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quarta-feira, 7 de agosto de 2024

MANTENDO A PUREZA CRISTÃ NO MUNDO CONTAMINADO

Descreva-se em cinco palavras! Consegue? A resposta deveria ser "SANTO"! Mas, para assim nos definirmos, temos que passar pelo processo da santificação, que é o aperfeiçoamento gradual do ser humano. Nele, nos aproximamos do caráter divino e nos afastamos do pecado, com o fim de alcançar a salvação e, portanto, a santidade.

  1. O que é ser santo?

  2. Quando você pensa em Deus, qual a primeira coisa que lhe vem à mente?

  3. A santificação é trabalho nosso ou de Deus?

  4. Você alguma vez buscou a santidade pessoal?

  5. Você já sonhou em ser santo?

  6. Em que área da sua vida você demonstra santidade diariamente?

Fique tranquilo, Deus não espera que façamos tudo sozinhos. Ele nos concede sua graça e o Espírito Santo para que estejam ao nosso lado, nos dando poder para caminhar segundo a sua vontade.

1. A SANTIDADE NOS CHAMA A SERMOS COMO DEUS: (1 PEDRO 1:15-16)

Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver; Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo.

2. A SANTIDADE COMO ESTILO DE VIDA: (HEBREUS 12:14)

Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.

3. A SANTIDADE NÃO EXIGE DE NINGUÉM, EXIGE DE NÓS MESMOS: (1 TIMÓTEO 4:16)

Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem.

4. A SALVAÇÃO QUE HÁ EM NÓS GERA BONS COSTUMES: (MARCOS 5:1-15)

Na verdade, depois que me converti, tive arrependimento; e depois que fui instruído, bati na minha coxa; fiquei confuso, e também me envergonhei; porque suportei o opróbrio da minha mocidade. (Jeremias 31:19)

Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. (2 Coríntios 5:17)

5. CULTIVE BONS COSTUMES: (1 CORÍNTIOS 10:32)

Um homem tinha um leopardo de estimação. Um dia, o leopardo estava lambendo a mão dele quando um dos seus dentes raspou na mão; o leopardo, saboreando o gosto de sangue, virou e atacou, matando-o. Talvez você não fosse irresponsável a ponto de criar um animal tão perigoso. Mas, você pode estar criando algo mais perigoso ainda se alimenta hábitos ou amizades ou contatos com pessoas ou situações que podem acabar com sua vida espiritual.

Você está criando um animal de estimação perigoso?

6. DEUS VAI ME IMPEDIR DE PECAR (SERÁ?)

Você já brincou com a tentação? Está enfrentando uma tentação? Então, não pense: “Se Deus não quiser que eu faça isso, Ele vai me parar.” Já vi gente que orava assim: “Ó Senhor, se eu realmente não devo ir para aquela festa ou sair com tal rapaz, então o impeça de chegar aqui ou me faça parar no caminho.” A Bíblia não diz que Deus sempre nos dará força para resistir?

Em 1 Coríntios 10:13, lemos: “Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar.”

7. “É SÓ UMA VEZ.”

A primeira vez pode ser também a última para sua condenação.

Quantas vezes Davi cometeu adultério? Uma só vez!

O adultério de Davi, uma só vez, levou às seguintes consequências:

  1. Uma outra pessoa foi levada a pecar – Bate-Seba;
  2. O marido dela, Urias, foi assassinado;
  3. A morte do filho de Davi, o filho de Bate-Seba;
  4. A briga entre os filhos de Davi sobre uma mulher;
  5. A morte dos filhos de Davi;
  6. O povo de Deus ficou dividido entre Absalão e Davi.

Tudo isso veio como resultado de apenas um pecado. Sua primeira vez com alguns pecados pode ser sua última:

  1. É com o primeiro copo de bebida que o alcoólatra começa sua queda para o vício. Não foi o último copo que o destruiu, mas o primeiro.

8. QUAL É A VONTADE DE DEUS PARA MINHA VIDA? (1 TESSALONICENSES 4:3 / HEBREUS 12:6-10)

9. A SANTIDADE NOS QUER POR COMPLETO: (1 REIS 20:1-4 / JOÃO 17:10)

“Teu sou eu e tudo quanto tenho.”

“E todas as minhas coisas são tuas, e as tuas coisas são minhas.”

10. A TRÍPLICE SANTIFICAÇÃO DO CRENTE

a. Santificação Posicional (Hebreus 10:10; Colossenses 2:10; 1 Coríntios 6:11): é completa e perfeita, ou seja, o crente pela fé torna-se santo “em Cristo”. A santidade do Senhor passa a ser a nossa santidade (1 João 4:17b).

b. Santificação Progressiva: é a santificação prática, aplicada ao viver diário do crente. Nesse aspecto, a santificação do crente pode ser aperfeiçoada (2 Coríntios 7:1). Os crentes mencionados em Hebreus 10:10 já haviam sido santificados, e continuavam sendo santificados (vv.10,14 - ARA); (1 Pedro 1:15).

O Lado Divino da Santificação Progressiva: São meios que o Senhor utiliza para nos santificar no nosso viver diário. Esses recursos divinos são:

  1. O Sangue de Jesus Cristo (Hebreus 13:12; 1 João 1:7,9);
  2. A Palavra de Deus (Salmo 12:6; 119:9; João 17:17; Efésios 5:26);
  3. O Espírito Santo (Romanos 1:4; 1 Pedro 1:2; 2 Tessalonicenses 2:13);
  4. A Glória de Deus Manifestada (Êxodo 29:43; 2 Crônicas 5:13,14);
  5. A Fé em Deus (Atos 26:18; Filipenses 3:9; Tiago 2:23; Romanos 4:11).

O Lado Humano da Santificação: Deus é quem opera a santificação no crente, embora haja a cooperação deste. Os meios coadjuvantes de santificação progressiva são:

  1. O próprio crente: sua atitude e propósito de ser santo, separado do mal para posse de Deus são indispensáveis. É o crente tendo fome e sede de ser santo (Mateus 5:6; 2 Timóteo 2:21,22; 1 Timóteo 5:22);
  2. O santo ministério: os obreiros do Senhor têm o dever de cooperar para a santificação dos crentes (Êxodo 19:10,14; Efésios 4:11,12);
  3. Pais que andam com Deus: assim como Jó (Jó 1:5), os pais devem cooperar para a santificação dos filhos. Eunice, por exemplo, colaborou para a integridade de Timóteo, seu filho (2 Timóteo 1:5; 3:15);
  4. As orações do justo (Salmo 51:10; 32:6): a oração contrita, constante e sincera tem efeito santificador;
  5. A consagração do crente a Deus (Levítico 27:28b; Romanos 12:1,2): a rendição incondicional do crente a Deus tem efeito santificador nele.

c. Santificação Futura: “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Tessalonicenses 5:23). Trata-se da santificação completa e final (1 João 3:2). Ver também: Efésios 5:27; 1 Tessalonicenses 3:13.

Escrever sobre a santificação não é uma tarefa fácil, da mesma forma que é difícil pregar sobre ela. Podemos destacar quatro coisas que acontecem quando se fala acerca da santificação:

  1. Ouvimos poucas glórias a Deus;
  2. Os crentes artificiais ficam inquietos;
  3. Os fiéis dizem: “Fala, Senhor, que o teu servo ouve”;
  4. Os demônios ficam apavorados.

A santificação é um dos temas menos pregados nas igrejas, nestes tempos pós-modernos, não obstante a relevância que as Escrituras lhe atribuem. Sem ela, ninguém entrará no Céu: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12:14). Esta é a condição sine qua non, na verdade, para se ver a Deus, tanto nesta vida quanto no futuro (1 João 3:1-3).

Nos tempos veterotestamentários, a condição para se receber as bênçãos do Senhor era a santificação (Levítico 11:44). Não foi isso que Deus exigiu do povo quando da travessia do Jordão? Disse Josué: “Santificai-vos, porque amanhã fará o Senhor maravilhas no meio de vós” (Josué 3:5). Mais tarde, por ocasião da inauguração do Templo, em Jerusalém, Salomão orou a Deus e ouviu dEle esta resposta: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” (2 Crônicas 7:14).

Esta santificação que vivemos em processo é proveniente do objetivo sacro de nosso bendito Deus, que nos ama tal como somos, mas se recusa a nos deixar como somos. Ele quer que sejamos simplesmente como Jesus.

“Sede santos, porque eu sou santo.”

domingo, 29 de novembro de 2020

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO

A morte é uma tragédia, para muitos é o fim, para outros o começo, uma passagem, um caminho sem volta, sem fim e para todos, ela é o “rei dos horrores”, mas Jesus é o Rei dos reis e venceu a morte com sua morte; sendo Ele Rei dos reis, por um momento, esteve no império da morte, mas ela, a morte, não teve o poder, assim como ninguém tem o poder, de deter o Rei dos reis e Senhor dos senhores (Atos 2:24).

Por um momento, três dias, tudo o que fora dito por Jesus quando em seu ministério terreno, sumiu da mente dos discípulos, todas as boas palavras, ações, milagres, sinais, maravilhas desvaneceram e como o mesmo Jesus disse, esse momento causaria dor, tristeza e perplexidade!

Um pouco, e não me vereis; e outra vez um pouco, e ver-me-eis, porquanto vou para o Pai. Então, alguns dos seus discípulos disseram uns para os outros: Que é isto que nos diz: Um pouco, e não me vereis, e outra vez um pouco, e ver-me-eis; e: Porquanto vou para o Pai? Diziam, pois: Que quer dizer isto: um pouco? Não sabemos o que diz. Conheceu, pois, Jesus que o queriam interrogar e disse-lhes: Indagais entre vós acerca disto que disse: um pouco, e não me vereis, e outra vez um pouco, e ver-me-eis? Na verdade, na verdade vos digo que vós chorastes e vos lamentareis, e o mundo se alegrará, e vós estareis tristes; mas a vossa tristeza se converterá em alegria. Assim também vós, agora, na verdade, tendes tristeza; mas outra vez vos verei, e o vosso coração se alegrará, e a vossa alegria, ninguém vo-la tirará”. (João 16:16-20, 22).

