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terça-feira, 29 de julho de 2025

QUANDO O BEM VENCE O MAL

"Sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto." (Romanos 8:28)

A arte de viver não é simplesmente passar pelos dias; é aprender a transformar cada capítulo da vida, por mais amargo que pareça, em oportunidade para crescer, amadurecer e confiar em Deus. É tirar o maior bem do maior mal, assim como a luz vence a escuridão com a simples força de ser luz.

Na Bíblia, vemos isso com clareza. José, filho de Jacó, sofreu traições, calúnias, abandono, mas mesmo preso e humilhado, permaneceu fiel. No final, pôde dizer a seus irmãos: “Vós intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer como se vê neste dia, para conservar em vida a um povo grande” (Gênesis 50:20). Isso é arte de viver.

Paulo reforça essa postura: “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Romanos 12:21). Não é fácil, mas é divino. O mal quer nos endurecer, nos tornar iguais a ele. Mas quando respondemos com bondade, quando perdoamos, quando seguimos firmes sem deixar o coração azedar, vencemos.

Essa escolha de fazer o bem, mesmo em tempos difíceis, também é um mandamento. “Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado” (Tiago 4:17). Ou seja, não basta não praticar o mal. Deus nos chama para uma vida de bondade prática, mesmo quando ninguém mais está fazendo.

Cristo, nosso maior exemplo, foi rejeitado, espancado e crucificado injustamente. Mas do maior mal da história, a cruz, Deus tirou o maior bem: a nossa salvação. Ele não revidou, Ele perdoou. E com isso, nos ensinou: a arte de viver com Ele é fazer do sofrimento uma ponte para a graça, da dor um caminho para a glória.

Portanto, quando a vida parecer injusta, confusa ou cruel, lembre-se: Deus não desperdiça nenhum mal. Tudo Ele pode usar para moldar em nós o caráter de Cristo. Viva com fé, ame com coragem, e não deixe o mal te vencer. Porque quem caminha com Deus, vence… com o bem.

O MEU QUERER E A VONTADE DIVINA

"Porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade." (Filipenses 2:13)

Nem tudo na vida acontece apenas porque queremos. Nossos desejos, por mais legítimos que sejam, não são garantias de resultados. A Bíblia nos mostra que o querer, por si só, não move montanhas. Mas também revela que, sem querer, sem iniciativa, sem disposição interior, nada acontece.

Deus plantou em nós o poder do querer, esse impulso que nos leva a sonhar, a lutar, a esperar. Mas quando o nosso querer é alinhado à vontade d’Ele, aí sim, as coisas fluem. Foi assim com Ana, que desejou um filho e orou com fé. Seu querer estava alinhado à vontade de Deus e Samuel nasceu (1 Samuel 1).

Jesus, mesmo sendo Deus, nos ensinou no Getsêmani que o querer precisa se submeter ao plano divino: “Pai, se queres, afasta de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, mas a tua” (Lucas 22:42).

O exemplo claro de "querer não realizado" na Bíblia é o de Davi, que desejou profundamente construir o Templo do Senhor.

"E se levantou o rei Davi sobre os seus pés e disse: Ouvi-me, irmãos meus e povo meu. Eu tinha no coração o propósito de edificar uma casa de repouso para a arca da aliança do Senhor e para o estrado dos pés do nosso Deus, e já tinha feito o preparo para edificar. Porém Deus me disse: Não edificarás casa ao meu nome, porque és homem de guerra e derramaste muito sangue." (1 Crônicas 28:2-3)

Davi quis, planejou, separou recursos, chamou artesãos, mas Deus disse não. O motivo? Não era o papel de Davi, e sim de seu filho Salomão.

Aqui aprendemos que nem todo querer, mesmo sendo nobre, é para nós realizarmos. Às vezes Deus diz “não” para o nosso querer, porque há outro propósito, outro tempo, outra pessoa.

Mas o “não” de Deus para Davi não foi um fim. Ele deixou um legado. *Seu desejo não foi atendido da forma como queria, mas ele participou da realização ao preparar tudo. Quando nosso querer se submete a Deus, mesmo os “nãos” se tornam sementes de algo eterno.

E lembre-se: Tiago nos alerta que pedimos e não recebemos porque pedimos mal (Tiago 4:3). Isso nos ensina que querer não basta, é necessário querer bem, com o coração alinhado à Palavra.

Portanto, deseje, sim. Queira com fé, com esperança. Mas submeta seu querer à vontade soberana de Deus. Se for para sua edificação, para o bem de outros e para a glória de Deus, vai acontecer. Não pelo seu querer apenas, mas porque Deus realizou em você o querer e o realizar.

Não desista de querer. Mas aprenda a querer o que Deus quer. Porque quando o querer nasce do coração de Deus, nada pode impedir.

AS DIFERENÇAS, SIM, INDIFERENÇA, JAMAIS

"Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo." (João 16:33)

Muitos desejam uma vida sem conflitos, sem perdas, sem contratempos. Mas a própria Bíblia nunca prometeu um caminho fácil, apenas um caminho seguro. Jesus foi claro: no mundo teríamos aflições. E mesmo assim, Ele nos chama à paz, ao ânimo e à confiança. Por quê? Porque Ele venceu, e n’Ele, nós também venceremos.

Se a vida fosse, como dizem, um “mar de rosas”, onde estaria a força que se forma na dor? Onde surgiriam os testemunhos de superação, de fé, de recomeço? A vida tem beleza justamente por ser contrastada com suas lutas. É nas diferenças que aprendemos. É nos desertos que crescemos. É nas dores que nos aproximamos do consolo de Deus.

A Bíblia mostra homens e mulheres que passaram por vales escuros, noites silenciosas e mares agitados. José foi traído pelos irmãos, mas ali começou sua preparação para governar. Davi fugiu como um perseguido, antes de reinar como escolhido. Paulo foi perseguido e preso, mas escreveu suas mais poderosas cartas no cárcere.

A vida não é fácil, e nem precisa ser. O sentido dela não está na ausência de problemas, mas na presença de Deus. Ele é quem dá propósito ao caos, sentido à dor e direção às incertezas.

E mesmo quando tudo parece diferente do que esperávamos, a fé nos lembra: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus” (Romanos 8:28).

A vida ganha sabor nos contrastes. Não nas indiferenças, mas nas diferenças. Não na monotonia da igualdade absoluta, mas no desafio de crescer em meio às diversidades.

Por isso, viva com coragem. Confie em Deus. E lembre-se: não é a ausência de luta que revela a graça, é a paz em meio à batalha que mostra quem está guiando o barco.

quarta-feira, 7 de agosto de 2024

NOSSA SALVAÇÃO É INEGOCIÁVEL

1. SALVAÇÃO NA VISÃO HUMANA:

a) Existem muitos métodos para salvar uma pessoa. i) Salvar de um atropelamento. ii) Salvar de um afogamento. iii) Salvar com uma palavra, um aviso.

b) Existem muitos salvadores no mundo. i) Os conhecidos heróis do momento. ii) Os bombeiros. iii) Os policiais, que “livram” alguém de um perigo iminente ou da morte.

2. SALVAÇÃO NO UNIVERSO ESPIRITUAL:

A salvação que iremos tratar fala de algo mais que o real, mais que o carnal, mais que o material; abrange além do terreno o espiritual.

a. A salvação que recebemos: i) Lucas 3:6 – “E toda a carne verá a salvação de Deus.” ii) João 19:30 – “Quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.”

b. Ela tem a parte do homem: i) Romanos 10:10 – “Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação.”

c. A salvação foi planejada no céu: i) Efésios 1:9-10 – “Descobrindo-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito, que propusera em si mesmo, de tornar a congregar em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra.”

d. A salvação foi executada na terra por Jesus: i) João 19:30 – “Quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.”

e. A salvação é divulgada na terra por nós: i) Marcos 16:16 – “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.”

f. A salvação é pela graça divina e não pelo mérito humano: i) Romanos 3:24 – “Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus.”

g. A salvação é recebida pela fé e não pelas obras: i) Efésios 2:8-9 – “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.”

3. A SALVAÇÃO PODE SER ANALISADA NA PERSPECTIVA DO TEMPO: ROMANOS 6:22

Passado – Justificação – “Mas agora, libertados do pecado, e feitos servos de Deus,”

Presente – Santificação – “tende o vosso fruto para santificação,”

Futuro – Glorificação – “e por fim a vida eterna.” (Romanos 6:22)

a. Quanto ao passado, já fomos salvos: Da condenação do pecado. i) Isso nos fala de Justificação.

b. Quanto ao presente, estamos sendo salvos: Do poder do pecado. i) Isso nos fala de Santificação.

c. Quanto ao futuro, seremos salvos: Da presença do pecado. i) Isso nos fala de Glorificação.

