24).

Por um momento, três dias, tudo o que fora dito por Jesus quando em seu ministério terreno, sumiu da mente dos discípulos, todas as boas palavras, ações, milagres, sinais, maravilhas desvaneceram e como o mesmo Jesus disse, esse momento causaria dor, tristeza e perplexidade!

Um pouco, e não me vereis; e outra vez um pouco, e ver-me-eis, porquanto vou para o Pai. Então, alguns dos seus discípulos disseram uns para os outros: Que é isto que nos diz: Um pouco, e não me vereis, e outra vez um pouco, e ver-me-eis; e: Porquanto vou para o Pai? Diziam, pois: Que quer dizer isto: um pouco? Não sabemos o que diz. Conheceu, pois, Jesus que o queriam interrogar e disse-lhes: Indagais entre vós acerca disto que disse: um pouco, e não me vereis, e outra vez um pouco, e ver-me-eis? Na verdade, na verdade vos digo que vós chorastes e vos lamentareis, e o mundo se alegrará, e vós estareis tristes; mas a vossa tristeza se converterá em alegria. Assim também vós, agora, na verdade, tendes tristeza; mas outra vez vos verei, e o vosso coração se alegrará, e a vossa alegria, ninguém vo-la tirará”. (João 16:16-20, 22).

A ressureição de Cristo é um marco da nossa fé, Paulo deixa isso bem claro aos crentes da Igreja que estava em Corinto, “E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé”. (1 Coríntios 15:14), logo, não acreditar na ressureição de Cristo é prontamente negar a eficácia da fé para a salvação, como bem disse o apostolo Paulo aos crentes da Igreja que estava em Roma, a saber: Se, com a tua boca, confessares ao Senhor Jesus e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo”. (Romanos 10:9), assim sendo a ressurreição não pode de maneira alguma sair dos nossos púlpitos, das ministrações, da mente e nem do coração de cada servo de Deus!

Podemos dividir o ministério de Cristo em diversas partes, teólogos e eruditos vivem listando sistematicamente cada passo do Salvador em seu ministério terreno, mas quero aqui trazer o trecho final do ministério terreno de Cristo Jesus, de forma devocional trazer a memória a importância, as evidencias Bíblicas e o poder da ressurreição.

A IMPORTANCIA DA RESSURREIÇÃO

Sem a ressurreição, a Igreja não estaria de pé, sem a ressurreição toda pregação é vã, sem a ressurreição o Cristianismo é uma farsa, ele não existiria, sem a ressurreição a Bíblia é um livro comum, qualquer, mas ELE RESSUSCITOU! Glorias a Deus!

Porque Jesus ressuscitou, a sepultura não é nosso último endereço;

Porque Jesus ressuscitou, andamos para os céus;

Porque Jesus ressuscitou, com Ele reinaremos;

Porque Jesus ressuscitou, Ele é a garantia de nossa eterna salvação;

Porque Jesus ressuscitou, em todas as coisas somos mais que vencedores;

Porque Jesus ressuscitou, há recompensa para nosso trabalho;

Porque Jesus ressuscitou, jamais estremos sós;

Porque Jesus ressuscitou, não desanimamos;

Porque Jesus ressuscitou, não desfalecemos;

Porque Jesus ressuscitou, não desistimos;

Porque Jesus ressuscitou, não somos vencidos;

Porque Jesus ressuscitou, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus;

Porque Jesus ressuscitou, nos gloriamos nas tribulações;

Porque Jesus ressuscitou, nossa esperança é viva;

Porque Jesus ressuscitou, nossa fé é fundamentada e eficaz;

Porque Jesus ressuscitou, nossa pregação é poderosa;

Porque Jesus ressuscitou, nosso testemunho é valido;

Porque Jesus ressuscitou, nossos frutos são dignos de arrependimento;

Porque Jesus ressuscitou, nossos pecados foram perdoados;

Porque Jesus ressuscitou, o Espirito testifica em nosso coração que somos filhos de Deus;

Porque Jesus ressuscitou, o evangelismo é eficaz;

Porque Jesus ressuscitou, o homem não tem a última palavra;

Porque Jesus ressuscitou, o pecado não tem mais domínio sob os que vivem pelo Espirito;

Porque Jesus ressuscitou, o seu poder se aperfeiçoa em nossa fraqueza;

Porque Jesus ressuscitou, oramos com fé e somos respondidos;

Porque Jesus ressuscitou, os mártires e missionários não morreram em vão;

Porque Jesus ressuscitou, os que ficarmos vivos, quando da sua vinda, seremos arrebatados e transformados;

Porque Jesus ressuscitou, os que morreram por amor a Ele, ressuscitarão;

Porque Jesus ressuscitou, temos ousadia para falar do seu amor;

Porque Jesus ressuscitou, temos paz e comunhão com Deus;

Porque Jesus ressuscitou, temos um advogado junto ao Pai;

Porque Jesus ressuscitou, todas as coisas cooperam para o nosso bem;

Porque Jesus ressuscitou, vivemos para a gloria dEle;

Porque Jesus ressuscitou, o tumulo permanece vazio, pois escrito lá está: “Não está aqui, porque já ressuscitou!