A ressureição de Cristo é um marco da nossa fé, Paulo deixa isso bem claro aos crentes da Igreja que estava em Corinto, “E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé”. (1 Coríntios 15:14), logo, não acreditar na ressureição de Cristo é prontamente negar a eficácia da fé para a salvação, como bem disse o apostolo Paulo aos crentes da Igreja que estava em Roma, a saber: Se, com a tua boca, confessares ao Senhor Jesus e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo”. (Romanos 10:9), assim sendo a ressurreição não pode de maneira alguma sair dos nossos púlpitos, das ministrações, da mente e nem do coração de cada servo de Deus!

Podemos dividir o ministério de Cristo em diversas partes, teólogos e eruditos vivem listando sistematicamente cada passo do Salvador em seu ministério terreno, mas quero aqui trazer o trecho final do ministério terreno de Cristo Jesus, de forma devocional trazer a memória a importância, as evidencias Bíblicas e o poder da ressurreição.

A IMPORTANCIA DA RESSURREIÇÃO

Sem a ressurreição, a Igreja não estaria de pé, sem a ressurreição toda pregação é vã, sem a ressurreição o Cristianismo é uma farsa, ele não existiria, sem a ressurreição a Bíblia é um livro comum, qualquer, mas ELE RESSUSCITOU! Glorias a Deus!

Porque Jesus ressuscitou, a sepultura não é nosso último endereço;

Porque Jesus ressuscitou, andamos para os céus;

Porque Jesus ressuscitou, com Ele reinaremos;

Porque Jesus ressuscitou, Ele é a garantia de nossa eterna salvação;

Porque Jesus ressuscitou, em todas as coisas somos mais que vencedores;

Porque Jesus ressuscitou, há recompensa para nosso trabalho;

Porque Jesus ressuscitou, jamais estremos sós;

Porque Jesus ressuscitou, não desanimamos;

Porque Jesus ressuscitou, não desfalecemos;

Porque Jesus ressuscitou, não desistimos;

Porque Jesus ressuscitou, não somos vencidos;

Porque Jesus ressuscitou, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus;

Porque Jesus ressuscitou, nos gloriamos nas tribulações;

Porque Jesus ressuscitou, nossa esperança é viva;

Porque Jesus ressuscitou, nossa fé é fundamentada e eficaz;

Porque Jesus ressuscitou, nossa pregação é poderosa;

Porque Jesus ressuscitou, nosso testemunho é valido;

Porque Jesus ressuscitou, nossos frutos são dignos de arrependimento;

Porque Jesus ressuscitou, nossos pecados foram perdoados;

Porque Jesus ressuscitou, o Espirito testifica em nosso coração que somos filhos de Deus;

Porque Jesus ressuscitou, o evangelismo é eficaz;

Porque Jesus ressuscitou, o homem não tem a última palavra;

Porque Jesus ressuscitou, o pecado não tem mais domínio sob os que vivem pelo Espirito;

Porque Jesus ressuscitou, o seu poder se aperfeiçoa em nossa fraqueza;

Porque Jesus ressuscitou, oramos com fé e somos respondidos;

Porque Jesus ressuscitou, os mártires e missionários não morreram em vão;

Porque Jesus ressuscitou, os que ficarmos vivos, quando da sua vinda, seremos arrebatados e transformados;

Porque Jesus ressuscitou, os que morreram por amor a Ele, ressuscitarão;

Porque Jesus ressuscitou, temos ousadia para falar do seu amor;

Porque Jesus ressuscitou, temos paz e comunhão com Deus;

Porque Jesus ressuscitou, temos um advogado junto ao Pai;

Porque Jesus ressuscitou, todas as coisas cooperam para o nosso bem;

Porque Jesus ressuscitou, vivemos para a gloria dEle;

Porque Jesus ressuscitou, o tumulo permanece vazio, pois escrito lá está: “Não está aqui, porque já ressuscitou!

Glorias a Deus!

AS EVIDENCIAS BIBLICAS DA RESSURREIÇÃO

Nem o nascimento, ministério, morte e ressurreição de Cristo foram um acidente ou surpresa, um ato do acaso, pois tanto no Antigo Testamento, como no Novo Testamento, a ressurreição de Cristo foi anunciada, no AT Davi inspirado escreveu “Porque tu não me abandonarás no sepulcro, nem permitirás que o teu santo sofra decomposição. Tu me farás conhecer a vereda da vida, a alegria plena da tua presença, eterno prazer à tua direita”. (Salmos 16:10,11), enquanto em vida, o próprio Jesus notificara os discípulos varias vezes, mas eles pareciam não “acreditar” no que Jesus lhes falava no tocante a essa condição de morrer e ressuscitar.

No período ministerial de Jesus com os discípulos, existiam várias ramificações do Judaísmo, uns acreditavam na ressurreição e outros a negavam, quando da morte e ressurreição de Jesus estes grupos se uniram para negar, não somente a morte, mas também e principalmente a ressurreição de Jesus, mas porquê? Incredulidade? Tradição? A cultura da época era influenciada pelo pensamento filosófico grego, que acreditava na imortalidade da alma, mas negava veementemente a ressurreição do corpo! Mas não era somente por isso, como disse acima, sem a ressurreição de Jesus, um fato que Ele por diversas vezes falou em público, tudo o que Ele era, fez ou disse que aconteceria, cairiam em descredito, veja o que fizeram esses religiosos fizeram antes da ressurreição:

E, no dia seguinte, que é o dia depois da Preparação, reuniram-se os príncipes dos sacerdotes e os fariseus em casa de Pilatos, dizendo: Senhor, lembramo-nos de que aquele enganador, vivendo ainda, disse: Depois de três dias, ressuscitarei. Manda, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança até ao terceiro dia; não se dê o caso que os seus discípulos vão de noite, e o furtem, e digam ao povo: Ressuscitou dos mortos; e assim o último erro será pior do que o primeiro. E disse-lhes Pilatos: Tendes a guarda; ide, guardai-o como entenderdes. E, indo eles, seguraram o sepulcro com a guarda, selando a pedra”. (Mateus 27:62-66)

E o que fizeram após a ressurreição:

E, quando iam, eis que alguns da guarda, chegando à cidade, anunciaram aos príncipes dos sacerdotes todas as coisas que haviam acontecido. E, congregados eles com os anciãos e tomando conselho entre si, deram muito dinheiro aos soldados, ordenando: Dizei: Vieram de noite os seus discípulos e, dormindo nós, o furtaram. E, se isso chegar a ser ouvido pelo governador, nós o persuadiremos e vos poremos em segurança. E eles, recebendo o dinheiro, fizeram como estavam instruídos. E foi divulgado esse dito entre os judeus, até ao dia de hoje. E os onze discípulos partiram para a Galileia, para o monte que Jesus lhes tinha designado”. (Mateus 28:11-16)

A tentativa ardilosa de negar a ressurreição de Jesus naufragou nas muitas evidencias da aparição de Jesus aos olhos dos discípulos, Paulo faz um resumo destas muitas aparições:

Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, e que foi visto por Cefas e depois pelos doze. Depois, foi visto, uma vez, por mais de quinhentos irmãos, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormem também. Depois, foi visto por Tiago, depois, por todos os apóstolos e, por derradeiro de todos, me apareceu também a mim, como a um abortivo”. (1 Coríntios 15:3-8).

Não importa a negação dos religiosos da época, nem a incredulidade do homem natural, Jesus ressuscitou e somos frutos dessa vitória!

O PODER DA RESSURREIÇÃO

A ressurreição de Cristo é um fato teológico, sociológico, histórico! É exatamente depois de sua ressurreição que os discípulos inflamaram os corações e saíram destemidos, fortes e revestidos de poder, sem temer a morte, aos açoites, a espada, anunciando o Cristo, O Filho do Deus Vivo e essa é a primeira mensagem pregada por Pedro, no dia de pentecostes:

Pedro, porém, pondo-se em pé com os onze, levantou a voz e disse-lhes: Varões judeus e todos os que habitais em Jerusalém, seja-vos isto notório, e escutai as minhas palavras. Varões israelitas, escutai estas palavras: A Jesus Nazareno, varão aprovado por Deus entre vós com maravilhas, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis; a este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, tomando-o vós, o crucificastes e matastes pelas mãos de injustos; ao qual Deus ressuscitou, soltas as ânsias da morte, pois não era possível que fosse retido por ela. Porque dele disse Davi: Sempre via diante de mim o Senhor, porque está à minha direita, para que eu não seja comovido; por isso, se alegrou o meu coração, e a minha língua exultou; e ainda a minha carne há de repousar em esperança. Pois não deixarás a minha alma no Hades, nem permitirás que o teu Santo veja a corrupção. Fizeste-me conhecidos os caminhos da vida; com a tua face me encherás de júbilo. Varões irmãos, seja-me lícito dizer-vos livremente acerca do patriarca Davi que ele morreu e foi sepultado, e entre nós está até hoje a sua sepultura. Sendo, pois, ele profeta e sabendo que Deus lhe havia prometido com juramento que do fruto de seus lombos, segundo a carne, levantaria o Cristo, para o assentar sobre o seu trono, nesta previsão, disse da ressurreição de Cristo, que a sua alma não foi deixada no Hades, nem a sua carne viu a corrupção. Deus ressuscitou a este Jesus, do que todos nós somos testemunhas. De sorte que, exaltado pela destra de Deus e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ouvis. Porque Davi não subiu aos céus, mas ele próprio diz: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, até que ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés. Saiba, pois, com certeza, toda a casa de Israel que a esse Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo. Ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, varões irmãos? E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar. E com muitas outras palavras isto testificava e os exortava, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa. De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e, naquele dia, agregaram-se quase três mil almas”. (Atos 2:14, 22-41)