4. CONCLUSÃO

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. João 3:16-17

a. A salvação alcança a todos: i) Porque a graça de Deus se manifestou, trazendo salvação a todos os homens.

b. A salvação tem um modelo de vida: i) Ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século de forma sóbria, justa e piedosa.

c. A salvação gera esperança: i) Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo.

d. A salvação tem um executante: i) Nosso Salvador Jesus Cristo, que se deu a si mesmo por nós.

e. A salvação tem um objetivo: i) Nos remir de toda a iniquidade e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras. (Tito 2:11-14)

quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

ORAÇÃO

APRESENTAÇÃO

O presente estudo é fruto de uma necessidade pessoal, não tenho a intenção de ensinar ninguém a orar, pois Jesus já fez isso nas Sagradas Escrituras. O que veremos nas próximas páginas, são versículos e pontos que consideramos importantes para uma melhor compreensão do poder e da necessidade da oração. Nos iluminando o Espírito Santo, seremos objetivos e Bíblicos.

SUMÁRIO

1. Introdução

2. O que é oração?

3. Em que se baseia a oração?

4. Qual a importância da oração?

5. Por que orar?

6. Quanto tempo orar?

7. Como deve ser feita a oração?

8. Existe oração sem respostas?

9. A oração é fruto do que?

10. A oração do Pai nosso.

11. Por quem e pelo que orar.

12. Tipos de oração.

13. O exemplo de Jesus, uma vida de oração.

14. Conclusão

 1. INTRODUÇÃO

A oração é uma necessidade obrigatória do cristão! Muitos se sentem obrigados a orar, outros impulsionados, outros motivados, outros necessitados, mas todos devem entender que orar é algo imperativo na vida do crente; tenho comigo que jamais oraremos o necessários, mas é imprescindível orar o suficiente, e o que é orar suficiente? É orar o necessário para manter-se de pé diante de Deus e das adversidades da vida!

Orar é uma das coisas mais difíceis da carreia cristã, mas também é indispensável, assim como ler a Bíblia; não é necessário estudos para comprovam que orar e ler a Bíblia diariamente causam mudanças em todos os aspectos para o cristão, particularmente eu, quando estou estressado devido a “tudo”, já declaro que o motivo primeiro e principal é porque estou orando pouco, para não dizer, não estou orando. Orar é tão difícil, que existem milhares de livros escritos sobre a oração e que, infelizmente mesmo depois de lê-los, ainda assim, muitos, ou uma parte bastante significativa dos que leem, continua com a mísera vida de oração. 

Algumas motivos óbvios nos levam a não orar, tais como não sabemos como ou por que orar, por quem orar! Sem levarmos em conta que nossos coração quase sempre enganoso, distraídos e iludido pelas coisas da terra, tudo nos priva de buscarmos as coisas do alto e tudo isso nos leva a uma vida medíocre de oração.

Se tem algo bonito e fácil de falar é, eu oro por você, vamos orar! Mas na prática, nos esquecermos facilmente disso fazer e do propósito primeiro da oração que é glorificar nosso Pai celestial e consequentemente, somente oramos pedindo muito dessa vida terrena e pouco da vida espiritual, vida essa que nos basta para unificar nossos corações com a correta visão de reino de Deus para sermos exemplos nesse mundo e para nos alinharmos com a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

Por que oramos tão pouco? Será que não temos certeza de que Deus nos ouve? Será que Ele não é poderoso para nos responder? Por que oramos tanto por bençãos, provisão, perdão e proteção contra o mal, e sentimos como se nada recebêssemos? Por que negligenciarem tanto a oração, que é o único meio de nos comunicarmos eficazmente com Deus? Até quando viveremos a nossa vida rejeitando a única maneira garantida de Deus nos ouvir?

Deus é perfeito, Ele sempre nos ouve e nos responde de acordo com sua vontade e em seu tempo e, embora não saibamos como de fato orar, e ainda assim, oramos sobre as mesmas coisas repetidamente, é fato, assim como Pedro escreveu, devemos ser “criteriosos e sóbrios a bem das vossas orações” (1Pe 4.7), todos nós precisamos orar mais, melhor e devotadamente.

Que Deus nos guie nesse estudo para entendermos que além da necessidade de orar, a oração é uma arma poderosa em Deus para nos garantir a chegada ao destino desejado.

2. O QUE É ORAÇÃO?

Segundo os dicionários da língua portuguesa, oração é súplica, é um pedido dirigido a Deus, a um santo, a uma divindade; é uma reza, prece.

Biblicamente falando, orar é conversar com Deus, é o diálogo da criatura com o Criador, é o meio pelo qual acessamos o trono da graça, com ousadia, em adoração, louvor e súplica; é o falar reverente, humilde e devotado. A oração é uma oferta em forma de expressão de fé e dependência a Deus que reflete nossa confiança no caráter e santidade Dele. Orar é mais que pedir, suplicar, anseia, orar é declarar fielmente nossa dependência e carência de Deus.

3. EM QUE SE BASEIA A ORAÇÃO?

A oração se baseia na convicção de que Deus, o Pai celestial, Governante de todas as coisas está cuidando de nós, assim como bem declarou Jesus no sermão da montanha (Mateus 6: 25-34), pois sendo Deus, o Senhor muito misericordioso e piedoso (Tiago 5:11), sempre responderá as orações de seus filhos segundo a sua vontade.

a. E esta é a confiança que temos nele: que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que lhe fizemos. 1 João 5:14,15

 4. QUAL A IMPORTÂNCIA DA ORAÇÃO?

Imagine-se indo ao médico acompanhado por alguém que conhece sua rotina cotidiana, para uma consulta, após alguns exames, nessa consulta você foi diagnosticado com uma doença terminal, iria morrer, e essa doença lhe mataria em poucos dias, mas o médico pode lhe deu uma única esperança, receitando um remédio que, se tomado regularmente, diariamente na dose adequada, você prolongaria sua vida, você esqueceria de tomar esse remédio? Esse acompanhante esqueceria de lhe comunicar a necessidade de tomar esse remédio? Duvido que você esqueceria de tomar esse remédio, pois se esquecesse, seria seu fim! Que importância você daria para esse remédio? Quantas vezes você o tomaria por dia, caso a receita dissesse, quanto mais remédio tomar, melhor você irá ficar? Estas perguntas são muito fáceis de responder.

Agora vamos pegar esse exemplo e transformá-lo no âmbito espiritual, permita-me, na vida espiritual também é assim, estamos em constante necessidade de consultas com o Médico dos médicos, e por um motivo ou outro, precisando de remédios, hora é a leitura das Sagradas Escrituras, ora é de vigilância, mas em sua grande maioria esse remédio é a oração, e não somente um remédio, é o único remédio!

 Nossa alma está enferma pelo pecado, mas pelo sangue de Jesus que nos perdoa de todos os pecados, e na manutenção vida cotidiana em santidade pela palavra de Deus e pela oração, podemos tudo santificar (1 Timóteo 4:5). Todo aquele que não sabe da importância da oração, é fato, esse não nasceu de novo, pois a oração é como uma das asas de um pássaro, sem ela o pássaro não voa, mas fato é, que todo pássaro carece de duas asas para voar, logo, uma asa é a oração e a outra a palavra, assim, perseverando na oração e na leitura e prática da Palavra, todos voaremos aos céus! E porque orar é importante, listamos abaixo:

a. Orar é importante, pois é por meio da oração que falamos com Deus e ouvimos Deus falar: “Acerca do qual três vezes orei ao Senhor, para que se desviasse de mim. E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo”. 2 Coríntios 12: 8, 9

b. Orar é importante, pois através da oração obtemos intimidade com Deus: “E disse: Ouvi agora as minhas palavras; se entre vós houver profeta, eu, o Senhor, em visão a ele me farei conhecer ou em sonhos falarei com ele. Não é assim com o meu servo Moisés, que é fiel em toda a minha casa. Boca a boca falo com ele, e de vista, e não por figuras; pois, ele vê a semelhança do Senhor; por que, pois, não tivestes temor de falar contra o meu servo, contra Moisés?” Números 12:6-8

c. Orar é importante porque nos torna diferente: “E foi Jabez mais ilustre do que seus irmãos; e sua mãe chamou o seu nome Jabez, dizendo: Porquanto com dores o dei à luz. Porque Jabez invocou o Deus de Israel, dizendo: Se me abençoares muitíssimo e meus termos amplificares, e a tua mão for comigo, e fizeres que do mal não seja aflito!… E Deus lhe concedeu o que lhe tinha pedido. 1 Crônicas 4:9,10 

d. Orar é importante porque por meio dela que recebemos poder: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. Em cada alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos. Todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam suas propriedades e fazendas e repartiam com todos, segundo cada um tinha necessidade. E, perseverando unânimes todos os dias no templo e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar”. Atos 2:42-47

e. Orar é importante, pois é por meio dela que recebemos respostas: “E eu dirigi o meu rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração, e rogos, e jejum, e pano de saco, e cinza. E orei ao Senhor, meu Deus, e confessei, e disse: Ah! Senhor! Deus grande e tremendo, que guardas o concerto e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos; pecamos, e cometemos iniquidade, e procedemos impiamente, e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos; e não demos ouvidos aos teus servos, os profetas, que em teu nome falaram aos nossos reis, nossos príncipes e nossos pais, como também a todo o povo da terra”. Daniel 9:3-6