Glorias a Deus!

AS EVIDENCIAS BIBLICAS DA RESSURREIÇÃO

Nem o nascimento, ministério, morte e ressurreição de Cristo foram um acidente ou surpresa, um ato do acaso, pois tanto no Antigo Testamento, como no Novo Testamento, a ressurreição de Cristo foi anunciada, no AT Davi inspirado escreveu “Porque tu não me abandonarás no sepulcro, nem permitirás que o teu santo sofra decomposição. Tu me farás conhecer a vereda da vida, a alegria plena da tua presença, eterno prazer à tua direita”. (Salmos 16:10,11), enquanto em vida, o próprio Jesus notificara os discípulos varias vezes, mas eles pareciam não “acreditar” no que Jesus lhes falava no tocante a essa condição de morrer e ressuscitar.

No período ministerial de Jesus com os discípulos, existiam várias ramificações do Judaísmo, uns acreditavam na ressurreição e outros a negavam, quando da morte e ressurreição de Jesus estes grupos se uniram para negar, não somente a morte, mas também e principalmente a ressurreição de Jesus, mas porquê? Incredulidade? Tradição? A cultura da época era influenciada pelo pensamento filosófico grego, que acreditava na imortalidade da alma, mas negava veementemente a ressurreição do corpo! Mas não era somente por isso, como disse acima, sem a ressurreição de Jesus, um fato que Ele por diversas vezes falou em público, tudo o que Ele era, fez ou disse que aconteceria, cairiam em descredito, veja o que fizeram esses religiosos fizeram antes da ressurreição:

E, no dia seguinte, que é o dia depois da Preparação, reuniram-se os príncipes dos sacerdotes e os fariseus em casa de Pilatos, dizendo: Senhor, lembramo-nos de que aquele enganador, vivendo ainda, disse: Depois de três dias, ressuscitarei. Manda, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança até ao terceiro dia; não se dê o caso que os seus discípulos vão de noite, e o furtem, e digam ao povo: Ressuscitou dos mortos; e assim o último erro será pior do que o primeiro. E disse-lhes Pilatos: Tendes a guarda; ide, guardai-o como entenderdes. E, indo eles, seguraram o sepulcro com a guarda, selando a pedra”. (Mateus 27:62-66)

E o que fizeram após a ressurreição:

E, quando iam, eis que alguns da guarda, chegando à cidade, anunciaram aos príncipes dos sacerdotes todas as coisas que haviam acontecido. E, congregados eles com os anciãos e tomando conselho entre si, deram muito dinheiro aos soldados, ordenando: Dizei: Vieram de noite os seus discípulos e, dormindo nós, o furtaram. E, se isso chegar a ser ouvido pelo governador, nós o persuadiremos e vos poremos em segurança. E eles, recebendo o dinheiro, fizeram como estavam instruídos. E foi divulgado esse dito entre os judeus, até ao dia de hoje. E os onze discípulos partiram para a Galileia, para o monte que Jesus lhes tinha designado”. (Mateus 28:11-16)

A tentativa ardilosa de negar a ressurreição de Jesus naufragou nas muitas evidencias da aparição de Jesus aos olhos dos discípulos, Paulo faz um resumo destas muitas aparições:

Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, e que foi visto por Cefas e depois pelos doze. Depois, foi visto, uma vez, por mais de quinhentos irmãos, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormem também. Depois, foi visto por Tiago, depois, por todos os apóstolos e, por derradeiro de todos, me apareceu também a mim, como a um abortivo”. (1 Coríntios 15:3-8).

Não importa a negação dos religiosos da época, nem a incredulidade do homem natural, Jesus ressuscitou e somos frutos dessa vitória!

O PODER DA RESSURREIÇÃO

A ressurreição de Cristo é um fato teológico, sociológico, histórico! É exatamente depois de sua ressurreição que os discípulos inflamaram os corações e saíram destemidos, fortes e revestidos de poder, sem temer a morte, aos açoites, a espada, anunciando o Cristo, O Filho do Deus Vivo e essa é a primeira mensagem pregada por Pedro, no dia de pentecostes:

Pedro, porém, pondo-se em pé com os onze, levantou a voz e disse-lhes: Varões judeus e todos os que habitais em Jerusalém, seja-vos isto notório, e escutai as minhas palavras. Varões israelitas, escutai estas palavras: A Jesus Nazareno, varão aprovado por Deus entre vós com maravilhas, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis; a este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, tomando-o vós, o crucificastes e matastes pelas mãos de injustos; ao qual Deus ressuscitou, soltas as ânsias da morte, pois não era possível que fosse retido por ela. Porque dele disse Davi: Sempre via diante de mim o Senhor, porque está à minha direita, para que eu não seja comovido; por isso, se alegrou o meu coração, e a minha língua exultou; e ainda a minha carne há de repousar em esperança. Pois não deixarás a minha alma no Hades, nem permitirás que o teu Santo veja a corrupção. Fizeste-me conhecidos os caminhos da vida; com a tua face me encherás de júbilo. Varões irmãos, seja-me lícito dizer-vos livremente acerca do patriarca Davi que ele morreu e foi sepultado, e entre nós está até hoje a sua sepultura. Sendo, pois, ele profeta e sabendo que Deus lhe havia prometido com juramento que do fruto de seus lombos, segundo a carne, levantaria o Cristo, para o assentar sobre o seu trono, nesta previsão, disse da ressurreição de Cristo, que a sua alma não foi deixada no Hades, nem a sua carne viu a corrupção. Deus ressuscitou a este Jesus, do que todos nós somos testemunhas. De sorte que, exaltado pela destra de Deus e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ouvis. Porque Davi não subiu aos céus, mas ele próprio diz: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, até que ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés. Saiba, pois, com certeza, toda a casa de Israel que a esse Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo. Ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, varões irmãos? E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar. E com muitas outras palavras isto testificava e os exortava, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa. De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e, naquele dia, agregaram-se quase três mil almas”. (Atos 2:14, 22-41)

Há inúmeros outros relatos no NT que provam a eficácia do poder do Evangelho (Romanos 1:16), mas é inegável que isso só foi possível pela ressurreição; não podemos deixar de dizer que a ressurreição é ponto crucial tanto na construção do Evangelho como na propagação do mesmo! Analisemos o poder da ressurreição da perspectiva de Lucas ao citar com exclusividade a história de dois discípulos (dissidentes? Frustrados? Desesperados? Desmotivados?) no caminho de Emaús:

E eis que, no mesmo dia, iam dois deles para uma aldeia que distava de Jerusalém sessenta estádios, cujo nome era Emaús. E iam falando entre si de tudo aquilo que havia sucedido. E aconteceu que, indo eles falando entre si e fazendo perguntas um ao outro, o mesmo Jesus se aproximou e ia com eles. Mas os olhos deles estavam como que fechados, para que o não conhecessem. E ele lhes disse: Que palavras são essas que, caminhando, trocais entre vós e por que estais tristes? E, respondendo um, cujo nome era Cleopas, disse-lhe: És tu só peregrino em Jerusalém e não sabes as coisas que nela têm sucedido nestes dias? E ele lhes perguntou: Quais? E eles lhe disseram: As que dizem respeito a Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo; e como os principais dos sacerdotes e os nossos príncipes o entregaram à condenação de morte e o crucificaram. E nós esperávamos que fosse ele o que remisse Israel; mas, agora, com tudo isso, é já hoje o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram. É verdade que também algumas mulheres dentre nós nos maravilharam, as quais de madrugada foram ao sepulcro; e, não achando o seu corpo, voltaram, dizendo que também tinham visto uma visão de anjos, que dizem que ele vive. E alguns dos que estavam conosco foram ao sepulcro e acharam ser assim como as mulheres haviam dito, porém, não o viram. E ele lhes disse: Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! Porventura, não convinha que o Cristo padecesse essas coisas e entrasse na sua glória? E, começando por Moisés e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras. E chegaram à aldeia para onde iam, e ele fez como quem ia para mais longe. E eles o constrangeram, dizendo: Fica conosco, porque já é tarde, e já declinou o dia. E entrou para ficar com eles. E aconteceu que, estando com eles à mesa, tomando o pão, o abençoou e partiu-o e lho deu. Abriram-se-lhes, então, os olhos, e o conheceram, e ele desapareceu-lhes. E disseram um para o outro: Porventura, não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava e quando nos abria as Escrituras? E, na mesma hora, levantando-se, voltaram para Jerusalém e acharam congregados os onze e os que estavam com eles, os quais diziam: Ressuscitou, verdadeiramente, o Senhor e já apareceu a Simão. E eles lhes contaram o que lhes acontecera no caminho, e como deles foi conhecido no partir do pão”. (Lucas 24:13-35).

A singularidade desse relato é também de sublime revelação para a construção do nosso pensamento que “sem a ressurreição de Jesus, nada teria sentido”; não teria sentido a Santa Ceia, nem o batismo, nem a comunhão, nem as orações, nada, sem a ressurreição não existiria razão para nossa fé.

O texto de Lucas, mostra-nos dois discípulos, antes da “revelação da ressurreição” aos seus entendimentos, eles saiam de Jerusalém e conforme versículo 16, eles estavam sem reconhecer Jesus, na versão da linguagem de hoje, diz que “alguma coisa não deixou que eles o reconhecessem” o que impedia os discípulos de enxergarem Jesus ao seu lado?

O que impedia os discípulos de compreenderem a grandeza da presença de Jesus?