Há inúmeros outros relatos no NT que provam a eficácia do poder do Evangelho (Romanos 1:16), mas é inegável que isso só foi possível pela ressurreição; não podemos deixar de dizer que a ressurreição é ponto crucial tanto na construção do Evangelho como na propagação do mesmo! Analisemos o poder da ressurreição da perspectiva de Lucas ao citar com exclusividade a história de dois discípulos (dissidentes? Frustrados? Desesperados? Desmotivados?) no caminho de Emaús:

E eis que, no mesmo dia, iam dois deles para uma aldeia que distava de Jerusalém sessenta estádios, cujo nome era Emaús. E iam falando entre si de tudo aquilo que havia sucedido. E aconteceu que, indo eles falando entre si e fazendo perguntas um ao outro, o mesmo Jesus se aproximou e ia com eles. Mas os olhos deles estavam como que fechados, para que o não conhecessem. E ele lhes disse: Que palavras são essas que, caminhando, trocais entre vós e por que estais tristes? E, respondendo um, cujo nome era Cleopas, disse-lhe: És tu só peregrino em Jerusalém e não sabes as coisas que nela têm sucedido nestes dias? E ele lhes perguntou: Quais? E eles lhe disseram: As que dizem respeito a Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo; e como os principais dos sacerdotes e os nossos príncipes o entregaram à condenação de morte e o crucificaram. E nós esperávamos que fosse ele o que remisse Israel; mas, agora, com tudo isso, é já hoje o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram. É verdade que também algumas mulheres dentre nós nos maravilharam, as quais de madrugada foram ao sepulcro; e, não achando o seu corpo, voltaram, dizendo que também tinham visto uma visão de anjos, que dizem que ele vive. E alguns dos que estavam conosco foram ao sepulcro e acharam ser assim como as mulheres haviam dito, porém, não o viram. E ele lhes disse: Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! Porventura, não convinha que o Cristo padecesse essas coisas e entrasse na sua glória? E, começando por Moisés e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras. E chegaram à aldeia para onde iam, e ele fez como quem ia para mais longe. E eles o constrangeram, dizendo: Fica conosco, porque já é tarde, e já declinou o dia. E entrou para ficar com eles. E aconteceu que, estando com eles à mesa, tomando o pão, o abençoou e partiu-o e lho deu. Abriram-se-lhes, então, os olhos, e o conheceram, e ele desapareceu-lhes. E disseram um para o outro: Porventura, não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava e quando nos abria as Escrituras? E, na mesma hora, levantando-se, voltaram para Jerusalém e acharam congregados os onze e os que estavam com eles, os quais diziam: Ressuscitou, verdadeiramente, o Senhor e já apareceu a Simão. E eles lhes contaram o que lhes acontecera no caminho, e como deles foi conhecido no partir do pão”. (Lucas 24:13-35).

A singularidade desse relato é também de sublime revelação para a construção do nosso pensamento que “sem a ressurreição de Jesus, nada teria sentido”; não teria sentido a Santa Ceia, nem o batismo, nem a comunhão, nem as orações, nada, sem a ressurreição não existiria razão para nossa fé.

O texto de Lucas, mostra-nos dois discípulos, antes da “revelação da ressurreição” aos seus entendimentos, eles saiam de Jerusalém e conforme versículo 16, eles estavam sem reconhecer Jesus, na versão da linguagem de hoje, diz que “alguma coisa não deixou que eles o reconhecessem” o que impedia os discípulos de enxergarem Jesus ao seu lado?

O que impedia os discípulos de compreenderem a grandeza da presença de Jesus?

Teria Jesus estado ao lado deles de forma corpórea diferente do que era antes da crucificação? Não! Veja o texto: “o mesmo Jesus se aproximou e ia com eles“.

Teria o corpo de Cristo se regenerado após o flagelo e agonia da cruz? Não! Veja o texto: “Depois disse a Tomé: Põe aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; e chega a tua mão, e põe-na no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente” (João 20:27).

O que impedia os discípulos de enxergara Jesus ao seu lado é que eles não tinham os olhos fixos em Jesus, “Olhando para Jesus, autor e consumador da fé” (Hebreus 12:2), a fé deles ou melhor a expectativa deles está claramente distorcida: “nós esperávamos que fosse ele o que remisse Israel; mas, agora, com tudo isso, é já hoje o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram”, nossos olhos se fecham para as coisas do Espirito quando voltamos os olhos para as coisas temporais, Jesus havia lhes ensinado que: “O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui” (João 18:36).

Vendo, Jesus, que eles não compreenderam todos os ensinamentos e advertências quando com eles, mais uma vez usou as palavras que lhes já antes lhes tinha anunciado “...começando por Moisés e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras...”; a falta de fé nas promessas de Deus, nos desvia do Caminho, mas a graças de Deus, que é Jesus, sempre nos busca, nós pecadores; a fé que lhes faltavam na promessa da ressurreição, foi afundada no mar do descontentamento, no mar da decepção, da frustação, no medo do poder do império romano que acabara de crucificar a Jesus; a tristeza que inundava o coração desiludido e cego, que fora predito por Jesus em João 16 (citado na introdução) estava sendo consumida aos poucos pelo ardor da Palavra que de Jesus eles ouviam “Porventura, não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava e quando nos abria as Escrituras?“.

É nesse texto que a ressurreição, mostra toda sua importância, seu poder, exemplificando o que precisamos para continuarmos no Caminho, primeiro, a presença de Jesus “o mesmo Jesus se aproximou e ia com eles”, segundo, a Palavra de Jesus “E ele lhes disse... explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras”, terceiro, a comunhão com Jesus “E entrou para ficar com eles. E aconteceu que, estando com eles à mesa, tomando o pão, o abençoou e partiu-o e lho deu”.

A presença de Jesus não lhes abriu os olhos, as palavras de Jesus não lhes abriram os olhos, mas a comunhão, obra de Jesus fez isso, “E aconteceu que, estando com eles à mesa, tomando o pão, o abençoou e partiu-o e lho deu. Abriram-se-lhes, então, os olhos, e o conheceram” temos aqui uma verdade, os sentidos podem nos enganar, mas o exemplo jamais passara despercebido!

Ao perceberem a magnificência da experiência real que tiverem, impactados pela ressurreição de Jesus, pasme, na mesma hora, levantando-se, voltaram para Jerusalém”, mas não era “...tarde, e já declinou o dia?” Sim, era tarde! Sim, eles já tinham andado 11 quilômetros de distância de Jerusalém! Sim, mas agora eles não estavam mais tristes, cansados, desmotivados, e porquê? Porque aconteceu que entenderam a urgência da obra de Deus, e quando isso entendemos, nada deixamos para amanhã, o tempo é hoje!

Ao retornarem eles encontram “congregados os onze e os que estavam com eles, os quais diziam: Ressuscitou, verdadeiramente, o Senhor e já apareceu a Simão”. Você consegue perceber a riqueza do texto de Lucas? Os onze escolhidos apóstolos, estavam em Jerusalém, as mulheres no sepulcro já tinham visto Jesus, Pedro também, entre eles a notícia era, JESUS ESTÁ VIVO, mas eles não sabiam, continuavam em seu caminho, cabisbaixos e pensativos, errantes, distanciando-se da congregação, mas Jesus os buscou, não mandou um anjo, nem lhes deu uma revelação no caminho como a Paulo, “o mesmo Jesus” apareceu a eles, e lhes trouxe de volta a congregação!

Glorias a Deus!

Pelo Poder da ressurreição, escolherem Matias para o lugar de Judas (Atos 1:22), os discípulos foram batizados com o Espirito Santo e Pedro discursou convertendo aproximadamente 3 mil almas em (Atos 2), fez Pedro e João orar e curar o paralitico (Atos 3), Pedro e João testemunhar firmemente perante o sinédrio (Atos 4), os discípulos repartirem seus bens para que ninguém tivesse dificuldades (Atos 4:32-37), Instituíram os diáconos (Atos 6), Estevão não se calar e ser martirizado (Atos 7), Filipe levar o Evangelho a Samaria (Atos 8), pelo poder da ressurreição, Paulo se converteu no caminho de Damasco (Atos 9) e todos os demais atos descritos no livro de Atos, são resultados do poder da Ressurreição!

Por mais que tentem, a RESSURREIÇÃO DE JESUS é algo real, é o gás, o combustível dessa chama que arde desde o pentecoste, que incendeia mortais, indoutos e iletrados a inundar o mundo com a Palavra de Deus, no poder do Evangelho!

Jesus morreu pela sua obra e ressuscitou para sua obra; permaneçamos firmes, pois se morrermos com Ele, também com Ele reinaremos. JESUS VIVE, pois da sepultura saiu, e para o céu Ele voltou, subiu triunfante! Ressuscitou! Ressurgiu, venceu a morte e o seu “poder” e recebido nós céus, agora sentado adestra de Deus Pai continua intercedendo por nós!

Concluímos com as palavras de Paulo:

Ora, se se prega que Cristo ressuscitou dos mortos, como dizem alguns dentre vós que não há ressurreição de mortos? E, se não há ressurreição de mortos, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé. E assim somos também considerados como falsas testemunhas de Deus, pois testificamos de Deus, que ressuscitou a Cristo, ao qual, porém, não ressuscitou, se, na verdade, os mortos não ressuscitam. Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. E também os que dormiram em Cristo estão perdidos. Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens. Mas, agora, Cristo ressuscitou dos mortos e foi feito as primícias dos que dormem. Porque, assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem. Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo. Mas cada um por sua ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda. Depois, virá o fim, quando tiver entregado o Reino a Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo império e toda potestade e força. Porque convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés”. (1 Coríntios 15:11-25)

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

QUANDO A JUSTIÇA É FEITA

Sempre me preocupei com o real significado das palavras, embora seja limitado para conseguir o significado de algumas palavras, mas muitos têm um entendimento, se certo ou não, todos tem o seu particular significado para cada palavra.