“Estando eu ainda falando, e orando, e confessando o meu pecado e o pecado do meu povo Israel, e lançando a minha súplica perante a face do Senhor, meu Deus, pelo monte santo do meu Deus, estando eu, digo, ainda falando na oração, o varão Gabriel, que eu tinha visto na minha visão ao princípio, veio voando rapidamente e tocou-me à hora do sacrifício da tarde. E me instruiu, e falou comigo, e disse: Daniel, agora, saí para fazer-te entender o sentido. No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim, para to declarar, porque és mui amado; toma, pois, bem sentido na palavra e entende a visão”. Daniel 9:20-23

5. POR QUE ORAR?

Você já se perguntou por que muitas das vezes, as coisas importantes nem sempre são prioridades em nossa vida? Pense comigo, há algo de mais importante que nossa família? Mas muitas vezes, preferimos estar entre amigos do que em família! Esse é somente um exemplo dentre tantos outros; então, se orar é importante, porque não orar ou até mesmo pergunto, por que orar?

a. Porque é um mandamento: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca”. Marcos 14:38

b. Porque Jesus Orou: “Então, chegou Jesus com eles a um lugar chamado Getsêmani e disse a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto vou além orar”. Mateus 26:36

c. Porque orar santifica: “porque, pela palavra de Deus e pela oração, é santificada”. 1 Timóteo 4:5

d. Porque abre os céus: “E aconteceu que, como todo o povo se batizava, sendo batizado também Jesus, orando ele, o céu se abriu” Lucas 3:21

e. Porque abre os olhos espirituais: “E orou Eliseu e disse: Senhor, peço-te que lhe abras os olhos, para que veja. E o Senhor abriu os olhos do moço, e viu; e eis que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu". 2 Reis 6:17

f. Porque a oração produz resultados poderosos “Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor; e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. Confessai as vossas culpas uns aos outros e orai uns pelos outros, para que sareis; a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos. Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós e, orando, pediu que não chovesse, e, por três anos e seis meses, não choveu sobre a terra.  orou outra vez, e o céu deu chuva, e a terra produziu o seu fruto”. Tiago 5:14-18

6. QUANTO TEMPO ORAR?

A Bíblia não lista um tempo nem mínimo, nem máximo para a oração, isso não quer dizer que não precisamos nos dedicar mais tempo e tempo de qualidade na oração, o que está claro é, quanto mais oração, mais poder, então, se quisermos resultados poderosos, oremos mais. 

Há exemplos bíblicos quanto ao tempo que algumas pessoas oravam, e vamos deixar a Bíblia falar...

a. E aconteceu que, naqueles dias, subiu ao monte a orar e passou a noite em oração a Deus. Lucas 6:12

b. Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que sejais cheios do conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual; Colossenses 1:9

c. Orai sem cessar. 1 Tessalonicenses 5:17

d. E foi Jabez mais ilustre do que seus irmãos; e sua mãe chamou o seu nome Jabez, dizendo: Porquanto com dores o dei à luz. Porque Jabez invocou o Deus de Israel, dizendo: Se me abençoares muitíssimo e meus termos amplificares, e a tua mão for comigo, e fizeres que do mal não seja aflito!… E Deus lhe concedeu o que lhe tinha pedido. 1 Crônicas 4:9,10

e. Sucedeu, pois, que, oferecendo-se a oferta de manjares, o profeta Elias se chegou e disse: Ó Senhor, Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, manifeste-se hoje que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo, e que conforme a tua palavra fiz todas estas coisas. Responde-me, Senhor, responde-me, para que este povo conheça que tu, Senhor, és Deus e que tu fizeste tornar o seu coração para trás. Então, caiu fogo do Senhor, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e o pó, e ainda lambeu a água que estava no rego. O que vendo todo o povo, caiu sobre os seus rostos e disse: Só o Senhor é Deus! Só o Senhor é Deus! 1 Reis 18:36-39

O que dizer da oração de Daniel 9:1-23 e de tantos outros salvos que oraram e Deus respondeu? O mais importante é não deixar de orar, como bem ensinou Jesus, quando contou uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca desfalecer em Lucas 18:1-14.

7. COMO DEVE SER FEITA A ORAÇÃO?

Você já se perguntou qual é a postura ou posição correta de orar? Provavelmente já deve ter escutado algo do tipo “Deus só escuta oração de Joelhos”, isso não é verdade, mas confesso, de joelhos é melhor! Embora a Bíblia mostre diversas formas de orar, e vou listar exemplos, a o que torna a oração eficaz (se é que podemos dizer isso), não é a posição em que você se encontra, mas sim a sua postura ética, fiel, obediente e exemplar diante de Deus, em Deus, para Deus e com Deus! Você pode até estar de joelhos ou com a face no pó, mas de nada valerá se não tiver em santidade ao Senhor!

Entenda, não é a postura do corpo, mas a do coração pois “Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus (Salmos 51:17), logo você pode andar de joelhos, mas senão tiver essa postura, nada valerá! 

Como sempre, deixemos a Bíblia falar...

a. A oração deve ser feita com confiança, com fé: 

i. E tudo o que pedirdes na oração, crendo, o recebereis. Mateus 21:22

ii. Mas aquele que tem dúvidas, se come, está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado. Romanos 14:23

iii. Ora, sem fé é impossível agradar-lhe, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que é galardoador dos que o buscam. Hebreus 11:6

iv. Peça-a, porém, com fé, não duvidando; porque o que dúvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento e lançada de uma para outra parte. Tiago 1:6

b. A oração deve ser feita com humildade, sem fingimento: E disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros: Dois homens subiram ao templo, a orar; um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou, porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. Jejuo duas vezes na semana e dou os dízimos de tudo quanto possuo. O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado. Lucas 18:9-14

c. A oração deve ser feita com espontaneidade: Daniel, pois, quando soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa (ora, havia no seu quarto janelas abertas da banda de Jerusalém), e três vezes no dia se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como também antes costumava fazer. Então, aqueles homens foram juntos e acharam Daniel orando e suplicando diante do seu Deus. Daniel 6:10,11

d. A oração deve ser feita em nome de Jesus: 

i. E tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei. João 14:31,14

ii. Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vos conceda. João 15:16

iii. E, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai. Colossenses 3:17

e. A oração deve ser feita em qualquer lugar: e em qualquer situação:

i. E orou Jonas ao Senhor, seu Deus, das entranhas do peixe. Jonas 2:1

ii. E, despedida a multidão, subiu ao monte para orar à parte. E, chegada já a tarde, estava ali só. Mateus 14:23

iii. Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai, que vê o que está oculto; e teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará. Mateus 6:6

iv. E aconteceu que, estando ele a orar num certo lugar, quando acabou, lhe disse um dos seus discípulos: Senhor, ensina-nos a orar, como também João ensinou aos seus discípulos. Lucas 11:1

v. Pedro e João subiam juntos ao templo à hora da oração, a nona. Atos 3:1

vi. E, no dia seguinte, indo eles seu caminho e estando já perto da cidade, subiu Pedro ao terraço para orar, quase à hora sexta. Atos 10:9

vii. Perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam. Atos 16:25

viii. E, havendo passado ali aqueles dias, saímos e seguimos nosso caminho, acompanhando-nos todos, cada um com sua mulher e filhos até fora da cidade; e, postos de joelhos na praia, oramos. Atos 21:5

f. A oração deve ser feita qualquer situação:

i. Na minha angústia clamei ao Senhor, e ele me ouviu. Salmos 120:1

ii. Sofrendo ingratidão: Em paga do meu amor, são meus adversários; mas eu faço oração. Salmos 109:4

iii. Em tristeza: Está alguém entre vós aflito? Ore. Está alguém contente? Cante louvores. Tiago 5:13

g. A oração deve ser feita qualquer postura:

i. Em pé: O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou, porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. Jejuo duas vezes na semana e dou os dízimos de tudo quanto possuo. O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador! Lucas 18:11-13

ii. De joelhos: E apartou-se deles cerca de um tiro de pedra; e, pondo-se de joelhos, orava, Lucas 22:41

iii. Deitado: Então, virou Ezequias o rosto para a parede e orou ao Senhor. Isaías 38:2

iv. Curvando-se: E Moisés apressou-se, e inclinou a cabeça à terra, e encurvou-se, e disse: Senhor, se agora tenho achado graça aos teus olhos, vá agora o Senhor no meio de nós; porque este é povo obstinado; porém perdoa a nossa iniquidade e o nosso pecado e toma-nos pela tua herança. Êxodo 34:8,9

v. Com as mãos levantadas: E, perto do sacrifício da tarde, me levantei da minha aflição, havendo já rasgado a minha veste e o meu manto, e me pus de joelhos, e estendi as minhas mãos para o Senhor, meu Deus. Esdras 9:5 