Teria Jesus estado ao lado deles de forma corpórea diferente do que era antes da crucificação? Não! Veja o texto: “o mesmo Jesus se aproximou e ia com eles“.

Teria o corpo de Cristo se regenerado após o flagelo e agonia da cruz? Não! Veja o texto: “Depois disse a Tomé: Põe aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; e chega a tua mão, e põe-na no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente” (João 20:27).

O que impedia os discípulos de enxergara Jesus ao seu lado é que eles não tinham os olhos fixos em Jesus, “Olhando para Jesus, autor e consumador da fé” (Hebreus 12:2), a fé deles ou melhor a expectativa deles está claramente distorcida: “nós esperávamos que fosse ele o que remisse Israel; mas, agora, com tudo isso, é já hoje o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram”, nossos olhos se fecham para as coisas do Espirito quando voltamos os olhos para as coisas temporais, Jesus havia lhes ensinado que: “O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui” (João 18:36).

Vendo, Jesus, que eles não compreenderam todos os ensinamentos e advertências quando com eles, mais uma vez usou as palavras que lhes já antes lhes tinha anunciado “...começando por Moisés e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras...”; a falta de fé nas promessas de Deus, nos desvia do Caminho, mas a graças de Deus, que é Jesus, sempre nos busca, nós pecadores; a fé que lhes faltavam na promessa da ressurreição, foi afundada no mar do descontentamento, no mar da decepção, da frustação, no medo do poder do império romano que acabara de crucificar a Jesus; a tristeza que inundava o coração desiludido e cego, que fora predito por Jesus em João 16 (citado na introdução) estava sendo consumida aos poucos pelo ardor da Palavra que de Jesus eles ouviam “Porventura, não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava e quando nos abria as Escrituras?“.

É nesse texto que a ressurreição, mostra toda sua importância, seu poder, exemplificando o que precisamos para continuarmos no Caminho, primeiro, a presença de Jesus “o mesmo Jesus se aproximou e ia com eles”, segundo, a Palavra de Jesus “E ele lhes disse... explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras”, terceiro, a comunhão com Jesus “E entrou para ficar com eles. E aconteceu que, estando com eles à mesa, tomando o pão, o abençoou e partiu-o e lho deu”.

A presença de Jesus não lhes abriu os olhos, as palavras de Jesus não lhes abriram os olhos, mas a comunhão, obra de Jesus fez isso, “E aconteceu que, estando com eles à mesa, tomando o pão, o abençoou e partiu-o e lho deu. Abriram-se-lhes, então, os olhos, e o conheceram” temos aqui uma verdade, os sentidos podem nos enganar, mas o exemplo jamais passara despercebido!

Ao perceberem a magnificência da experiência real que tiverem, impactados pela ressurreição de Jesus, pasme, na mesma hora, levantando-se, voltaram para Jerusalém”, mas não era “...tarde, e já declinou o dia?” Sim, era tarde! Sim, eles já tinham andado 11 quilômetros de distância de Jerusalém! Sim, mas agora eles não estavam mais tristes, cansados, desmotivados, e porquê? Porque aconteceu que entenderam a urgência da obra de Deus, e quando isso entendemos, nada deixamos para amanhã, o tempo é hoje!

Ao retornarem eles encontram “congregados os onze e os que estavam com eles, os quais diziam: Ressuscitou, verdadeiramente, o Senhor e já apareceu a Simão”. Você consegue perceber a riqueza do texto de Lucas? Os onze escolhidos apóstolos, estavam em Jerusalém, as mulheres no sepulcro já tinham visto Jesus, Pedro também, entre eles a notícia era, JESUS ESTÁ VIVO, mas eles não sabiam, continuavam em seu caminho, cabisbaixos e pensativos, errantes, distanciando-se da congregação, mas Jesus os buscou, não mandou um anjo, nem lhes deu uma revelação no caminho como a Paulo, “o mesmo Jesus” apareceu a eles, e lhes trouxe de volta a congregação!

Glorias a Deus!

Pelo Poder da ressurreição, escolherem Matias para o lugar de Judas (Atos 1:22), os discípulos foram batizados com o Espirito Santo e Pedro discursou convertendo aproximadamente 3 mil almas em (Atos 2), fez Pedro e João orar e curar o paralitico (Atos 3), Pedro e João testemunhar firmemente perante o sinédrio (Atos 4), os discípulos repartirem seus bens para que ninguém tivesse dificuldades (Atos 4:32-37), Instituíram os diáconos (Atos 6), Estevão não se calar e ser martirizado (Atos 7), Filipe levar o Evangelho a Samaria (Atos 8), pelo poder da ressurreição, Paulo se converteu no caminho de Damasco (Atos 9) e todos os demais atos descritos no livro de Atos, são resultados do poder da Ressurreição!

Por mais que tentem, a RESSURREIÇÃO DE JESUS é algo real, é o gás, o combustível dessa chama que arde desde o pentecoste, que incendeia mortais, indoutos e iletrados a inundar o mundo com a Palavra de Deus, no poder do Evangelho!