Um dia vi uma ilustração que me ensinou o real significado de justiça, e isso me deixou muito feliz, pois minha concepção a cerca dessa palavra, justiça, estava errada e não é bom está errado, mas é maravilhoso está certo.

Dentre tantas definições de justiça, muitas facilmente encontradas no Google, uma me chama atenção, pois define justiça como “o reconhecimento do mérito de alguém ou de algo”, além dessa, a Wikipédia define justiça como “o conceito abstrato que se refere a um estado ideal de interação social em que há um equilíbrio, que por si só, deve ser razoável e imparcial entre os interesses, riquezas e oportunidades entre as pessoas envolvidas...”, é fato, há de ser encontrar inúmeras outras definições para essa palavra, mas com base nesses dois pensamentos, o que quero dizer?

Quero uso fazer de uma frase atribuída ao político, filósofo e escritor francês Montesquieu, “A injustiça que se faz a um, é uma ameaça que se faz a todos”, logo, surge dentre a vastidão de perguntas do assunto mais comentado do momento, foi de fato feito justiça para quem no aborto pelo qual submeteram a criança? Que justiça teve o abortado de direito?

Segundo os estudiosos, a gravidez é dividida em três trimestres, no primeiro (cerca de 13 semanas, 91 dias), começa a divisão celular, que transforma o óvulo fecundado em um embrião; no segundo (entre 14-26 semanas), todo o sistema do bebê é concluído e no terceiro, o bebê ganha peso e altura, enquanto o corpo da mãe se prepara para o parto.

Um bebê com cinco meses de gestação, com o corpo totalmente formado e com chances de sobrevivência caso viesse à luz, foi-lhe negado o direito à luz do dia, por aqueles que direito alguém sobre ele tinha! inocentemente excluído o direito à vida, quando somente o Autor da vida, te esse direito!

O Deus Perfeito e Criador não errou ao formar a mulher e lhe permitir gerar outro ser com uma idade tão jovem, mas o imperfeito homem “julgou melhor” que o ser perfeito e eliminou um infante!

Uma prerrogativa divina, dar e tirar a vida “Não veem que só eu sou Deus? Eu tiro e dou a vida...Deuteronômio 32:39, foi absorvida pela criatura; é injusto tirar a vida de quem quer que seja, por qualquer motivo que seja, mas como pedir ou esperar justiça de homens que em seus discursos se desvanecem, tendo coração insensato, acham-se sábios, mas na verdade loucos é o que de fato são, infiéis, irreconciliáveis, sem afeição natural?

Somente Deus sabe o real porque de todas as coisas, e fiquem sabendo que o efeito da justiça será paz, e a operação da justiça, repouso e segurança, para sempre.” (Isaías 32:17).

O Justo Juiz está as portas e retribuirá a cada um segundo as suas obras.

TODA VIDA IMPORTA!

sábado, 27 de junho de 2020

O MAL DA INTERNET E DAS MÍDIAS SOCIAIS

Dizem que o conhecimento dobra a cada cinco anos, mas me pergunto, daqui a cinco anos, quanto saberemos de nós mesmos?
Quanto de nós mesmos, teremos conosco, sem que outros saibam?
Quanto de nós mesmos os outros saberão, sem que nós saibamos que eles sabem?
Será que as redes sociais de fato são sociais?
Qual a idade ideal para inicio da vida virtual?
Porque em sua grande maioria as pessoas não são elas mesmas no mundo virtual?

Não tenho a pretensão de responder todas essas perguntas, mas quero lembra-lo de alguns princípios básicos de nossa fé, que deve ser exercida na realidade virtual.

Uma pesquisa feita nos reino unido revelou que 1/3 dos divórcios e adultérios, tiveram como causa primeira o Facebook, identificaram que a pedofilia e a pornografia foram maximizada de uma forma assustadora e isso tudo por conta da facilidade de troca de mensagem, vídeos e fotos, facilitando assim a prostituição seja ela infantil ou não; será que ninguém percebe que estamos a beira da falta de privacidade e ninguém se dá conta que estamos caminhando para uma depravação total e plenamente explicita?

Não podemos ignorar o lado bom das redes sociais, da internet, mas falta de limite e de responsabilidade pessoal no uso dessa ferramenta, a internet tem produzindo fama instantânea, destruindo a imagem de pessoas inocentes, descreditando as instituições estabelecidas por Deus, incentivando a prostituição em todos os seus níveis, bem como feito um milagre após outro, com seus astros de fachada, que são pessoas que não sabem nem se expressar direito, mas na internet ela é doutora em letras, em ciências politicas, teólogo, filósofo, poeta, escritor, mas que na verdade não o são!

Atras de um computador ou celular, essas pessoas criaram outra personalidade, identidade, e são um outro ser no mundo virtual, elas defraudam, elas discriminam, elas xingam, humilham e simplesmente não sente o dano que estão fazendo ao próximo; e não são somente pessoas impias, sem Deus e sem o conhecimento da verdade, mas também os que se dizem cristãos! Eles, todos eles, deviam ter em mente que aquilo que não o são na realidade, jamais o serão na virtualidade, elas enganam-se a si mesmo! Encontre-se com um poeta virtual e peça uma poesia ou um posicionamento politico e descubra quem de fato ele/ela é!

Como crente, devemos saber que em toda maneira de viver a Bíblia revela um padrão, que é nada mais nada menos que a santidade e isso na realidade e na virtualidade, não se engane, sua vida virtual, será julgada por Deus assim como sua vida social.

“Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver; Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo.” (1 Pedro 1:15,16)

Visto que temos uma responsabilidade para com o próximo, que é a edificação como disse Paulo aos Romanos, “Portanto cada um de nós agrade ao seu próximo no que é bom para edificação. (Romanos 15:2) precisamos cuidar que a santidade e a edificação do próximo devem sejam o caminho  para vivermos na vida real e na virtual!

As mídias sociais tem o poder de maximizar o que escrevemos, postamos e gravamos, porque não usarmos isso para o bem de todos e não somente o nosso? Precisamos ter mais responsabilidade no mundo virtual!

Não use de seu direito de resposta para causar dano, lembre-se do principio bíblico “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira. (Provérbios 15:1)”.

Cuidado com as palavras ociosas “Mas eu vos digo que de toda a palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no dia do juízo. (Mateus 12:36)”

Cuidado com a linguagem indecente, não condizente com o seu padrão de santidade “Linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós. (Tito 2:8)”.

Saiba que o que falamos, deve promover a edificação demonstrando santidade “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem. (Efésios 4:29)”.

Promova a paz, a alegria, a simplicidade, a justiça, a verdade “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. (Filipenses 4:8)”.

Porte-se de modo a não escandalizar o evangelho que dizemos não se envergonhar dele “Não dando nós escândalo em coisa alguma, para que o nosso ministério não seja censurado; (2 Coríntios 6:3) “Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus. (1 Coríntios 10:32)”.

São tantos os conselhos bíblicos para nosso viver cotidiano, que não posso deixar de me questionar sobre algumas postagens que lemos, das duas uma, ou desconhecem plenamente a Bíblia (não lendo a mesma, não meditando e nem ouvindo, pois a fé vem pelo ouvir) ou pelo simples fato de fazer, por faze, sem nada a temer!

A responsabilidade é pessoal “De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus. (Romanos 14:12)”, assim sendo, o mal uso dos meios de comunicação, internet e mídias sociais declarará no ultimo dia que você teve tempo suficiente, mas gastou o mesmo com o que não santificava, edificar e nem promovia a salvação.

Que Deus se apiede da alma dos que vivem de forma irresponsável e desregrada na realidade virtual e na social.

terça-feira, 7 de abril de 2020

EVANGELIZAÇÃO, A FERRAMENTA DE PROPAGAÇÃO DO EVANGELHO

Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. 
(Mc. 16:15) 

“O crente que não evangeliza, precisa urgentemente ser evangelizado.”

INTRODUÇÃO

O verdadeiro crente em tudo é luz que brilha, ele deve ter em mente que a salvação que recebeu de Deus, de forma gratuita deve ser propagada da mesma forma, gratuita, pois assim falou Jesus “de graça recebestes, de graça daí. (Mt. 10:8)”. 

“O verdadeiro evangelismo brota espontaneamente de um coração agradecido e regenerado pelo poder do Espírito Santo”. 

Não existe cristão sem missão, assim como não há corpo sem coração; nossa missão na terra é única, “salvar almas” e isso é uma atitude de quem ama a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. 

Infelizmente, em sua grande maioria os cristãos nunca levaram uma única alma a Cristo e aqui cabe uma pergunta: “- Quantas almas foram encaminhadas por ti a Jesus?” 

Billy Graham (evangelista do século 20) disse certa vez que um “O cristão que nunca levou uma alma a Cristo tem uma grande possibilidade de nunca ter nascido de novo”. 

Evangelizar é ter em mente que: “Jesus veio para glorificar o Pai, O Espírito veio para glorificar o Filho; de forma que quem está cheio do Espírito fala do filho”; todo crente cheio do Espírito sente-se impulsionado pela consciência de que muitos caminham para o castigo eterno, e por isto ele precisa evangelizar e quem isso não sente, não o faz! 

Esses que não evangelizam revelam algumas características, que declaram sua “não regeneração” e por consequência, vivem sem o desejo de evangelizar; estes são negligentes indispostos, indiferentes, e quando se preocupa com evangelizar é com o objetivo de defender seu ponto de vista, disputar e no fim do caso, criticar outras denominações. 