8. EXISTE ORAÇÃO SEM RESPOSTAS?

Todos já devem ter escutado essa música: “Deus não rejeita oração, oração é alimento...” sem querer entrar no mérito da qualidade poética da canção, precisamos afirmar sem sombra de dúvidas, que SIM, existem orações que Deus não responde, e não responde porque não ouve!  Deus não responde a todas as orações. Observe os textos, que mostram claramente Deus recusando ouvir as orações daqueles que fazem o mal. As Escrituras são unânimes em ensinar que a vida desobediente de uma pessoa impedirá Deus de responder as suas orações:

a) Então, chamarão ao Senhor, mas não os ouvirá; antes, esconderá deles a sua face, naquele tempo, visto que eles fizeram mal nas suas obras. Miquéias 3:4

b) Tu, pois, não ores por este povo, nem levantes por ele clamor ou oração, nem me importunes, porque eu não te ouvirei. Jeremias 7:16  

c) Tu, pois, não ores por este povo, nem levantes por eles clamor nem oração; porque não os ouvirei no tempo em que eles clamarem a mim, por causa do seu mal. Jeremias 11:14

d) Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites Tiago 4:3.

e) Igualmente vós, maridos, coabitai com ela com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais fraco; como sendo vós os seus coerdeiros da graça da vida; para que não sejam impedidas as vossas orações. 1 Pedro 3:7

9. A ORAÇÃO É FRUTO DO QUE?

Se nem todas as orações têm respostas, como posso orar para que seja atendido? É simples, ore dentro da Vontade do Senhor (I João 5:14, 15) e dentro dos parâmetros estabelecidos pela sua palavra.

Não existe a fórmula certa para orar, mas existe virtudes que devemos observar na oração: 

a) A vigilância: Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas essas coisas que hão de acontecer e de estar em pé diante do Filho do Homem. Lucas 21:36

b) A gratidão:

i) Dou graças ao meu Deus todas as vezes que me lembro de vós, fazendo, sempre com alegria, oração por vós em todas as minhas súplicas. Filipenses 1:3,4

ii) Graças damos a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, orando sempre por vós, Colossenses 1:3

iii) Sempre damos graças a Deus por vós todos, fazendo menção de vós em nossas orações, 1 Tessalonicenses 1:2

c) A obediência: pode parecer obvio, mas a obediência é a principal coisa para uma oração eficaz, e isso na vida de Jesus era um fato irrefutável, é preciso juntar dois textos para que fique isso bem explicito, a presença constante de Deus e a resposta constante de Deus são fatos inseparáveis, Deus sempre responde quem está mais perto possível dele:

i) E aquele que me enviou está comigo; o Pai não me tem deixado só, porque eu faço sempre o que lhe agrada. João 8:29

ii) Eu bem sei que sempre me ouves, mas eu disse isso por causa da multidão que está ao redor, para que creiam que tu me enviaste. João 11:42

10. A ORAÇÃO DO PAI NOSSO.

Há inúmeras orações notáveis na Bíblia, mas a oração ensinada pelo Mestre Jesus, a chamada “oração do pai nosso”, essa oração é o modelo de como orar e não do que somente orar, é um guia para a nossa vida de oração devocional, não necessariamente precisa ser feita, para não cairmos no erro da repetirão, ou da reza, que o próprio Jesus falou “orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que, por muito falarem, serão ouvidos” (Mateus 6:7), mas serve-nos de parâmetro e termômetro; não quero dizer que não se pode fazer ou não se deve fazer, ela serve exatamente para mostrar como fazer na oração. Abaixo listo alguns pontos do que entendemos não existir uma necessidade, obrigatoriedade de fazer o “Pai nosso”:

a) Jesus disse, “Vós orareis assim” e não “Vós repetireis essas palavras”.

i) O orar assim, significa dessa forma e não com essas mesmas palavras.

b) Não há nenhuma outra passagem Bíblica onde os discípulos ou o próprio Jesus tenha feito o “Pai nosso” em outro momento.

c) Como dissemos, a oração é algo espontâneo e não mecânico, repetitivo.

Como dissemos, a oração nos ensina como orar, e não o que orar; nela, Jesus mostra o que podemos inutilizar de estrutura da oração, pois muitos entendem que orar é somente pedir, e iniciam já pedindo, é nesse ponto que nos serve de exemplo de ouro a oração ensinada por Jesus, vejamos o que Ele ensinou, e vamos aqui nos ater a dois textos onde ele ensina a oração, Mateus 6: 5-13 e Lucas 11: 1-4 

a) Orar somente a Deus: “Ora a teu pai/Pai nosso”

b) Orar humildemente: “Não seja como os hipócritas”

c) Ore em oculto: “Entra em teu quarto e fecha a porta”

i) Isso não significa que não devemos orar em público, mas que a vida de oração é algo particular, orar em público carece de um objetivo comum a todos, orar pela Igreja, ministério pelos líderes e governantes e etc., essa oração aqui é de intimidade, e intimidade requer segredo.

ii) Isso é orar para ser ouvido por Deus e não para ser visto pelos homens.

d) Orar perseverante e não repetitivos.

e) Orar adorando: Pai nosso, Santificado, Teu nome, Teu reino, Tua vontade.

f) Orar desejando o céu: “Venha o teu Reino”.

g) Orar em submissão: “Seja feita a Tua vontade”

h) Orar por provisão: 

i) Física “pão nosso”

ii) Espiritual “perdoa-nos”

iii) Social “Livra-nos do mal”

Na oração feita por Jesus em João 17, Ele mostra exatamente essa estruturação, embora seja uma oração sacerdotal, de intercessão (como veremos mais a frente) nela Ele elenca a adoração, submissão dependência e humildade, elementos que não podem faltar na oração. 

11. POR QUEM E PELO QUE ORAR

Já está claro para você a importância da oração? Mas vejamos pelo que a Bíblia nos orienta orar:

a) Pelo Reino: “Venha o teu Reino”

b) Pela família: Sucedia, pois, que, tendo decorrido o turno de dias de seus banquetes, enviava Jó, e os santificava, e se levantava de madrugada, e oferecia holocaustos segundo o número de todos eles; porque dizia Jó: Porventura, pecaram meus filhos e blasfemaram de Deus no seu coração. Assim o fazia Jó continuamente. Jó 1:5

c) Pela Igreja: “João 17” – Isso incluí:

i) Os projetos, os órgãos e contribuição.

ii) Construção (Neemias 1 e 2:1-4)

d) Pela obra missionaria: “Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo. E por eles me santifico a mim mesmo, para que também eles sejam santificados na verdade. Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão de crer em mim;” João 17:18-20

e) Por e pelo ministério:

i) Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande ceifeiros para a sua seara. Mateus 9:38

ii) E rogo-vos, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor do Espírito, que combatais comigo nas vossas orações por mim a Deus, Romanos 15:30

iii) orando em todo tempo com toda oração e súplica no Espírito e vigiando nisso com toda perseverança e súplica por todos os santos Efésios 6:18

iv) Orai por nós, porque confiamos que temos boa consciência, como aqueles que em tudo querem portar-se honestamente. Hebreus 13:18

f) Pelas autoridades:

Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens, pelos reis e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade. Porque isto é bom e agradável diante de Deus, nosso Salvador, que quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade. 1 Timóteo 2:1-4

g) Pelo próximo, o poder da intercessão: 

i) Em Tiago 5:16, está escrito, “Confessai as vossas culpas uns aos outros e orai uns pelos outros, para que sareis; a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos”. Essa oração é explicitamente feita por Paulo ao Colossenses:  

“Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus, e o irmão Timóteo, aos santos e irmãos fiéis em Cristo que estão em Colossos: graça a vós e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e da do Senhor Jesus Cristo. Graças damos a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, orando sempre por vós, porquanto ouvimos da vossa fé em Cristo Jesus e do amor que tendes para com todos os santos; por causa da esperança que vos está reservada nos céus, da qual já, antes, ouvistes pela palavra da verdade do evangelho, que já chegou a vós, como também está em todo o mundo; e já vai frutificando, como também entre vós, desde o dia em que ouvistes e conhecestes a graça de Deus em verdade; como aprendestes de Epafras, nosso amado conservo, que para vós é um fiel ministro de Cristo, o qual nos declarou também o vosso amor no Espírito. Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que sejais cheios do conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual; para que possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus; corroborados em toda a fortaleza, segundo a força da sua glória, em toda a paciência e longanimidade, com gozo, dando graças ao Pai, que nos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz. Colossenses 1:1-12

ii) Os pontos dessa oração:

(1) Seja grato pela conversão de todos – Versos 3 e 4

(2) Peça que Deus ajude-os a entender as verdades, vontade soberana de Deus e entendimento espiritual– Verso 9

(3) Peça para que eles entendam como viver dignamente e sejam frutíferos – Verso 10

(4) Peça para que eles conhecem melhor a si mesmos, sendo gratos – Versos 11 e 12

12. TIPOS DE ORAÇÃO

Você já deve ter escutado alguém dizendo, “Vamos clamar a Deus”, outro “Vamos interceder por ele” e outro simplesmente, “Vamos orar” parece ser a mesma coisa, mas não é! O clamor, a intercessão e a oração, é tudo oração, mas com níveis de intimidade, necessidades e dedicação! Quando dizemos vamos orar, isso soa como uma rotina, naturalidade, mas quando falamos em intercessão e clamor, isso envolve também o sofrimento! Embora orar seja um ato devocional, o clamor e a intercessão são diferentes, e por quê? Como disse, clamar e interceder envolve mais do que espontaneidade, envolve urgência e gravidade!

Aqui veremos os tipos de oração, que são claramente identificados nas escrituras.

a) A oração: como já definido, quero aqui somente exemplificar:

i) A oração de Ana (em voz baixa): 

Então, Ana se levantou, depois que comeram e beberam em Siló; e Eli, o sacerdote, estava assentado numa cadeira, junto a um pilar do templo do Senhor. Ela, pois, com amargura de alma, orou ao Senhor e chorou abundantemente. E votou um voto, dizendo: Senhor dos Exércitos! Se benignamente atentares para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva te não esqueceres, mas à tua serva deres um filho varão, ao Senhor o darei por todos os dias da sua vida, e sobre a sua cabeça não passará navalha. E sucedeu que, perseverando ela em orar perante o Senhor, Eli fez atenção à sua boca, porquanto Ana, no seu coração, falava, e só se moviam os seus lábios, porém não se ouvia a sua voz; pelo que Eli a teve por embriagada. 1 Samuel 1:9-13

ii) A oração dos discípulos (em vos alta): 

E, ouvindo eles isto, unânimes levantaram a voz a Deus e disseram: Senhor, tu és o que fizeste o céu, e a terra, e o mar, e tudo o que neles há; que disseste pela boca de Davi, teu servo: Por que bramaram as gentes, e os povos pensaram coisas vãs? Levantaram-se os reis da terra, e os príncipes se ajuntaram à uma contra o Senhor e contra o seu Ungido. Porque, verdadeiramente, contra o teu santo Filho Jesus, que tu ungiste, se ajuntaram, não só Herodes, mas Pôncio Pilatos, com os gentios e os povos de Israel, para fazerem tudo o que a tua mão e o teu conselho tinham anteriormente determinado que se havia de fazer. Agora, pois, ó Senhor, olha para as suas ameaças e concede aos teus servos que falem com toda a ousadia a tua palavra, enquanto estendes a mão para curar, e para que se façam sinais e prodígios pelo nome do teu santo Filho Jesus. E, tendo eles orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo e anunciavam com ousadia a palavra de Deus. Atos 4:24-31

b) A súplica é uma oração persistente e humilde por si mesmo, ela revela um coração quebrantado e contrito, é um pedido, não por bênçãos materiais, mas por renovação, graça, santidade e perdão!

E, para que me não exaltasse pelas excelências das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de não me exaltar. Acerca do qual três vezes orei ao Senhor, para que se desviasse de mim. E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. 2 Coríntios 12:7-9

A súplica pode ser dirigida a Deus, mas também a um homem, conforme temos o exemplo clássico feito por Judá (Gênesis 44:16-34)

Então, disse Judá: Que diremos a meu senhor? Que falaremos? E como nos justificaremos? Achou Deus a iniquidade de teus servos; eis que somos escravos de meu senhor, tanto nós como aquele em cuja mão foi achado o copo. Mas ele disse: Longe de mim que eu tal faça; o varão em cuja mão o copo foi achado, aquele será meu servo; porém vós subi em paz para vosso pai. Então, Judá se chegou a ele e disse: Ai! Senhor meu, deixa, peço-te, o teu servo dizer uma palavra aos ouvidos de meu senhor, e não se acenda a tua ira contra o teu servo; porque tu és como Faraó. Meu senhor perguntou a seus servos, dizendo: Tendes vós pai ou irmão? E dissemos a meu senhor: Temos um velho pai e um moço da sua velhice, o mais novo, cujo irmão é morto; e só ele ficou de sua mãe, e seu pai o ama Então, tu disseste a teus servos: Trazei-mo a mim, e porei os meus olhos sobre ele. E nós dissemos a meu senhor: Aquele moço não poderá deixar a seu pai; se deixar a seu pai, este morrerá. Então, tu disseste a teus servos: Se vosso irmão mais novo não descer convosco, nunca mais vereis a minha face. E aconteceu que, subindo nós a teu servo, meu pai, e contando-lhe as palavras de meu senhor, disse nosso pai: Tornai, comprai-nos um pouco de mantimento. E nós dissemos: Não poderemos descer; mas, se nosso irmão menor for conosco, desceremos; pois não poderemos ver a face do varão, se este nosso irmão menor não estiver conosco. Então, disse-nos teu servo, meu pai: Vós sabeis que minha mulher me deu dois filhos; um ausentou-se de mim, e eu disse: Certamente foi despedaçado, e não o tenho visto até agora; se agora também tirardes a este da minha face, e lhe acontecer algum desastre, fareis descer as minhas cãs com dor à sepultura. Agora, pois, indo eu a teu servo, meu pai, e o moço não indo conosco, como a sua alma está atada com a alma dele, acontecerá que, vendo ele que o moço ali não está, morrerá; e teus servos farão descer as cãs de teu servo, nosso pai, com tristeza à sepultura. Porque teu servo se deu por fiador por este moço para com meu pai, dizendo: Se não to tornar, eu serei culpado a meu pai todos os dias. Agora, pois, fique teu servo em lugar deste moço por escravo de meu senhor, e que suba o moço com os seus irmãos. Porque como subirei eu a meu pai, se o moço não for comigo? Para que não veja eu o mal que sobrevirá a meu pai. Gênesis 44:16-34

c) A intercessão é o que podemos classificar como uma súplica por outro, orar humilde e incessantemente por outro, como fez Abraão, Samuel, Daniel, Neemias e tantos e tantos homens e mulheres de Deus, inclusive Jesus, que em sua oração sacerdotal projetou, estendeu a nós:

Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão de crer em mim; para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu, em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. João 17:20,21

E chegou-se Abraão, dizendo: Destruirás também o justo com o ímpio? Se, porventura, houver cinquenta justos na cidade, destruí-los-ás também e não pouparás o lugar por causa dos cinquenta justos que estão dentro dela? Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio; que o justo seja como o ímpio, longe de ti seja. Não faria justiça o Juiz de toda a terra? Então, disse o Senhor: Se eu em Sodoma achar cinquenta justos dentro da cidade, pouparei todo o lugar por amor deles. E respondeu Abraão, dizendo: Eis que, agora, me atrevi a falar ao Senhor, ainda que sou pó e cinza. Se, porventura, faltarem de cinquenta justos cinco, destruirás por aqueles cinco toda a cidade? E disse: Não a destruirei, se eu achar ali quarenta e cinco. E continuou ainda a falar-lhe e disse: Se, porventura, acharem ali quarenta? E disse: Não o farei, por amor dos quarenta. Disse mais: Ora, não se ire o Senhor, se eu ainda falar: se, porventura, se acharem ali trinta? E disse: Não o farei se achar ali trinta. E disse: Eis que, agora, me atrevi a falar ao Senhor: se, porventura, se acharem ali vinte? E disse: Não a destruirei, por amor dos vinte. Disse mais: Ora, não se ire o Senhor que ainda só mais esta vez falo: se, porventura, se acharem ali dez? E disse: Não a destruirei, por amor dos dez. E foi-se o Senhor, quando acabou de falar a Abraão; e Abraão tornou ao seu lugar. Gênesis 18:23-33 

d) O Clamor é literalmente um grito de socorro!

