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terça-feira, 10 de janeiro de 2017

PASSIVO PROATIVO OU ATIVO REATIVO

Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer. Lucas 17:10

Quando pensamos em classificação, sempre incluímos o ser humano! É fato que há uma classificação natural quando falamos do homem, classificado somos quanto ao sexo, cor da pele, dos olhos, cabelo, altura e etc. são coisas que não tivemos escolhas e que por elas jamais deveríamos sofrer qualquer tipo de preconceito.

Classificamos tudo, quer no trabalho, quer na igreja, quer na escola e nesse tudo, temos as pessoas reativas e as proativas, uma sempre se opõe a outra e assim quase sempre encontramos equilíbrio em nosso meio, mas é bem verdade que as proativas são bem mais fácil de lidar ou menos difícil (depende como se analisa e de quem analisa)!

Para cada situação que vivenciamos todos nós temos uma reação, ação, postura diferente, isso depende muito de como somos (caráter, temperamento), como aprendemos (formação familiar) e como fomos ensinados (formação educacional, secular e acadêmica)!

As reativas pensam e atuam dentro de padrões de causa e efeito “é o chamado, é dando que se recebe”; estão sempre com a desculpa pronta quando cometem um erro, “- a culpa não foi minha“ e assim transferem a responsabilidade ("síndrome do Éden"), em vez de assumir e aprender com o erro, com isso, estão sempre se “sentindo vítima” da situação; Elas acham-se vítimas do azar, quando quase sempre são os reais culpados por sua covardia; são mestres nas desculpas, esquecendo-se que as muitas desculpas nos levam ao lugar da mediocridade; quando prometem, não cumprem e vivem pautados na jactância declarando “não sou pior que ninguém, mas tem muitos piores que eu”; são impacientes, não esperam nem a sua vez de responder; são do contra, discordam até do que não tem pleno conhecimento; estão sempre focado no seu resultado pessoal “eu fiz minha parte” esquecendo-se do todo; nem sempre estão abertas as novas formas de aprendizagem por conta das velhas práticas, gabando-se de sua experiência passada e às vezes ultrapassada dizem, “sempre fiz assim”; quase sempre as pessoas reativas são parte do problema, focadas na individualidade e não na coletividade, são exímios apontadores de erros e não de da solução!

Mas inevitavelmente, precisamos conviver com elas e precisamos aprender a viver com elas; em contra partida temos as pessoas proativas, estes não se deixam influenciar pela negatividade das reativas e em meio a tudo isso agem de forma a preservar a harmonia, direcionam suas forças e boas ações e pensamentos ao bem e senso comum, à unidade, iluminam tudo e a todos a seu redor.

Nunca se sentem vítimas das circunstancias; escolhem com sabedoria as coisas que podem influir para uma mudança significativa que atenda a coletividade, mesmo tendo perda individual; elas também comentem erros e dizem de si mesma “Enganei-me“, aprendendo com o erro; entende quem a adversidade é um mestre e, o bom mesmo é “o bom no ruim”; elas sabem que o resultado das coisas não depende somente si, mas que deve dedicar-se completamente, comprometendo-se, dando sua palavra e cumprido o que prometeu; enxergando que precisa sempre melhorar; ouvir sempre, não responde imediatamente, não se antecipa, não causa um problema para resolver outro, mas compreende e responde, não tem vergonha em dizer que não sabe, mas sim, vergonha de dizer que sabe sem saber; respeita os que sabem mais e procura aprender algo com eles.

O proativo sente-se responsável por algo mais que o seu trabalho; estão sempre em busca de novas ferramentas e meios, entendendo que sempre tem uma melhor forma de fazer tal atividade, eles são parte da solução do problema e não a causa, sua visão não está focada em sua atividade individual, mas na coletividade, de nada adiantará ele terminar a atividade se todos não terminarem; o senso de coletividade supera a individualidade estando sempre em busca da excelência pelo trabalho em equipe!


- Gustavo

segunda-feira, 23 de junho de 2014

SEPULCRO CAIADO


Talvez você não esteja familiarizado com a expressão sepulcro caiado, mas isso é uma figura de linguagem para dizer “Tens nome de que vives, e estás morto. (Apocalipse 3:1)”; dentre tantas expressões que Cristo utilizou para personificar religiosos da época, talvez a que mais se encaixe nos dias atuas para os religiosos de hoje seja essa!