Jesus morreu pela sua obra e ressuscitou para sua obra; permaneçamos firmes, pois se morrermos com Ele, também com Ele reinaremos. JESUS VIVE, pois da sepultura saiu, e para o céu Ele voltou, subiu triunfante! Ressuscitou! Ressurgiu, venceu a morte e o seu “poder” e recebido nós céus, agora sentado adestra de Deus Pai continua intercedendo por nós!

Concluímos com as palavras de Paulo:

Ora, se se prega que Cristo ressuscitou dos mortos, como dizem alguns dentre vós que não há ressurreição de mortos? E, se não há ressurreição de mortos, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé. E assim somos também considerados como falsas testemunhas de Deus, pois testificamos de Deus, que ressuscitou a Cristo, ao qual, porém, não ressuscitou, se, na verdade, os mortos não ressuscitam. Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. E também os que dormiram em Cristo estão perdidos. Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens. Mas, agora, Cristo ressuscitou dos mortos e foi feito as primícias dos que dormem. Porque, assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem. Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo. Mas cada um por sua ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda. Depois, virá o fim, quando tiver entregado o Reino a Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo império e toda potestade e força. Porque convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés”. (1 Coríntios 15:11-25)

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

QUANDO A JUSTIÇA É FEITA

Sempre me preocupei com o real significado das palavras, embora seja limitado para conseguir o significado de algumas palavras, mas muitos têm um entendimento, se certo ou não, todos tem o seu particular significado para cada palavra.

Um dia vi uma ilustração que me ensinou o real significado de justiça, e isso me deixou muito feliz, pois minha concepção a cerca dessa palavra, justiça, estava errada e não é bom está errado, mas é maravilhoso está certo.

Dentre tantas definições de justiça, muitas facilmente encontradas no Google, uma me chama atenção, pois define justiça como “o reconhecimento do mérito de alguém ou de algo”, além dessa, a Wikipédia define justiça como “o conceito abstrato que se refere a um estado ideal de interação social em que há um equilíbrio, que por si só, deve ser razoável e imparcial entre os interesses, riquezas e oportunidades entre as pessoas envolvidas...”, é fato, há de ser encontrar inúmeras outras definições para essa palavra, mas com base nesses dois pensamentos, o que quero dizer?

Quero uso fazer de uma frase atribuída ao político, filósofo e escritor francês Montesquieu, “A injustiça que se faz a um, é uma ameaça que se faz a todos”, logo, surge dentre a vastidão de perguntas do assunto mais comentado do momento, foi de fato feito justiça para quem no aborto pelo qual submeteram a criança? Que justiça teve o abortado de direito?

Segundo os estudiosos, a gravidez é dividida em três trimestres, no primeiro (cerca de 13 semanas, 91 dias), começa a divisão celular, que transforma o óvulo fecundado em um embrião; no segundo (entre 14-26 semanas), todo o sistema do bebê é concluído e no terceiro, o bebê ganha peso e altura, enquanto o corpo da mãe se prepara para o parto.

Um bebê com cinco meses de gestação, com o corpo totalmente formado e com chances de sobrevivência caso viesse à luz, foi-lhe negado o direito à luz do dia, por aqueles que direito alguém sobre ele tinha! inocentemente excluído o direito à vida, quando somente o Autor da vida, te esse direito!

O Deus Perfeito e Criador não errou ao formar a mulher e lhe permitir gerar outro ser com uma idade tão jovem, mas o imperfeito homem “julgou melhor” que o ser perfeito e eliminou um infante!

Uma prerrogativa divina, dar e tirar a vida “Não veem que só eu sou Deus? Eu tiro e dou a vida...Deuteronômio 32:39, foi absorvida pela criatura; é injusto tirar a vida de quem quer que seja, por qualquer motivo que seja, mas como pedir ou esperar justiça de homens que em seus discursos se desvanecem, tendo coração insensato, acham-se sábios, mas na verdade loucos é o que de fato são, infiéis, irreconciliáveis, sem afeição natural?

Somente Deus sabe o real porque de todas as coisas, e fiquem sabendo que o efeito da justiça será paz, e a operação da justiça, repouso e segurança, para sempre.” (Isaías 32:17).

O Justo Juiz está as portas e retribuirá a cada um segundo as suas obras.

TODA VIDA IMPORTA!

sábado, 27 de junho de 2020

O MAL DA INTERNET E DAS MÍDIAS SOCIAIS

Dizem que o conhecimento dobra a cada cinco anos, mas me pergunto, daqui a cinco anos, quanto saberemos de nós mesmos?
Quanto de nós mesmos, teremos conosco, sem que outros saibam?
Quanto de nós mesmos os outros saberão, sem que nós saibamos que eles sabem?
Será que as redes sociais de fato são sociais?
Qual a idade ideal para inicio da vida virtual?
Porque em sua grande maioria as pessoas não são elas mesmas no mundo virtual?