Então, Sansão clamou ao Senhor e disse: Senhor Jeová, peço-te que te lembres de mim e esforça-me agora, só está vez, ó Deus, para que de uma vez me vingue dos filisteus, pelos meus dois olhos. Juízes 16:28

e) A Reza é a repetição de palavras ditas por si mesmo ou a repetição das palavras de outro, como a oração de fulano de tal, do santo tal, etc. não confundir a perseverança nas orações como reza, persevera é uma coisa, veja o que disse Paulo (2 Coríntios 12:7-9) e o próprio Jesus em (Marcos 14:39 e Mateus 26:44).

13. O EXEMPLO DE JESUS, UMA VIDA DE ORAÇÃO

Há incontáveis orações, que vou listar no próximo tópico e último desse estudo, mas não poderíamos passar para nenhum outro, sem concluirmos o que é oração, com o maior exemplo de tudo e de todos, a vida exemplar de Jesus, e na oração ele foi inigualável! Paulo orou, Pedro, Tiago, Davi e todos os demais, nem sempre foram ouvidos, mas com Jesus era diferente “Eu bem sei que sempre me ouves” (João 11:42), e por que ele era sempre ouvido? Ele era ouvido porque, sempre fazia o que agradava a Deus, “eu faço sempre o que lhe agrada”. (João 8:29).

A vida exemplar de Jesus na oração é demonstrada em todos os estágios de seu ministério, início, meio e fim; listo abaixo algumas referências de oração da vida de oração Jesus, que orava em todo o tempo, em todas as situações e em todos os lugares.

Jesus orou chamando Deus de “Pai” (Mateus 6:9)

Jesus orou antes do convite, “Vinde a Mim” (Mateus 11:25-27)

Jesus orou depois da Alimentação dos 5.000 (Mateus 14:23)

Jesus orou pelos pequeninos (Mateus 19:13)

Jesus orou na ceia (Mateus 26:26-27)

Jesus orou no Getsêmane (Mateus 26:36,39,42,44.)

Jesus orou num lugar solitário (Marcos 1:35)

Jesus orou no seu batismo (Lucas 3:21)

Jesus orou no deserto (Lucas 5:16)

Jesus orou a noite inteira, antes de escolher os doze (Lucas 6:12)

Jesus orou em Cesaréia de Filipe (Lucas 9:18)

Jesus orou antes de sua transfiguração (Lucas 9:28-29)

Jesus orou ensinando a Oração Dominical (Lucas 11:1-4.)

Jesus orou por Pedro (Lucas 22:32)

Jesus orou na cruz (Lucas 23:34)

Jesus orou em Emaús (Lucas 24:30)

Jesus orou na alimentação dos 5.000 (João 6:11)

Jesus orou antes de ressuscitar a Lázaro (João 11:41-42)

Jesus orou no Templo (João 12:27-28)

Jesus orou pelos discípulos (João 17)

14. CONCLUSÃO

É de nossa inteira necessidade e responsabilidade conhecer e entender a importância da oração, mostrar que sem a oração, não é possível ter comunhão com Deus e, receber de Deus o que está preparado para nós.

Sempre me perguntei como pessoas que diziam ter uma vida de constante oração, continuam com os mesmos problemas, como não demonstram ou pouco demonstram os frutos da oração em sua vida cotidiana, em seus relacionamentos interpessoais, mas fica claro que isso é porque, ou não oram, ou oram sem entendimento, ignorando a exortação de Paulo, “Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento...” (1 Coríntios 14:15).

Espero e confiamos em Deus que o você tenha entendido que não existe espírito de oração, mas sim vida prática de oração no Espírito como disse Judas e Paulo “orando no Espírito Santo, (Judas 1:20), “orando em todo tempo com toda oração e súplica no Espírito” (Efésios 6:18); que você não se prenda a postura do corpo e sim do coração, embora eu entenda que de joelhos é melhor!

Quando nos dedicamos a oração, a vida jamais será desgastada naquilo que não é primordial para a vida santa e integra diante de Deus e dos homens, como bem sabemos, joelhos dobrados diante de Deus sinônimo é vida irrepreensível diante dos homens!

domingo, 29 de novembro de 2020

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO

A morte é uma tragédia, para muitos é o fim, para outros o começo, uma passagem, um caminho sem volta, sem fim e para todos, ela é o “rei dos horrores”, mas Jesus é o Rei dos reis e venceu a morte com sua morte; sendo Ele Rei dos reis, por um momento, esteve no império da morte, mas ela, a morte, não teve o poder, assim como ninguém tem o poder, de deter o Rei dos reis e Senhor dos senhores (Atos 2:24).

Por um momento, três dias, tudo o que fora dito por Jesus quando em seu ministério terreno, sumiu da mente dos discípulos, todas as boas palavras, ações, milagres, sinais, maravilhas desvaneceram e como o mesmo Jesus disse, esse momento causaria dor, tristeza e perplexidade!

Um pouco, e não me vereis; e outra vez um pouco, e ver-me-eis, porquanto vou para o Pai. Então, alguns dos seus discípulos disseram uns para os outros: Que é isto que nos diz: Um pouco, e não me vereis, e outra vez um pouco, e ver-me-eis; e: Porquanto vou para o Pai? Diziam, pois: Que quer dizer isto: um pouco? Não sabemos o que diz. Conheceu, pois, Jesus que o queriam interrogar e disse-lhes: Indagais entre vós acerca disto que disse: um pouco, e não me vereis, e outra vez um pouco, e ver-me-eis? Na verdade, na verdade vos digo que vós chorastes e vos lamentareis, e o mundo se alegrará, e vós estareis tristes; mas a vossa tristeza se converterá em alegria. Assim também vós, agora, na verdade, tendes tristeza; mas outra vez vos verei, e o vosso coração se alegrará, e a vossa alegria, ninguém vo-la tirará”. (João 16:16-20, 22).

A ressureição de Cristo é um marco da nossa fé, Paulo deixa isso bem claro aos crentes da Igreja que estava em Corinto, “E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé”. (1 Coríntios 15:14), logo, não acreditar na ressureição de Cristo é prontamente negar a eficácia da fé para a salvação, como bem disse o apostolo Paulo aos crentes da Igreja que estava em Roma, a saber: Se, com a tua boca, confessares ao Senhor Jesus e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo”. (Romanos 10:9), assim sendo a ressurreição não pode de maneira alguma sair dos nossos púlpitos, das ministrações, da mente e nem do coração de cada servo de Deus!

Podemos dividir o ministério de Cristo em diversas partes, teólogos e eruditos vivem listando sistematicamente cada passo do Salvador em seu ministério terreno, mas quero aqui trazer o trecho final do ministério terreno de Cristo Jesus, de forma devocional trazer a memória a importância, as evidencias Bíblicas e o poder da ressurreição.

A IMPORTANCIA DA RESSURREIÇÃO

Sem a ressurreição, a Igreja não estaria de pé, sem a ressurreição toda pregação é vã, sem a ressurreição o Cristianismo é uma farsa, ele não existiria, sem a ressurreição a Bíblia é um livro comum, qualquer, mas ELE RESSUSCITOU! Glorias a Deus!