PORQUE EVANGELIZAR?

Evangelizar é um ministério e segue-se que temos os padrões e pontos a serem observados; Jesus, nosso modelo teve uma vida de abnegação a evangelização, por este motivo evangelizamos; todo o ministério de Jesus Cristo foi direcionado a esse propósito. É digno de observação que a missão de Jesus Cristo, estava diretamente relacionada com salvar homens, sendo isso observado: 

No seu nascimento: (Mt. 1:21). 
Na sua mensagem: (Mc. 1:14-15). 
Em sua pregação: (Mc. 1:38-39; Lc. 4:43). 
Sua missão: (Jo. 4:34). 

Evangelizamos porque recebemos do Senhor esse missão, as escrituras nos dizem que o ministério de evangelização nos é concedido por Deus: “Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou à palavra da reconciliação” (2Co. 5:18-19). 

Evangelizamos porque é um mandamento, como já vimos às escrituras nos apresentam uma ordem “IDE, PREGAI” daquele que tem toda autoridade no céu e terra. Não podemos ignorar que estamos debaixo de um mandamento divino, mas devemos lembrar que a obediência é uma das evidências da verdadeira salvação (1Jo. 2:3; Jo. 14:21-24) sendo a maior virtude de um servo. Observe a abrangência dessa ordem: devemos pregar o evangelho “a toda criatura” (Mc. 16:15), de todas as aldeias, vilarejos (Mt. 9:35), etnias (Mt. 28:19), em todo o mundo (Mc. 16:15), pois Deus quer alcançar homens de toda raça, tribo e nação (Ap. 5:9). Nessa tarefa, todos, devemos participar: Essa é nossa missão. 

Evangelizamos porque é uma obrigação de todo o salvo, Paulo quando fala sobre a evangelização diz: “Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho!” (1Co. 9:16). Todo crente é devedor da mensagem do evangelho a todos os homens (Rm. 1:14) e sobre nós repousa essa responsabilidade que não foi concedida aos anjos (1Pe. 1:12). É por isso que Paulo nos diz: “Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus (…) prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não” (2Tm. 4:1-2). 

Evangelizamos porque é um privilégio para todos os salvos, nesse serviço, todo cristão estabelece essa santa parceria com Deus (1Co. 3:9; Mc. 16:20) para realizar a sua obra e vontade. Em algumas ocasiões Paulo apresenta sua satisfação de ter participado da salvação de algumas pessoas. Em uma de suas cartas ele se refere a elas como sua alegria, coroa e glória diante de Deus (1Ts. 2:19-20), ele chama Tito de verdadeiro filho na fé (Tt. 1:4) e Onésimo de filho que fora gerado em prisão (Fm. 1:10). A evangelização nos habilita (se estivermos em plena parceria com Deus), salvar e arrebatar pessoas do fogo (Jd. 1:22-23). 

Evangelizamos porque é uma responsabilidade exclusiva dos salvos em Cristo Jesus, Nele, fomos feitos povo eleito, sacerdócio real, nação santa e povo de propriedade exclusiva de Deus para anunciarmos as virtudes de Deus, que nos tirou das trevas para sua maravilhosa luz (IPe. 2:9). Todo aquele que foi alcançado por Cristo deve levar a mensagem de Cristo para que outras pessoas possam se achegar a ele. Note o exemplo da igreja primitiva, que em momento de perseguição, todos os salvos, por onde ia, levavam o evangelho (At. 8:1-4) e que por intermédio do serviço deles muitas igrejas se formaram, a exemplo, a Igreja em Antioquia (At. 11:19-21). 

Evangelizamos porque é uma forma de desmontarmos gratidão, quando consideramos quem éramos, o que Cristo fez por nós e quem nós somos, e que éramos incapazes de resolver nossa situação, e que apenas por Graça Divina poderíamos ser salvos, entendemos que o mínimo que temos para oferecer a Deus é nossas vidas. Em outras palavras, se Cristo deu sua vida por mim, o mínimo que posso fazer por Ele é dedicar minha vida à Sua causa. 

Evangelizamos porque é essa a condição para crescimento da Igreja, as escrituras são claras nesse ponto “Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão se não há quem pregue?” (Rm. 10:14). Sem pregadores não há propagação da mensagem de Cristo. Sem a propagação do evangelho não será possível ao homem achegar-se a Deus, por que a fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus (Rm. 10:17). Quando vemos o desenvolvimento da Igreja primitiva, vemos exatamente esse princípio em ação, até por que “o Senhor acrescentava dia-a-dia os que iam sendo salvos” (At. 2.47; cf. 4:4; 9:31). 

Evangelizamos porque existem almas sedentas e carentes do Evangelho, uma das verdades exposta com clareza nas escrituras é que o homem no estado em que está não pode agradar a Deus (Rm. 8:8; Hb. 11:6), não pode salvar-se (Mt. 19:26) e estará fadado à morte eterna. Contudo, Jesus nos instrui que a olhar para o mundo e ver nele pessoas prontas para receber o evangelho do mesmo modo que aconteceu em Samaria em Seu ministério (Jo. 4). 

Evangelizar é preciso, pois nos foi confiada a tarefa que os anjos intentarem fazer (IPe. 1:12), então porque não fazer? Sermos como Jesus e fazer o que Jesus fez é uma obrigação, fazer como Ele fez é impossível, agora, fazer com Ele e como Ele nos ordena é privilegio! 

QUEM PODE EVANGELIZAR? 

A Resposta é óbvia, EU, VOCÊ, NÓS que fomos salvos! 

Existem os pré-requisitos que devem ser observados! 

Sempre nos habituamos à ideia errada de que evangelizar é tarefa do pastor, dos evangelistas, presbíteros, diáconos e, de um modo particular, daqueles missionários que vão para terras longínquas, mas evangelizar, é papel da Igreja, de todos os salvos em Cristo Jesus! 

Pode acontecer que, ao abrirmos a Bíblia, nos deparemos com esta passagem: "Ide, pois, ensinai a todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a observar tudo o que vos tenho dito. E eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos" (Mat.28, 19-20). E ai então, podemos começar a questionar sobre o que isto significa, uma vez que somos membros da Igreja. 

"Ide por todo o mundo!" Sente-se nesta afirmação, não um pedido, mas um mandato com caráter urgente, algo que tem de ser feito, imediatamente. Entende-se como uma ordem de Deus dizendo que a salvação de muitos depende de uns tantos, os enviados, os que terão que dar a conhecer ao mundo a mensagem libertadora; dar a conhecer o "Caminho, a Verdade e a Vida", que é o próprio Cristo. 

Por outro lado, Jesus quer que a sua missão salvadora alcance a todos os homens que ainda não o aceitaram como Salvador e Senhor e quer que os salvos transmitam essa experiência as outros. Nesse sentido, não corresponder a esta ordem é não compreender o que é ser Igreja, o que é partilhar da vida de Cristo. "Sereis meus amigos se fizerdes o que vos digo" (Jo 15,14). Nós, que somos Igreja, não podemos ficar indiferente a esta ordem. 

Evangelizar é, portanto, uma palavra de ordem. Todos são ordenados a evangelizar. Todos são ordenados a anunciar a pessoa de Cristo Jesus. Mas nem todos estão comprometidos a proclamar que Jesus é o Senhor! 

Evangelizar é tornar presente a Igreja de Jesus, em todo o lugar onde haja alguém para ouvir a Verdade. 

Todo aquele que queira responder a este mandamento de Cristo "Ide por todo o mundo e anunciai a Boa Nova a toda à humanidade (Mc 16, 15-16), não estará só, porque o próprio Jesus nos disse "E eis que estarei convosco todos os dias, até à consumação dos séculos" (Mt 28,18-20). 

Jesus conhece bem as nossas limitações, as nossas fraquezas, as nossas dúvidas e, é da fraqueza de cada um de nós que Ele se serve para espalhar a Sua Palavra, levar a esperança a toda a criatura. No entanto, ninguém pode evangelizar se não estiver evangelizado. 

Ninguém pode anunciar que Deus é amor se não sentir, em seu coração, esse Amor. Ninguém pode suscitar calor no outro, se não tiver fogo em si mesmo. É o Espírito Santo que nos torna novo para, como homens novos "ir ensinar” todas as nações. 

É este fogo que tem levado a deixarem sua família, casa, conforto, futuro promissor, amigos, para anunciar a Pessoa Bendita de Jesus, Ele, o próprio Evangelho. 

Eis o que o apostolo Paulo fala sobre sua missão de pregar o evangelho: 

“Eis aqui estou pronto para pela terceira vez ir ter convosco, e não vos serei pesado, pois que não busco o que é vosso, mas sim a vós: porque não devem os filhos entesourar para os pais, mas os pais para os filhos. Eu de muito boa vontade gastarei, e me deixarei gastar pelas vossas almas, ainda que, amando-vos cada vez mais, seja menos amado”. (2 Co. 12:14-15). 

Isto sim é entender a chamada e missão de Deus em nossas vidas e demostrar a todos que amando a Deus a cima de todas as coisas, amamos os nossos semelhantes que não andam em conformidade do evangelho que quer salvar a todo o pecador! 

O evangelista, deve orar sempre! A oração é arma indispensável para o evangelista, orar antes de sair, durante a evangelização e após é fundamental, ore também pela pessoa que está sendo evangelizada, ore por pessoas do seu círculo de amizades, não desista delas. Peça oportunidades a Deus. Esteja preparado para evangelizar. Esteja em comunhão com Deus e seja corajoso! 