Não tenho a pretensão de responder todas essas perguntas, mas quero lembra-lo de alguns princípios básicos de nossa fé, que deve ser exercida na realidade virtual.

Uma pesquisa feita nos reino unido revelou que 1/3 dos divórcios e adultérios, tiveram como causa primeira o Facebook, identificaram que a pedofilia e a pornografia foram maximizada de uma forma assustadora e isso tudo por conta da facilidade de troca de mensagem, vídeos e fotos, facilitando assim a prostituição seja ela infantil ou não; será que ninguém percebe que estamos a beira da falta de privacidade e ninguém se dá conta que estamos caminhando para uma depravação total e plenamente explicita?

Não podemos ignorar o lado bom das redes sociais, da internet, mas falta de limite e de responsabilidade pessoal no uso dessa ferramenta, a internet tem produzindo fama instantânea, destruindo a imagem de pessoas inocentes, descreditando as instituições estabelecidas por Deus, incentivando a prostituição em todos os seus níveis, bem como feito um milagre após outro, com seus astros de fachada, que são pessoas que não sabem nem se expressar direito, mas na internet ela é doutora em letras, em ciências politicas, teólogo, filósofo, poeta, escritor, mas que na verdade não o são!

Atras de um computador ou celular, essas pessoas criaram outra personalidade, identidade, e são um outro ser no mundo virtual, elas defraudam, elas discriminam, elas xingam, humilham e simplesmente não sente o dano que estão fazendo ao próximo; e não são somente pessoas impias, sem Deus e sem o conhecimento da verdade, mas também os que se dizem cristãos! Eles, todos eles, deviam ter em mente que aquilo que não o são na realidade, jamais o serão na virtualidade, elas enganam-se a si mesmo! Encontre-se com um poeta virtual e peça uma poesia ou um posicionamento politico e descubra quem de fato ele/ela é!

Como crente, devemos saber que em toda maneira de viver a Bíblia revela um padrão, que é nada mais nada menos que a santidade e isso na realidade e na virtualidade, não se engane, sua vida virtual, será julgada por Deus assim como sua vida social.

“Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver; Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo.” (1 Pedro 1:15,16)

Visto que temos uma responsabilidade para com o próximo, que é a edificação como disse Paulo aos Romanos, “Portanto cada um de nós agrade ao seu próximo no que é bom para edificação. (Romanos 15:2) precisamos cuidar que a santidade e a edificação do próximo devem sejam o caminho  para vivermos na vida real e na virtual!

As mídias sociais tem o poder de maximizar o que escrevemos, postamos e gravamos, porque não usarmos isso para o bem de todos e não somente o nosso? Precisamos ter mais responsabilidade no mundo virtual!

Não use de seu direito de resposta para causar dano, lembre-se do principio bíblico “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira. (Provérbios 15:1)”.

Cuidado com as palavras ociosas “Mas eu vos digo que de toda a palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no dia do juízo. (Mateus 12:36)”

Cuidado com a linguagem indecente, não condizente com o seu padrão de santidade “Linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós. (Tito 2:8)”.

Saiba que o que falamos, deve promover a edificação demonstrando santidade “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem. (Efésios 4:29)”.

Promova a paz, a alegria, a simplicidade, a justiça, a verdade “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. (Filipenses 4:8)”.

Porte-se de modo a não escandalizar o evangelho que dizemos não se envergonhar dele “Não dando nós escândalo em coisa alguma, para que o nosso ministério não seja censurado; (2 Coríntios 6:3) “Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus. (1 Coríntios 10:32)”.

São tantos os conselhos bíblicos para nosso viver cotidiano, que não posso deixar de me questionar sobre algumas postagens que lemos, das duas uma, ou desconhecem plenamente a Bíblia (não lendo a mesma, não meditando e nem ouvindo, pois a fé vem pelo ouvir) ou pelo simples fato de fazer, por faze, sem nada a temer!

A responsabilidade é pessoal “De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus. (Romanos 14:12)”, assim sendo, o mal uso dos meios de comunicação, internet e mídias sociais declarará no ultimo dia que você teve tempo suficiente, mas gastou o mesmo com o que não santificava, edificar e nem promovia a salvação.

Que Deus se apiede da alma dos que vivem de forma irresponsável e desregrada na realidade virtual e na social.

domingo, 21 de junho de 2020

DENOMINAÇÕES EVANGÉLICAS

Você já deve ter escutado “qual foi a placa, o nome da igreja que Jesus deixou?”, “por que tantas igrejas (denominações) diferentes?” ou ainda, “no céu teremos essas separações de denominações como aqui na terra?”

Eu tive a oportunidade de andar em alguns estados brasileiros, em quatro das cinco regiões, em todas, vi a diversidade de nomes de igrejas, algumas conhecidas e outras, além de desconhecidas, inconcebíveis a luz da Bíblia sagrada, na internet se vê aos montes, a vastidão de nomes como “Igreja do Deus pelador” e a “famosa” e “midiática” “bola de neve”, mas deixando de lado a “excentricidade” dos nomes, de que nos serve a diversidade de igrejas?