Porque Jesus ressuscitou, a sepultura não é nosso último endereço;

Porque Jesus ressuscitou, andamos para os céus;

Porque Jesus ressuscitou, com Ele reinaremos;

Porque Jesus ressuscitou, Ele é a garantia de nossa eterna salvação;

Porque Jesus ressuscitou, em todas as coisas somos mais que vencedores;

Porque Jesus ressuscitou, há recompensa para nosso trabalho;

Porque Jesus ressuscitou, jamais estremos sós;

Porque Jesus ressuscitou, não desanimamos;

Porque Jesus ressuscitou, não desfalecemos;

Porque Jesus ressuscitou, não desistimos;

Porque Jesus ressuscitou, não somos vencidos;

Porque Jesus ressuscitou, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus;

Porque Jesus ressuscitou, nos gloriamos nas tribulações;

Porque Jesus ressuscitou, nossa esperança é viva;

Porque Jesus ressuscitou, nossa fé é fundamentada e eficaz;

Porque Jesus ressuscitou, nossa pregação é poderosa;

Porque Jesus ressuscitou, nosso testemunho é valido;

Porque Jesus ressuscitou, nossos frutos são dignos de arrependimento;

Porque Jesus ressuscitou, nossos pecados foram perdoados;

Porque Jesus ressuscitou, o Espirito testifica em nosso coração que somos filhos de Deus;

Porque Jesus ressuscitou, o evangelismo é eficaz;

Porque Jesus ressuscitou, o homem não tem a última palavra;

Porque Jesus ressuscitou, o pecado não tem mais domínio sob os que vivem pelo Espirito;

Porque Jesus ressuscitou, o seu poder se aperfeiçoa em nossa fraqueza;

Porque Jesus ressuscitou, oramos com fé e somos respondidos;

Porque Jesus ressuscitou, os mártires e missionários não morreram em vão;

Porque Jesus ressuscitou, os que ficarmos vivos, quando da sua vinda, seremos arrebatados e transformados;

Porque Jesus ressuscitou, os que morreram por amor a Ele, ressuscitarão;

Porque Jesus ressuscitou, temos ousadia para falar do seu amor;

Porque Jesus ressuscitou, temos paz e comunhão com Deus;

Porque Jesus ressuscitou, temos um advogado junto ao Pai;

Porque Jesus ressuscitou, todas as coisas cooperam para o nosso bem;

Porque Jesus ressuscitou, vivemos para a gloria dEle;

Porque Jesus ressuscitou, o tumulo permanece vazio, pois escrito lá está: “Não está aqui, porque já ressuscitou!

Glorias a Deus!

AS EVIDENCIAS BIBLICAS DA RESSURREIÇÃO

Nem o nascimento, ministério, morte e ressurreição de Cristo foram um acidente ou surpresa, um ato do acaso, pois tanto no Antigo Testamento, como no Novo Testamento, a ressurreição de Cristo foi anunciada, no AT Davi inspirado escreveu “Porque tu não me abandonarás no sepulcro, nem permitirás que o teu santo sofra decomposição. Tu me farás conhecer a vereda da vida, a alegria plena da tua presença, eterno prazer à tua direita”. (Salmos 16:10,11), enquanto em vida, o próprio Jesus notificara os discípulos varias vezes, mas eles pareciam não “acreditar” no que Jesus lhes falava no tocante a essa condição de morrer e ressuscitar.

No período ministerial de Jesus com os discípulos, existiam várias ramificações do Judaísmo, uns acreditavam na ressurreição e outros a negavam, quando da morte e ressurreição de Jesus estes grupos se uniram para negar, não somente a morte, mas também e principalmente a ressurreição de Jesus, mas porquê? Incredulidade? Tradição? A cultura da época era influenciada pelo pensamento filosófico grego, que acreditava na imortalidade da alma, mas negava veementemente a ressurreição do corpo! Mas não era somente por isso, como disse acima, sem a ressurreição de Jesus, um fato que Ele por diversas vezes falou em público, tudo o que Ele era, fez ou disse que aconteceria, cairiam em descredito, veja o que fizeram esses religiosos fizeram antes da ressurreição:

E, no dia seguinte, que é o dia depois da Preparação, reuniram-se os príncipes dos sacerdotes e os fariseus em casa de Pilatos, dizendo: Senhor, lembramo-nos de que aquele enganador, vivendo ainda, disse: Depois de três dias, ressuscitarei. Manda, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança até ao terceiro dia; não se dê o caso que os seus discípulos vão de noite, e o furtem, e digam ao povo: Ressuscitou dos mortos; e assim o último erro será pior do que o primeiro. E disse-lhes Pilatos: Tendes a guarda; ide, guardai-o como entenderdes. E, indo eles, seguraram o sepulcro com a guarda, selando a pedra”. (Mateus 27:62-66)

E o que fizeram após a ressurreição:

E, quando iam, eis que alguns da guarda, chegando à cidade, anunciaram aos príncipes dos sacerdotes todas as coisas que haviam acontecido. E, congregados eles com os anciãos e tomando conselho entre si, deram muito dinheiro aos soldados, ordenando: Dizei: Vieram de noite os seus discípulos e, dormindo nós, o furtaram. E, se isso chegar a ser ouvido pelo governador, nós o persuadiremos e vos poremos em segurança. E eles, recebendo o dinheiro, fizeram como estavam instruídos. E foi divulgado esse dito entre os judeus, até ao dia de hoje. E os onze discípulos partiram para a Galileia, para o monte que Jesus lhes tinha designado”. (Mateus 28:11-16)

A tentativa ardilosa de negar a ressurreição de Jesus naufragou nas muitas evidencias da aparição de Jesus aos olhos dos discípulos, Paulo faz um resumo destas muitas aparições:

Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, e que foi visto por Cefas e depois pelos doze. Depois, foi visto, uma vez, por mais de quinhentos irmãos, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormem também. Depois, foi visto por Tiago, depois, por todos os apóstolos e, por derradeiro de todos, me apareceu também a mim, como a um abortivo”. (1 Coríntios 15:3-8).

Não importa a negação dos religiosos da época, nem a incredulidade do homem natural, Jesus ressuscitou e somos frutos dessa vitória!

O PODER DA RESSURREIÇÃO

A ressurreição de Cristo é um fato teológico, sociológico, histórico! É exatamente depois de sua ressurreição que os discípulos inflamaram os corações e saíram destemidos, fortes e revestidos de poder, sem temer a morte, aos açoites, a espada, anunciando o Cristo, O Filho do Deus Vivo e essa é a primeira mensagem pregada por Pedro, no dia de pentecostes:

Pedro, porém, pondo-se em pé com os onze, levantou a voz e disse-lhes: Varões judeus e todos os que habitais em Jerusalém, seja-vos isto notório, e escutai as minhas palavras. Varões israelitas, escutai estas palavras: A Jesus Nazareno, varão aprovado por Deus entre vós com maravilhas, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis; a este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, tomando-o vós, o crucificastes e matastes pelas mãos de injustos; ao qual Deus ressuscitou, soltas as ânsias da morte, pois não era possível que fosse retido por ela. Porque dele disse Davi: Sempre via diante de mim o Senhor, porque está à minha direita, para que eu não seja comovido; por isso, se alegrou o meu coração, e a minha língua exultou; e ainda a minha carne há de repousar em esperança. Pois não deixarás a minha alma no Hades, nem permitirás que o teu Santo veja a corrupção. Fizeste-me conhecidos os caminhos da vida; com a tua face me encherás de júbilo. Varões irmãos, seja-me lícito dizer-vos livremente acerca do patriarca Davi que ele morreu e foi sepultado, e entre nós está até hoje a sua sepultura. Sendo, pois, ele profeta e sabendo que Deus lhe havia prometido com juramento que do fruto de seus lombos, segundo a carne, levantaria o Cristo, para o assentar sobre o seu trono, nesta previsão, disse da ressurreição de Cristo, que a sua alma não foi deixada no Hades, nem a sua carne viu a corrupção. Deus ressuscitou a este Jesus, do que todos nós somos testemunhas. De sorte que, exaltado pela destra de Deus e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ouvis. Porque Davi não subiu aos céus, mas ele próprio diz: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, até que ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés. Saiba, pois, com certeza, toda a casa de Israel que a esse Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo. Ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, varões irmãos? E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar. E com muitas outras palavras isto testificava e os exortava, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa. De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e, naquele dia, agregaram-se quase três mil almas”. (Atos 2:14, 22-41)

Há inúmeros outros relatos no NT que provam a eficácia do poder do Evangelho (Romanos 1:16), mas é inegável que isso só foi possível pela ressurreição; não podemos deixar de dizer que a ressurreição é ponto crucial tanto na construção do Evangelho como na propagação do mesmo! Analisemos o poder da ressurreição da perspectiva de Lucas ao citar com exclusividade a história de dois discípulos (dissidentes? Frustrados? Desesperados? Desmotivados?) no caminho de Emaús:

E eis que, no mesmo dia, iam dois deles para uma aldeia que distava de Jerusalém sessenta estádios, cujo nome era Emaús. E iam falando entre si de tudo aquilo que havia sucedido. E aconteceu que, indo eles falando entre si e fazendo perguntas um ao outro, o mesmo Jesus se aproximou e ia com eles. Mas os olhos deles estavam como que fechados, para que o não conhecessem. E ele lhes disse: Que palavras são essas que, caminhando, trocais entre vós e por que estais tristes? E, respondendo um, cujo nome era Cleopas, disse-lhe: És tu só peregrino em Jerusalém e não sabes as coisas que nela têm sucedido nestes dias? E ele lhes perguntou: Quais? E eles lhe disseram: As que dizem respeito a Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo; e como os principais dos sacerdotes e os nossos príncipes o entregaram à condenação de morte e o crucificaram. E nós esperávamos que fosse ele o que remisse Israel; mas, agora, com tudo isso, é já hoje o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram. É verdade que também algumas mulheres dentre nós nos maravilharam, as quais de madrugada foram ao sepulcro; e, não achando o seu corpo, voltaram, dizendo que também tinham visto uma visão de anjos, que dizem que ele vive. E alguns dos que estavam conosco foram ao sepulcro e acharam ser assim como as mulheres haviam dito, porém, não o viram. E ele lhes disse: Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! Porventura, não convinha que o Cristo padecesse essas coisas e entrasse na sua glória? E, começando por Moisés e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras. E chegaram à aldeia para onde iam, e ele fez como quem ia para mais longe. E eles o constrangeram, dizendo: Fica conosco, porque já é tarde, e já declinou o dia. E entrou para ficar com eles. E aconteceu que, estando com eles à mesa, tomando o pão, o abençoou e partiu-o e lho deu. Abriram-se-lhes, então, os olhos, e o conheceram, e ele desapareceu-lhes. E disseram um para o outro: Porventura, não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava e quando nos abria as Escrituras? E, na mesma hora, levantando-se, voltaram para Jerusalém e acharam congregados os onze e os que estavam com eles, os quais diziam: Ressuscitou, verdadeiramente, o Senhor e já apareceu a Simão. E eles lhes contaram o que lhes acontecera no caminho, e como deles foi conhecido no partir do pão”. (Lucas 24:13-35).

A singularidade desse relato é também de sublime revelação para a construção do nosso pensamento que “sem a ressurreição de Jesus, nada teria sentido”; não teria sentido a Santa Ceia, nem o batismo, nem a comunhão, nem as orações, nada, sem a ressurreição não existiria razão para nossa fé.

O texto de Lucas, mostra-nos dois discípulos, antes da “revelação da ressurreição” aos seus entendimentos, eles saiam de Jerusalém e conforme versículo 16, eles estavam sem reconhecer Jesus, na versão da linguagem de hoje, diz que “alguma coisa não deixou que eles o reconhecessem” o que impedia os discípulos de enxergarem Jesus ao seu lado?

O que impedia os discípulos de compreenderem a grandeza da presença de Jesus?

Teria Jesus estado ao lado deles de forma corpórea diferente do que era antes da crucificação? Não! Veja o texto: “o mesmo Jesus se aproximou e ia com eles“.

Teria o corpo de Cristo se regenerado após o flagelo e agonia da cruz? Não! Veja o texto: “Depois disse a Tomé: Põe aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; e chega a tua mão, e põe-na no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente” (João 20:27).

O que impedia os discípulos de enxergara Jesus ao seu lado é que eles não tinham os olhos fixos em Jesus, “Olhando para Jesus, autor e consumador da fé” (Hebreus 12:2), a fé deles ou melhor a expectativa deles está claramente distorcida: “nós esperávamos que fosse ele o que remisse Israel; mas, agora, com tudo isso, é já hoje o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram”, nossos olhos se fecham para as coisas do Espirito quando voltamos os olhos para as coisas temporais, Jesus havia lhes ensinado que: “O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui” (João 18:36).

Vendo, Jesus, que eles não compreenderam todos os ensinamentos e advertências quando com eles, mais uma vez usou as palavras que lhes já antes lhes tinha anunciado “...começando por Moisés e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras...”; a falta de fé nas promessas de Deus, nos desvia do Caminho, mas a graças de Deus, que é Jesus, sempre nos busca, nós pecadores; a fé que lhes faltavam na promessa da ressurreição, foi afundada no mar do descontentamento, no mar da decepção, da frustação, no medo do poder do império romano que acabara de crucificar a Jesus; a tristeza que inundava o coração desiludido e cego, que fora predito por Jesus em João 16 (citado na introdução) estava sendo consumida aos poucos pelo ardor da Palavra que de Jesus eles ouviam “Porventura, não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava e quando nos abria as Escrituras?“.

É nesse texto que a ressurreição, mostra toda sua importância, seu poder, exemplificando o que precisamos para continuarmos no Caminho, primeiro, a presença de Jesus “o mesmo Jesus se aproximou e ia com eles”, segundo, a Palavra de Jesus “E ele lhes disse... explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras”, terceiro, a comunhão com Jesus “E entrou para ficar com eles. E aconteceu que, estando com eles à mesa, tomando o pão, o abençoou e partiu-o e lho deu”.

A presença de Jesus não lhes abriu os olhos, as palavras de Jesus não lhes abriram os olhos, mas a comunhão, obra de Jesus fez isso, “E aconteceu que, estando com eles à mesa, tomando o pão, o abençoou e partiu-o e lho deu. Abriram-se-lhes, então, os olhos, e o conheceram” temos aqui uma verdade, os sentidos podem nos enganar, mas o exemplo jamais passara despercebido!

Ao perceberem a magnificência da experiência real que tiverem, impactados pela ressurreição de Jesus, pasme, na mesma hora, levantando-se, voltaram para Jerusalém”, mas não era “...tarde, e já declinou o dia?” Sim, era tarde! Sim, eles já tinham andado 11 quilômetros de distância de Jerusalém! Sim, mas agora eles não estavam mais tristes, cansados, desmotivados, e porquê? Porque aconteceu que entenderam a urgência da obra de Deus, e quando isso entendemos, nada deixamos para amanhã, o tempo é hoje!

Ao retornarem eles encontram “congregados os onze e os que estavam com eles, os quais diziam: Ressuscitou, verdadeiramente, o Senhor e já apareceu a Simão”. Você consegue perceber a riqueza do texto de Lucas? Os onze escolhidos apóstolos, estavam em Jerusalém, as mulheres no sepulcro já tinham visto Jesus, Pedro também, entre eles a notícia era, JESUS ESTÁ VIVO, mas eles não sabiam, continuavam em seu caminho, cabisbaixos e pensativos, errantes, distanciando-se da congregação, mas Jesus os buscou, não mandou um anjo, nem lhes deu uma revelação no caminho como a Paulo, “o mesmo Jesus” apareceu a eles, e lhes trouxe de volta a congregação!

Glorias a Deus!

Pelo Poder da ressurreição, escolherem Matias para o lugar de Judas (Atos 1:22), os discípulos foram batizados com o Espirito Santo e Pedro discursou convertendo aproximadamente 3 mil almas em (Atos 2), fez Pedro e João orar e curar o paralitico (Atos 3), Pedro e João testemunhar firmemente perante o sinédrio (Atos 4), os discípulos repartirem seus bens para que ninguém tivesse dificuldades (Atos 4:32-37), Instituíram os diáconos (Atos 6), Estevão não se calar e ser martirizado (Atos 7), Filipe levar o Evangelho a Samaria (Atos 8), pelo poder da ressurreição, Paulo se converteu no caminho de Damasco (Atos 9) e todos os demais atos descritos no livro de Atos, são resultados do poder da Ressurreição!

Por mais que tentem, a RESSURREIÇÃO DE JESUS é algo real, é o gás, o combustível dessa chama que arde desde o pentecoste, que incendeia mortais, indoutos e iletrados a inundar o mundo com a Palavra de Deus, no poder do Evangelho!

Jesus morreu pela sua obra e ressuscitou para sua obra; permaneçamos firmes, pois se morrermos com Ele, também com Ele reinaremos. JESUS VIVE, pois da sepultura saiu, e para o céu Ele voltou, subiu triunfante! Ressuscitou! Ressurgiu, venceu a morte e o seu “poder” e recebido nós céus, agora sentado adestra de Deus Pai continua intercedendo por nós!

Concluímos com as palavras de Paulo:

Ora, se se prega que Cristo ressuscitou dos mortos, como dizem alguns dentre vós que não há ressurreição de mortos? E, se não há ressurreição de mortos, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé. E assim somos também considerados como falsas testemunhas de Deus, pois testificamos de Deus, que ressuscitou a Cristo, ao qual, porém, não ressuscitou, se, na verdade, os mortos não ressuscitam. Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. E também os que dormiram em Cristo estão perdidos. Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens. Mas, agora, Cristo ressuscitou dos mortos e foi feito as primícias dos que dormem. Porque, assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem. Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo. Mas cada um por sua ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda. Depois, virá o fim, quando tiver entregado o Reino a Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo império e toda potestade e força. Porque convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés”. (1 Coríntios 15:11-25)