O evangelista deve ler bastante! Todos nós precisamos de sabedoria para realizar esta obra, pois essa obra não se realiza e não pode ser “por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o SENHOR” (Zacarias 4:6); precisamos de sabedoria de Deus e do conhecimento de sua Palavra! Com dedicação a oração e a leitura da palavra, alcançaremos em nos mesmo o sentido real do evangelizar, precisamos nos dedicar, pois Deus não depende de mim nem de você, mas precisa que estejamos dispostos e capazes de levar a sua palavra aos que não a conhecem. 

COMO EVANGELIZAR? 

Podemos evangelizar de diversas formas usando a criatividade, no entanto, a mensagem que devemos passar é a mensagem Bíblica, genuína e pura, que mostra a graça de Deus em enviar Jesus Cristo para a salvação do ser humano (Tt. 2:11). 

Abaixo algumas formas de evangelizar: 

O testemunho pessoal: Vivendo o evangelho verdadeiramente no dia a dia seremos luz na vida das pessoas. Deus usa o nosso exemplo de vida para abençoar vidas. O bom testemunho dos cristãos às vezes fala mais alto para as pessoas do que palavras. Viva o evangelho e sua vida evangelizará as pessoas. Conte às pessoas o que Jesus fez por você. A maioria das pessoas tem curiosidade de saber por que somos diferentes em nossas ações, e é nesse momento que você poderá contar o seu testemunho de conversão, de como Jesus mudou a sua vida. 

Saindo na campanha evangelizadora: A entrega de literaturas é uma forma interessante de dar uma pequena porção da mensagem do evangelho a alguém e, aproveite para aprofundar essa mensagem nesse encontro, leia com o ouvinte a literatura, mostre exemplos do poder de Deus por meio da palavra. Convide-os para o culto, convidar seu amigo para te acompanhar em um culto da igreja também é uma forma de evangelizar. O importante é não ficar forçando, exigindo, cobrando nada das pessoas. Esse contato inicial com Deus precisa ser espontâneo. Jesus era alguém que fazia muitos convites para que as pessoas o seguissem e, mesmo sendo Deus, obteve um “não” de muitas pessoas. Esteja preparado, quem faz a obra na vida da pessoa é Deus, nós somos instrumentos. Nem sempre as pessoas reagem positivamente ao evangelho. 

Cultos públicos (cruzadas e mini cruzadas): Um meio de evangelizar é realizando cultos ao ar livre, envolva-se na obra, há diversidade de cultos e locais que podemos expor a palavra, não perca a oportunidade, mas recomendo-vos: 

  • Seja educado e cortes saudando a todos com a Paz do Senhor! 
  • Evite discutir, jamais ataque a religião, esqueça Maria, os Santos, fale de Jesus; 
  • Seja objetivo, simples, humilde e firme; 
  • Não conte histórias, piadas nem ditos populares, fale a Bíblia. 
A QUEM E ONDE EVAGELIZAR

Depois de tomarmos consciência que éramos por natureza filhos da ira (Efésios 2:1-17) temos que começar a andar por fé e não por vista! Sendo Jesus evangelizador por excelência (Efésios 2:17) ele nos deu o exemplo (Jo 13:15) e este exemplo nos mostra que evangelizar abrange todas as classes sociais que conseguirmos alcança. Jesus, Paulo, Felipe, Pedro e todos os outros apóstolos evangelizavam aonde quer que eles andassem, eis os exemplos abaixo: 

Jesus: 

EVANGELIZOU junto ao POÇO de Jacó a MULHER SAMARITANA: (Jo. 4). 
EVANGELIZOU na CASA à ZAQUEU o PUBLICANO: (Lc. 19). 
EVANGELIZOU à noite a NICODEMOS o PRINCIPE dos FARISEUS: (Jo. 3). 
EVANGELIZOU ao LADRÃO na CRUZ (LC. 23:43) 
EVANGELIZOU em público, nas sinagogas, nos montes, as margens do mar, o caminho de Emaús (vale abrir um parênteses e mostrar que ele no caminho de Emaús estava evangelizando a “crentes”), no caminho de Damasco Ele estava evangelizando um perseguidor! 

Felipe evangelizou toda a CIDADE de SAMARIA e ao ETÍOPE no carro: (At. 8:5-13). 

Pedro evangelizou o centurial romano Cornélio em sua casa (At. 10:1-35). 

Paulo evangelizou toda a ASIA menor, sendo ele mesmo o maior missionário da Igreja primitiva vale destacar as três campanhas missionárias dele: 

A PRIMEIRA VIAGEM MISSIONÁRIA (AT 13 – 14): 
  • De Antioquia a Chipre (At 13.1-12). 
  • De Chipre a Antioquia da Pisídia (At 13.13-52). 
  • De Icônio ao regresso a Antioquia (At 14.1-28). 
A SEGUNDA VIAGEM MISSIONÁRIA (AT 15.36 – 18.28) 
  • Em direção à Ásia (15.36–16.8). 
  • Em direção à Europa (16.12–18.18). 
  • Regresso (18.18-22). 
A TERCEIRA VIAGEM MISSIONÁRIA E VIAGEM ROMA (AT 18.23 – 28.31) 
  • De Antioquia a Macedônia (18.23 – 20.3). 
  • De Filipos a Jerusalém (20.6 – 21.17). 
  • Viagem a Roma (23.31-33; 27 – 28.31). 
A história das viagens missionárias de Paulo é, na verdade, a história dos Atos do Espírito Santo na vida desse intrépido servo de Deus. O Espírito Santo ainda opera as mesmas maravilhas narradas em Atos, basta apenas alguém solícito clamar: “Eis-me aqui, envia-me a mim”. 

E você o que está pensando agora? És um missionário ou é um campo missionário? 

QUANDO EVANGELIZAR 

Hoje, agora! Não percamos mais tempo, se Jesus em seus dias na terra já dizia que “Não dizeis vós que ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Eis que eu vos digo: Levantai os vossos olhos, e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa” (Jo. 4:35), o que diremos nós em pleno século XXI, no ano atual? 

Jesus foi crucificado, ressuscitou, apareceu aos discípulos e disse: 

“E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder. (Lc. 24:49)” 

Logo em seguida ele diz: 

“Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra. (At. 1:8)” 

Sendo conhecedores destas palavras os discípulos: 

“E, entrando, subiram ao cenáculo, onde habitavam Pedro e Tiago, João e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelote, e Judas, irmão de Tiago. Todos estes perseveravam unanimemente em oração e súplicas, com as mulheres, e Maria mãe de Jesus, e com seus irmãos. (At. 1:13-14)” 

“E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. (At. 2:1-4)”. 

Após o batismo com o Espírito Santo os discípulos acomodaram-se e esqueceram-se da ordem: 

“e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra. (At. 1:8)” 

Ficaram somente em Jerusalém, mas Deus que não esquece, utiliza-se de um meio bastante enérgico para que o evangelho saia de Jerusalém e vá a toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra, ele levanta uma perseguição: 

“E fez-se naquele dia uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersos pelas terras da Judéia e de Samaria, exceto os apóstolos. (At. 8:1)”. 

Parece engraçado, mas crente que não evangeliza conforme Atos 1.8 é o mesmo que vai evangelizar na força de Atos 8.1. 

Levantemo-nos, usemos o que Deus nos concedeu, o tempo, a saúde, as oportunidades, agora é a hora! Já diz o poeta sacro, “Vem e vê os campos brancos já estão aguardando braços que os segaram. Jovem desperta, faz-te pronto e alerta, queiras logo responder: Eis-me aqui Senhor.” 

Um crente que não evangeliza precisa ser evangelizado, uma igreja que não evangeliza é uma igreja morta e morto não tem futuro. 

OS FRUTOS DO EVANGELISMO 

Nos preparamos, saímos ao campo, pregamos, evangelizamos, oramos, cantamos, participamos dos cultos públicos e o que aconteceu? Nada! Impossível! A obra de Deus feita sempre tem resultados positivos. 

Atente para a revelação do Santo Espírito a Igreja de Coríntios: “Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento. Por isso, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. (1 Co. 3:6-7)”. 

O salmista deixa isso bem claro: “Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos. (Sl. 126:6)”. 

O fruto do evangelismo vem através do sofrimento, lembre-se, a Igreja foi fundada sob a rocha que é Cristo e isso após a morte dele! 

As igrejas iniciaram-se após a perseguição e morte de Estevão! O protestantismo que hoje vivemos é fruto do martírio de Jan Huss e consequentemente a intrepidez que sofreu o perseguido Martinho Lutero. 

Somos fruto do sofrimento, acima de tudo, fruto de pessoas sujeitas às mesmas paixões que nós, com suas limitações, defeitos, mas que tinha em mente que o futuro lhes reservava algo superior e por isso abnegaram-se ao EVANGELISMO. Hoje, nos gozamos de uma “paz” religiosa que nos quer levar ao marasmo, mas temos que produzir frutos, temos que pregar, salvar! 

A RECOMPENSA DO EVANGELISTA 

Ninguém trabalha de graça! Já ouviu isso? É impressionante como hoje em dia, estamos sempre em busca da recompensa, salário, presente e etc. 

Não nos esqueçamos, A SALVAÇÃO QUE RECEBEMOS DE JESUS, NOS FOI DADA DE GRAÇA POR ELE, e Ele o que recebeu? O que demos a Ele? Que fizemos por Ele e para Ele? 

Evangelizemos, pois o Jesus que nos servimos nos garante vida e vida em e com abundância, vida eterna, livramento! 

Parafraseando tudo isso eis o texto sagrado: 

“Os seus discípulos, ouvindo isto, admiraram-se muito, dizendo: Quem poderá, pois, salvar-se? E Jesus, olhando para eles, disse-lhes: Aos homens é isso impossível, mas a Deus tudo é possível. Então Pedro, tomando a palavra, disse-lhe: Eis que nós deixamos tudo, e te seguimos; que receberemos? E Jesus disse-lhes: Em verdade vos digo que vós, que me seguistes, quando, na regeneração, o Filho do homem se assentar no trono da sua glória, também vos assentareis sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel. E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou terras, por amor de meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna. Porém, muitos primeiros serão os derradeiros, e muitos derradeiros serão os primeiros. (Mt. 19:25-30)”. 