Deus é um Deus de unidade (João 10:30), comunhão (João 17:5), em todo o texto sagrado Ele sempre se preocupou em estar perto (Mateus 28:20) e essa proximidade tem fundamento, razão, temporalidade e atemporalidade (Joao 8:29), e para nós, cristãos, essa comunhão com Deus se dá de múltiplas formas, mas é na Igreja que a comunhão torna-se visível, palpável, litúrgica, daí a necessidade de templos, igrejas, e assim o foi no Antigo testamento com a TENDA DA CONGREGAÇÃO e os templos construídos em substituição da tenda, e assim o é com os templos/igrejas de nossa época.

Na história humana, Deus vai relacionando-se e revelando-se de forma progressiva, mas paulatina, ao mesmo tempo que se deixa conhecer, não se faz plenamente revelado, textos como Deuteronômio 29:29, Salmos 19:1, 139:6 e Romanos 1:19 explicita e implicitamente mostram esse Deus acessível a nossa capacidade de compreensão (cognoscível), mas também inacessível (incognoscível); no salmo 139:6 isso fica explicito, quando o salmista exclama “o teu conhecimento é profundo demais para mim”, e isso tem tudo a ver com Igreja e denominações.

A Igreja é por definição Bíblica “...a casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade. 1 Timóteo 3:15”, e as denominações o que são? As denominações são, entre tantas definições, em essência, “organizações funcionais, baseadas no conhecimento e entendimento das sagradas escrituras, tendo uma particular interpretação das doutrinas bíblicas e sua aplicação”.

Respondendo às perguntas da introdução:

Qual foi a placa, o nome da igreja que Jesus deixou?”,

Vejamos o que a Bíblia diz:

E sucedeu que todo um ano se reuniram naquela igreja, e ensinaram muita gente; e em Antioquia foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos. (Atos 11:26)”.

Resposta simples e objetiva, NENHUM NOME, NENHUMA PLACA.

No período bíblico, no que chamamos de igreja primitiva, as igrejas eram chamadas pelo nome do local, como descrito:

 “As igrejas da Ásia vos saúdam” (1 Coríntios 16:19)

...à igreja de Deus que está em Corinto” (2 Coríntios 1:1)

...igreja que está em Cencreia” (Romanos 16:1)

...igreja que está em Esmirna” (Apocalipse 2:8)

...igreja que está em Pérgamo” (Apocalipse 2:12)

“...às igrejas da Galácia” (Gálatas 1:2)

Por que tantas igrejas (denominações) diferentes?

Conforme definimos ser as denominações, “...uma particular interpretação...” essa cultura de denominações surgiu quando da reforma protestante, embora muitos personagens na história do Cristianismo se consideravam não denominacionais e acreditavam que seria desnecessário seguir regras fora da doutrina cristã de origem, após a reforma títulos foram dados aos movimentos reformistas, conforme iam surgindo os ilustres servos e eminentes teólogos da reforma, os nomes, as placas também foram surgindo, tais quais, Igreja Luterana, Igreja Metodista, Igreja Batista e afins; ainda que homens como Lutero e João Calvino tenha declarado o desejo de que não surgisse uma denominação cristã que levasse seu nome, e que queriam simplesmente ser chamado de cristão, seus seguidores não os respeitaram.

Mas, essa evolução nos nomes, denominações, identifico três fases:

Fase 01, a demonização dos cristãos protestantes.

Com a reforma a Igreja Católica Apostólica Romana, até então o único rotulo denominacional, para identificar os dissidentes, hereges, excomungados, os nomeou PROTESTANTES, e daí por diante, não somente a admiração dos ensinamentos de Lutero, Calvino, e mais tarde John Wesley e outros, diversos nomes foram aplicados.

Fase 02, o ensino dos homens, as interpretações teológicas, aqui temos uma pluralidade de denominações, exatamente pelo simples fato da diversidade interpretativa da teologia bíblica, onde por detalhes teológicos, uma linha de raciocínio e aceitação levaram muitos a “gentil discordância” e a segregação congregacional e organizacional.

Embora tenha sido a igreja católica a primeira denominação, e que tenha dado nome ao movimento protestante afim de rotulá-lo e identificá-lo pejorativamente, uma segunda fase de nomes, denominações surgiram aos montes, isso muito pela admiração dos pregadores, mas também para concordância com essas interpretes, ressaltamos que muitos destes homens, publicamente externaram sua discordância com esses rótulos para igreja, Lutero, Calvino e John Wesley assim o fizeram, mas de nada adiantou, e os exemplos mais clássicos são:

Os seguidores de Lutero eram luteranos, dando nome a igreja Luterana; os Wesley nominados wesleyanos formaram a igreja metodista, e por aí vai, a igrejas batistas (membros da igreja de Spurgeon), a Igreja presbiteriana (os de Albert Barnes), a igreja congregacional (os de Henry Ward Beecher)

Estes homens se opuseram ao denominacionalismo,

John Wesley disse, "Eu queria que o nome Metodista nunca fosse mencionado novamente, mas que se perdesse no esquecimento eterno".