Sepulcros caiados literalmente falando é uma alusão ao tumulo de alguém, a lápide é linda, mas dentro tem um morto; então espiritualmente falando, é todo aquele que “tendo aparência de piedade...” com suas obras vivem “...negando a eficácia dela...” logo “...Destes afasta-te. (2 Timóteo 3:5). ”

Meditemos o que disse Jesus em (Mateus 23:1-33):

Então falou Jesus à multidão, e aos seus discípulos, dizendo: Na cadeira de Moisés estão assentados os escribas e fariseus. Todas as coisas, pois, que vos disserem que observeis, observai-as e fazei-as; mas não procedais em conformidade com as suas obras, porque dizem e não fazem; pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles, porém, nem com seu dedo querem movê-los; e fazem todas as obras a fim de serem vistos pelos homens; pois trazem largos filactérios (Pergaminho em que estavam escritos os mandamentos da lei e que os judeus traziam consigo), e alargam as franjas das suas vestes, e amam os primeiros lugares nas ceias e as primeiras cadeiras nas sinagogas, e as saudações nas praças, e o serem chamados pelos homens; Rabi, Rabi (mestre). Vós, porém, não queirais ser chamados Rabi, porque um só é o vosso Mestre, a saber, o Cristo, e todos vós sois irmãos. E a ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus. Nem vos chameis mestres, porque um só é o vosso Mestre, que é o Cristo. O maior dentre vós será vosso servo. E o que a si mesmo se exaltar será humilhado; e o que a si mesmo se humilhar será exaltado. Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que fechais aos homens o reino dos céus; e nem vós entrais nem deixais entrar aos que estão entrando. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que devorais as casas das viúvas, sob pretexto de prolongadas orações; por isso sofrereis mais rigoroso juízo. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito (novo convertido ao judaísmo); e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós. Ai de vós, condutores cegos! Pois que dizeis: Qualquer que jurar pelo templo, isso nada é; mas o que jurar pelo ouro do templo, esse é devedor. Insensatos e cegos! Pois qual é maior: o ouro, ou o templo, que santifica o ouro? E aquele que jurar pelo altar isso nada é; mas aquele que jurar pela oferta que está sobre o altar, esse é devedor. Insensatos e cegos! Pois qual é maior: a oferta, ou o altar, que santifica a oferta? Portanto, o que jurar pelo altar, jura por ele e por tudo o que sobre ele está; e, o que jurar pelo templo, jura por ele e por aquele que nele habita; e, o que jurar pelo céu, jura pelo trono de Deus e por aquele que está assentado nele. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas. Condutores cegos! Que coais um mosquito e engolis um camelo. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que limpais o exterior do copo e do prato, mas o interior está cheio de rapina e de intemperança. Fariseu cego! Limpa primeiro o interior do copo e do prato, para que também o exterior fique limpo. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia. Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas interiormente estais cheios de hipocrisia e de iniquidade. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que edificais os sepulcros dos profetas e adornais os monumentos dos justos, e dizeis: Se existíssemos no tempo de nossos pais, nunca nos associaríamos com eles para derramar o sangue dos profetas. Assim, vós mesmos testificais que sois filhos dos que mataram os profetas. Enchei vós, pois, a medida de vossos pais. Serpentes, raça de víboras! Como escapareis da condenação do inferno?

Sem nos atermos as implicações culturais da época que Jesus falou, vamos pensar nos dias atuais, que assim como no tempo de Jesus está em declínio moral e principalmente espiritual, o qual não nos espanta, pois, a profecia bíblica já previa isso “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará. (Mateus 24:12)” assim sendo, precisamos fazer o que Paulo exortou a Timóteo “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem. (1 Timóteo 4:16)”.

O que ora me disponho a escrever, faço ciente do que Paulo disse aos coríntios “Examine-se, pois, o homem a si mesmo..., ...porque, se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados. Mas, quando somos julgados, somos repreendidos pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo. (1 Coríntios 11:28, 31-32)