Para entendermos melhor porque Pedro indaga Jesus sobre a recompensa que ganharia por segui-lo, ama e obedecê-lo basta lembrarmos o diálogo de Jesus com um jovem rico, onde Jesus lhe diz para vender todos seus bens e dar o dinheiro aos pobres para que obtivesse um tesouro no céu e, só depois, seguisse a Jesus. 

O jovem era muito rico e ao ouvir tais palavras de Jesus, ficou muito triste, pois ele entendeu que era preciso renunciar toda sua riqueza para seguir a Jesus e viver da divina providência. Então, o jovem entristecido desiste e vai embora. 

Os discípulos, ao verem aquela situação, ficam perplexos, então, Pedro toma a palavra e pergunta a Jesus qual a recompensa que obteriam por ter deixado tudo para segui-Lo. 

Com essa indagação de Pedro, nós podemos tirar um ensinamento muito valioso: sempre esperamos alguma coisa como recompensa, mas para obtermos a recompensa de Deus temos que renunciar a muitas coisas boas e ruins. 

A recompensa de Deus para nós são duas, a primeira recompensa diz respeito a eternidade e a segunda sobre a vida neste tempo. Todos que optam por renunciar a tudo em busca de algo infinitamente maior e melhor, ou seja, o seguir a Cristo terá como herança a vida eterna e receberão cem vezes mais. 

Todos os milagres que ocorrem em nossa vida referem-se a esta recompensa de receber "cem vezes mais" de Deus. E a mensagem, por trás dessa passagem bíblica, diz respeito a vivermos uma vida virtuosa, ou seja, praticarmos o bem em todas as circunstâncias para tornarmo-nos semelhantes a Deus e trabalharmos para louvor dEle. 

Vale a pena ser virtuoso e se esforçar para fazer EVANGELIZAR. Portanto, hoje, pratique EVANGELIZE, seja amigo do bem, ame o próximo, honre a Deus acima de todas as coisas, mesmo que você seja humilhado e perseguido, pois o mundo precisa de pessoas virtuosas e que evangelizem! 

Peça a Deus força para enfrentar o mal e disposição para viver uma virtuosa. Peça a coragem para renunciar às coisas - boas e ruins que o mundo nos oferece para tirar-nos da presença de Deus- e seguir a Jesus. Desta forma, você obterá a recompensa de receber "cem vezes mais" nesta vida e, também, a herança da vida eterna. 

É preciso entender que o pecado é o mal deste mundo, e que o mesmo está enfermo por conta disso, mas Deus nos concedeu o DOM de CURAR, e EVANGELIZAR é o remédio! 

CONCLUSÃO 

Como você sente hoje a chamada universal de Jesus, Ele fez duas chamadas bem distintas: 

A primeira, “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. (Mt. 11:28)” 
A segunda “Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. (Mt. 4:19)” 

Na primeira o convite a salvar-se! 
Na segunda o contive a evangelizar! 

Na primeira Ele tira o julgo da servidão do pecado. 
Na segunda Ele põe o jugo suave e o fardo leve (Mt. 11:30). 

Na primeira Ele nos aceita como somos. 
Na segunda Ele anseia nos ensinar “aprendei de mim”, diz Ele; para que sigamos as suas pisadas! 

Na primeira Ele sabe o que somos. 
Na segunda Ele mostra o que seremos. 

Ser um evangelista é ser como Jesus e quem assim, vive servindo ao Mestre, está debaixo da promessa, “Se alguém me serve, siga-me, e onde eu estiver ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, meu Pai o honrará”. (João 12:26)

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

PORQUE SOFREMOS?

O sofrimento é algo universal, se existe algo no mundo que podemos afirmar categoricamente é que ele é universal; sofremos, com a falta (privações), sofremos com a benção alheia (inveja), sofremos pela omissão (arrependimento), sofremos com a indiferença (rejeição), sofremos pela antecipação (ansiedade), sofremos com as derrotas e alguns com as vitorias e inúmeros são os motivos pelo qual sofremos ou que nos fazem sofrer, é bem verdade que nem todos sofrem pela mesma causa, mas todos sofrem, uns com mais intensidade, por alguma coisa ou causa e até mesmo por falta delas! 

Você já se perguntou por que sofremos? Talvez respondas: - “sofro porque está escrito!”, baseando sua fala no que disse Jesus “No mundo tereis aflições” (João 16:33); certo é que, muitas são as causas de nosso sofrimento e muito deste sofrimento é atribuído ao inimigo de nossa alma, mas nem tudo é culpa dele, veja que o profeta Jeremias foi bastante incisivo dando-nos uma contundente resposta “De que se queixa, pois, o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus pecados” (Lamentações 3:39), e agora? Quem é o responsável? 

Acalme-se “Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor o livra de todas. (Salmos 34:19)”. 

Não quero com este escrito, mostrar o modelo de desvencilhar-se do sofrimento (quem dera saber como), mas assim como a Bíblia, pois com base nela escreveremos, nossa intenção é mostrar que mesmo sofrendo, podemos diminuir este sofrimento ou até mesmo evita-lo (alguns); com isso, entendemos que existam sim, os que sofrem mais e os que sofrem menos! 

Uma característica é que o sofrimento não faz acepção de pessoa! Sofre o rico, sofre o pobre, sofre o branco, sofre o negro, e por aí vai... sofre o injusto, ímpio e pecador, e podemos dizer que com razão, mas também sofre o justo, regenerado, mas não podemos dizer sem razão! 

É inegável que a consequência primeira do sofrimento advém da queda do homem (Gênesis 3) isso abrange desde o mais ínfimo pecador, ao humilde, simples e justo dos homens. O pecado de Adão, o que chamamos de pecado original abrangeu toda a criação! Paulo deixa isso bem claro quando aos romanos escreveu, “Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram” (Romanos 5:12), a morte, é a colheita do fruto do sofrimento! 

Em consequência desta pecaminosidade que muitos podem negar, mas não tem como escapar dela “Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe” (Salmos 51:5), agimos de forma decadente, pois habita em nós uma natureza decaída, pecaminosa, eis as palavras de Paulo, sobre si: 

“Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado. Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço. E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim. Acho então esta lei em mim, que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo. Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus; Mas vejo nos meus membros outra lei, que batalha contra a lei do meu entendimento, e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros. Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?”. (Romanos 7:14-24) 

Vede que mesmo tentando agradar em tudo (Colossenses 1:10) ele em certo ponto, assim como eu e você, não conseguíamos! Logo, entendemos que sofremos por conta de nossa natureza pecaminosa, mas isso pode ser evitado, mas ainda assim, teremos aflições, pois “também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições” (2 Timóteo 3:12). 

Sofremos pelo pecado de Adão, assim como a natureza também sofre (Romanos 8:22), e isso corrobora com a nossa natureza canal e pecaminosa, mas como disse a cima, podemos evitar andando na Luz (I João 1:7). 

Visto que temos uma natureza pecaminosa, temos que procurar combater contra ela, como Paulo explicitou aos gálatas “Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne. Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis” (Gálatas 5:16-17), como muitos de nós não atentamos para esta guerra interior, em popular português “metemos os pés pelas mãos”, falamos ou fazemos coisas por impulso, justificando que somos seres humanos, seres com defeitos, e condenando e/ou rejeitando a correção, declaramos que antes de julgar deve-se levar em conta tudo isso, pois hoje sou eu quem erro, amanhã será você; não julgue, pra não ser julgado! 

Na verdade, isso é uma desculpa ignorante! É uma fraqueza maior desculpar-se de seus pecados, o argumento de que a carne é fraca como dizem alguns, visto que já sabemos que a carne é fraca; essas muitas desculpas nos levarão ao lugar da mediocridade, a condenação eterna, pois somos responsáveis por nossos atos e isso é evidente a todos, toda ação tem uma reação, é o que chamamos de lei da semeadura, vede o que os gálatas escutaram “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gálatas 6:7); é impossível plantar goiaba e colher uva! 

A Bíblia está cheia de exemplos desta colheita irresponsável, cuidado, vais sofrer de graça, e tudo isso consequência de escolhas impulsivas ou até mesmo premeditadas somente para o momento, pois “O que semear a perversidade segará males” (Provérbios 22:8). Cada um colhe o que planta! 

Se não gostas do que estás colhendo, lembre-se do que plantou e comece a mudar o vosso plantio, assim “Lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás” (Eclesiastes 11:1). 

Agora sabemos que sofremos em decorrência do pecado adâmico, por nossa natureza pecaminosa, por nossas ações, escolhas e por estarmos no mundo, sim, por estarmos no mundo sofremos como bem disse Jesus “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (João 16:33), ainda bem que Jesus, disse que tivéssemos bom animo, pois ele tinha vencido o mundo, mas nós para vencermos o mundo precisamos estar nele e quem está em Cristo não está isento do sofrimento, mas tem a certeza que Ele é nosso ajudador, consolador, intercessor e que nos garante a vitória se formos fieis! 

Sabemos que “que todo o mundo está no maligno” (1 João 5:19), logo, só podemos esperar dele ódio como bem está escrito “Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim; se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia. Meus irmãos, não vos maravilheis, se o mundo vos odeia” (João 15:18, 19; 1 João 3:13), isso acontecerá se tivermos uma vida de renúncia “à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente” (Tito 2:12) e aqui temos um antidoto para este sofrimento, a nossa fé “Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé” (1 João 5:4), tenha fé, pois ao que vencer está prometido “comerá da árvore da vida”, “poder sobre as nações”, “se assentará com Cristo no trono dEle”, “não receberá o dano da segunda morte”, “será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida”, “comerá do maná escondido, terá uma pedra branca”, “Será coluna no templo do meu Deus” e enfim, “herdará todas as coisas”, mas somente o que vencer! (Apocalipse 2:7, 2:11, 2:17, 2:26, 3:5, 3:12, 3:21, 21:7). 