Charles Spurgeon, cujos sermões foram rotulados com o nome "Batista", disse: "Digo do nome "batista": ainda que pareça, mais do que o próprio nome de Cristo dure para sempre. Estou ansioso para o dia em que não haja mais vida 'batista'".

Henry Ward Beecher, expressou sua recusa em chamar de "congregacionais" outros cristãos quando disse: "Deixe-me falar com você na língua do céu e chamá-los de "cristão".

Albert Barnes, cujos sermões foram rotulados com o título de "presbiterianismo" escreveu: “essas divisões devem ser reunidas sob o santo nome "cristão””.

Muitos outros se opuseram declarando explicitamente que, no céu, o titulo lá é “santo”, “cristão”, “crente”!

Fase 03, a mais dolorosa, vexatória e ingrata fase para nosso sofrível movimento denominacional, o que nascera de forma pejorativa (fase 1) e passou pela interpretativa, dessassociativa (fase 2), chaga ao período das dissidências egocêntricas, por meios de “homens (?” que por não concordarem com o pastor, ministério, o costume tal, com a lentidão na adaptabilidade da igreja ao seu tempo (a chamada modernidade), ou se ofenderam e sentiram o seu ego machucado por irmão tal, ou palavra tal, ou por falta de liberdade e autonomia, ou mesmo por insubmissão e insubordinação a liderança eclesiástica, saem das denominações que nasceram, cresceram, se tornaram “maduros”, e que nelas galgaram os espaços, abandonam sua congregação local, e ao abandonarem, eles formam igrejas, com o pretexto da evangelização, da modernização de otimização dos usos e costumes, no que chamam de ressignificar princípios, criticam os antigos lideres e a denominação que os tornou os obreiros que são, enlaçando os indoutos e neófitos com promessas tais, que ferem não somente a interpretação particular da denominação anterior, como principalmente as sagradas escrituras.

Por ego, temos hoje uma infinidade de denominações, com nomes que, não são somente “títulos”, “rótulos”, “marca, mas pensamentos “filosóficos”, não teologais, que de tão criativo, não listaremos, mas uma rápida pesquisa na internet lhe dará bons motivos para rir ou irar-se.

Por fim, temos também o cristianismo não denominacional que em poucas palavras, é o movimento que visa levar eliminar as denominações, alegando que “a prática da fé cristã por uma ou mais pessoas, não carece ser rotulada com o nome de qualquer denominação cristã específica, tendo como um dos seus principais objetivos a vida espiritual e a fé cristã puramente centrada em Cristo, essencialmente, com base nos ensinamentos de Jesus Cristo.

Esse movimento desvaloriza as denominações, que tem o seu valor, não podemos de forma alguma negar que todas as denominações, os membros, não são de fato Igreja do Senhor, mas também não podemos afirmar que todas elas e seus membros são Igreja; logo eliminar as denominações ou desvalorizar ou ainda desacreditar as mesmas é um erro e deve-se se ter muita cautela.

As denominações assim como as Igrejas do período primitivo, tem cada uma suas particularidades, certo é, que Jesus o dono da Igreja deu muitas coisas a Igreja, mas a Igreja Ele não deu a ninguém, por tanto, vigiemos, busquemos de Deus o lugar onde há benção e paz, onde Cristo nos mostra afeição, busquemos o lugar onde a Palavra de Deus é ensinada, provada e praticada, onde o Espirito Santa habite, se revele, onde a santidade é exigida, onde a doutrina é regra de fé e pratica e onde a inegociável salvação gera bons costumes, onde os frutos são abundantes e dignos de arrependimento, onde Cristo e somente Cristo é glorificado e onde o pastor e as ovelhas sabem o seu lugar.

O tempo e as experiencias vão moldar o homem, mas somente em Deus o homem vivido e experiente encontra o seu devido lugar, não deixemos a nossa congregação, como é costume de alguns, e os que saem, saem porque não eram de nós, se fosse teriam permanecido e permanecendo, seja fiel, humilde e manso, doador, servil e assim, cresça, floresça, frutifique, ame a Deus, sirva a Igreja e honre o pastor e o ministério local, e Deus nos concederá a eternidade ao lado dele como recompensa.

Gustavo Clemente

 

BIBLIOGRAFIA

Bíblia de Estudo Pentecostal

http://www.mentesbereanas.info/reflexoessobrecristianismo.html

https://www.christianpost.com/news/why-all-christians-are-actually-non-denominational-72136/

David C. Cook (2001), "God's Little Lessons for Leaders", Honor Books, Aug 1, pág 213

Knowles, Victor (2006), "Together in Christ: More Than a Dream", College Press, Mar 1, pág 83.