Assim como nos dias de Jesus temos muitos que se julgam isentos do juízo vindouro, não sei eu o que eles pensam sobre isso, pois o julgamento que está por vir é como bem falou Pedro “Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e, se primeiro começa por nós, qual será o fim daqueles que são desobedientes ao evangelho de Deus? (1 Pedro 4:17)”. No texto que cito de Pedro, ele fala de duas classes de pessoas, os que obedecem (serão julgados) e os que desobedecem ao evangelho de Deus (também serão julgados)! Estes que desobedecem é obvio que são os que não conheceram ou conheceram a Cristo como Senhor e Salvado e o abandonaram “...amando o presente século.... (2 Timóteo 4:10)” logo “...de novo crucificam o Filho de Deus, e o expõem ao vitupério. (Hebreus 6:6)” quem isso faz e/ou fez “...depois de terem escapado das corrupções do mundo, pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, forem outra vez envolvidos nelas e vencidos, tornou-se lhes o último estado pior do que o primeiro. (2 Pedro 2:20)” e “Deste modo sobreveio-lhes o que por um verdadeiro provérbio se diz: O cão voltou ao seu próprio vômito, e a porca lavada ao despojadouro de lama. (2 Pedro 2:22)”.

Este juízo está determinado “Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos. (Atos 17:31)”, logo todos os que vivem na dimensão do espirito e agradam assim a Deus, não se preocupam com este juízo, haja vista o julgamento do cristão seja para lhe recompensar e não condenar “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal. (2 Coríntios 5:10)”. É importante analisar que Deus julgará não somente as obras, mas também as intenções!

Porque estamos falando de juízo, julgamento? Pelo simples fato de tudo o que falamos, fazemos ou até mesmo intentamos fazer, mesmo que não façamos, será julgado! Quem dera que todos os salvos buscassem com zelo os melhores dons, pois hoje em dia, as aparências mais do que nunca enganam, mas se tivéssemos o dom de discernimento dos espíritos, teríamos muito, mas muito menos problemas no ceio da igreja! Quantas batalhas ganharíamos? Quantas lutas evitaríamos! Mas já que não temos, temos que observar, observar e nos guarda para que não caíamos no mesmo erro que eles!

Sem a ajuda de Deus, é difícil descobrir um fariseu atual, pois eles têm muitas e aparentes, qualidades; vede que Jesus começa a transcorrer sobre a autoridade que eles tinham na sinagoga (que era considerada o elemento central da cultura e religião judaicas na época, assim como é o templo hoje para os crentes); segundo Flávio Josefo, historiador judeu, na sinagoga de Tiberíades, região situada às margens do mar da Galileia (João 6.1), havia reuniões de natureza política, isso implica dizer, que eles usavam de sua autoridade religiosa para inferir na sociedade em todas as suas esferas! Não é diferente hoje, mas é diferente do padrão que Deus delineia para os lideres, isso tanto na igreja primitiva como para a igreja que vivemos, os discípulos se preocupavam em perseverar na oração e no ministério da palavra, nada além disso, está também deve ser a nossa preocupação, atribuindo a isso a assistência que os discípulos tinham como o partir do pão!

Acompanhando atentamente poderemos perceber características que denunciam estes fariseus, veja que Jesus destaca, “dizem, mas não fazem”, na verdade isso expõe o seu coração, pregam o que não vivem e não vivem o que pregam! Este tipo de pessoa gosta de dar trabalho, mas não de trabalhar, “põem cargas, mas não movem um dedo”, e quando fazem alguma coisa é para “serem vistos pelos homens”, querem ser evidencia, receber as horas, quando o verdadeiro cristão vive e prega para si “É necessário que ele cresça e que eu diminua. (João 3:30)”.

Na verdade, Deus há de separar o joio do trigo, pois “Por isso os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos. (Salmos 1:5)”, mesmo tendo aparência de piedade (2 Timóteo 3:5), as suas obras negam a mesma, e isso é fato, pois um fariseu consegue jejuar duas vezes na semana, ofertar com abundancia, louvar com louvor, orar eloquentemente, mas não consegue deixar de odiar, perdoar, acabar com a fofoca e de olhar para o as coisas alheias! Falar dos outros é fácil, mas de si mesmo como bem falou Paulo “Examine-se, pois, o homem a si mesmo... (1 Coríntios 11:28) ”?

Quantos de nós não somos assim, ainda que por um momento? Cuidado, será que não somos assim como eles um sepulcro caiado? Oramos e não vigiamos, cantamos e não adoramos, dizemos que amamos, mas não perdoamos, contribuímos do que nos sobra e não do que somos, lisonjeamos e desrespeitamos, somos incontinentes! Examinemo-nos e consideremos que o fim de todas as coisas vem! Não devemos ser sepulcros, nem muito menos caiados, devemos ser uma fonte que jorra para a vida eterna!

Gustavo Clemente