O sofrimento tem muitos motivos, já listamos alguns, mas tem mais, além sofrermos por consequência do pecado adâmico, por nossa natureza pecaminosa, por nossas ações, escolhas e por estarmos no mundo, sofremos pela afronta do inimigo de nossas almas, sim, é inegável que em sua grande maioria, o sofrimento é fruto de nossas ações, mas isso não nos isenta de sermos atacados pelo inimigo! E isso ele faz, não somente para sofrermos hoje (temporal), mas sim para sofrermos sempre (eternidade), o sofrimento abrange o tempo em que vivemos e o tempo que iremos viver! Em quanto no mundo, sofremos as aflições deste presente século mal, mas depois do mundo, ou gozaremos eternamente, ou sofreremos eternamente, e muito disso é estritamente de cunho pessoal, mas, também o inimigo não deixará de nos afrontar! Temos que resistir e “ele fugirá de vós” (Tiago 4:7). 

Este sofrimento que é proveniente da ação maligna, não é exclusivo, pessoal, mas de todos, “Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar” (1 Pedro 5:8), o que temos que fazer é “resisti firmes na fé, sabendo que as mesmas aflições se cumprem entre os vossos irmãos no mundo” (1 Pedro 5:9). Estas ações são na verdade tentações, e somos tentados pelos desejos de nosso coração “Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência (desejo desordenado)” (Tiago 1:14), uma maneira de minimizar está ação maligna, que gerara o sofrimento, é tendo comunhão com Deus, com sua palavra, buscando as coisas de cima (Colossenses 3:1), ajuntando tesouro nos céus (Mateus 6:20), não colocando coisas más diante os olhos (Salmos 101:3), mesmo assim, isso não o impedira de nos tentar, mas poderá impedir que soframos! Todos estes meios de sofrimento, se o evitarmos, teremos um lugar na eternidade de gloria, mas existe um tipo de sofrimento que é glorioso! 

Recapitulando, sofremos em decorrência do pecado de Adão, sofremos em decorrência de nossa natureza pecaminosa, sofremos por nossas escolhas (fruto, lei da semeadura), sofremos por estarmos no mundo, sofremos pela afronta do inimigo, e “tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada” (Romanos 8:18); mesmo no sofrimento, “sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Romanos 8:28), mas há um sofrimento que o Cristão não deve ou não tem como evitar, atente para a verdade vero testamentária “Porque a vós vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nele, como também padecer por ele” (Filipenses 1:29). 

Entendeu o versículo a cima? Não precisaria escrever mais nada, se tivéssemos plena abrangência da magnificência deste assunto, o gozo do sofrimento de Cristo é compartilhado a nós que somos verdadeiramente cristãos (pequenos cristos), não de palavra, mas de coração! 

Eis as declarações dos primeiros cristãos sobre o assunto... 

Os Discípulos

Retiraram-se, pois, da presença do conselho, regozijando-se de terem sido julgados dignos de padecer afronta pelo nome de Jesus. (Atos 5:41) 

Pedro
Porque é coisa agradável, que alguém, por causa da consciência para com Deus, sofra agravos, padecendo injustamente. (1 Pedro 2:19) 

Se pelo nome de Cristo sois vituperados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus; quanto a eles, é ele, sim, blasfemado, mas quanto a vós, é glorificado. Que nenhum de vós padeça como homicida, ou ladrão, ou malfeitor, ou como o que se entremete em negócios alheios; Mas, se padece como cristão, não se envergonhe, antes glorifique a Deus nesta parte. (1 Pedro 4:14-16) 

Moises
Escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus, do que por um pouco de tempo ter o gozo do pecado; Tendo por maiores riquezas o vitupério de Cristo do que os tesouros do Egito; porque tinha em vista a recompensa. (Hebreus 11:25, 26) 

Muitos cristãos
Em parte fostes feitos espetáculo com vitupérios e tribulações, e em parte fostes participantes com os que assim foram tratados. (Hebreus 10:33) 

Saiamos, pois, a ele fora do arraial, levando o seu vitupério. (Hebreus 13:13) 

Paulo
Talvez a mais celebre declaração que corrobora com o que o mesmo falou aos filipenses foi por ele escrita aos gálatas “Desde agora ninguém me inquiete; porque trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus” (Gálatas 6:17) 

Porque para isto trabalhamos e somos injuriados, pois esperamos no Deus vivo, que é o Salvador de todos os homens, principalmente dos fiéis. (1 Timóteo 4:10) 

E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo, (Filipenses 3:8) 

Eu, porém, irmãos, se prego ainda a circuncisão, por que sou, pois, perseguido? Logo o escândalo da cruz está aniquilado. (Gálatas 5:11) 

São hebreus? também eu. São israelitas? também eu. São descendência de Abraão? também eu. São ministros de Cristo? (falo como fora de mim) eu ainda mais: em trabalhos, muito mais; em açoites, mais do que eles; em prisões, muito mais; em perigo de morte, muitas vezes. Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos um. Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo; em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos; em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejum muitas vezes, em frio e nudez. Além das coisas exteriores, me oprime cada dia o cuidado de todas as igrejas. Quem enfraquece, que eu também não enfraqueça? Quem se escandaliza, que eu me não abrase? Se convém gloriar-me, gloriar-me-ei no que diz respeito à minha fraqueza. O Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que é eternamente bendito, sabe que não minto. Em Damasco, o que governava sob o rei Aretas pôs guardas às portas da cidade dos damascenos, para me prenderem. E fui descido num cesto por uma janela da muralha; e assim escapei das suas mãos. (2 Coríntios 11:22-33) 

Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte. (2 Coríntios 12:10) 

Graça a vós e paz da parte de Deus nosso Pai, e da do Senhor Jesus Cristo. Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação; Que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus. Porque, como as aflições de Cristo são abundantes em nós, assim também é abundante a nossa consolação por meio de Cristo. Mas, se somos atribulados, é para vossa consolação e salvação; ou, se somos consolados, para vossa consolação é, a qual se opera suportando com paciência as mesmas aflições que nós também padecemos; E a nossa esperança acerca de vós é firme, sabendo que, como sois participantes das aflições, assim o sereis também da consolação. Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que nos sobreveio na Ásia, pois que fomos sobremaneira agravados mais do que podíamos suportar, de modo tal que até da vida desesperamos. Mas já em nós mesmos tínhamos a sentença de morte, para que não confiássemos em nós, mas em Deus, que ressuscita os mortos; o qual nos livrou de tão grande morte, e livra; em quem esperamos que também nos livrará ainda, (2 Coríntios 1:2-10) 

Logo, que prêmio tenho? Que, evangelizando, proponha de graça o evangelho de Cristo para não abusar do meu poder no evangelho. Porque, sendo livre para com todos, fiz-me servo de todos para ganhar ainda mais. E fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus; para os que estão debaixo da lei, como se estivesse debaixo da lei, para ganhar os que estão debaixo da lei. Para os que estão sem lei, como se estivesse sem lei (não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo), para ganhar os que estão sem lei. Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns. E eu faço isto por causa do evangelho, para ser também participante dele. (1 Coríntios 9:18-23) 

Porque tenho para mim, que Deus a nós, apóstolos, nos pôs por últimos, como condenados à morte; pois somos feitos espetáculo ao mundo, aos anjos, e aos homens. Nós somos loucos por amor de Cristo, e vós sábios em Cristo; nós fracos, e vós fortes; vós ilustres, e nós vis. Até está presente hora sofremos fome, e sede, e estamos nus, e recebemos bofetadas, e não temos pousada certa, e nos afadigamos, trabalhando com nossas próprias mãos. Somos injuriados, e bendizemos; somos perseguidos, e sofremos; somos blasfemados, e rogamos; até ao presente temos chegado a ser como o lixo deste mundo, e como a escória de todos. (1 Coríntios 4:9-14) 

Estes relatos de sofrimento declarado acima são provenientes do relacionamento com Deus e este sofrimento nos aproxima mais de Deus e tudo o que escrevi, para uns serve de vergonha, mas para os que esperam em Cristo Jesus, não! 

Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados; Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra; Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos; Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia; Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus; Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus; Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós. (Mateus 5:1-12) 

Palavras de Jesus Cristo, o servo por excelência, sofredor! 

Eis uma poesia... cantada sobre o sofrimento 

A quem afirme que o crente no mundo não deve sofrer; aos que dizem que o crente no mundo não pode chorar; outros que pregam só prosperidade gozo e prazer, como o mundo fosse para o crente um verdadeiro lar; eles esquecem que o povo de Deus e peregrino aqui; e que os salvos estão neste mundo, mas dele não são, eles não lembram que Jesus um dia para nos falou; aqui no mundo tereis aflições. 

É mister sofrer por Jesus; o sofrimento aqui nos purifica e nos identifica com o Cristo da cruz; o sofrer aqui findará; se a dor é grande chora aos pés de cristo e as tuas lagrimas Ele enxugará; o choro pode durar uma noite, mas pela manhã a vitória virá. 

O sofrimento aproxima o crente do altar de Deus; o sofrimento martiriza o corpo formado no pó; mas enobrece a alma contrita ligada com o céu; que ora e chora pedindo resposta ao Deus de Jó; se a enfermidade ou necessidade faz você sofrer; se a calunia ou vitupério faz você chorar; conte a Jesus, pois ele te conhece sofreu por você; espera firme o socorro vira. (Jair Santos, A Tríplice Redenção, Sofrer e Vencer). 

Eu não sei o que estás passando, se é fruto de algum dos pontos que listamos acima, mas se é grande a luta que estás passando, nada posso fazer, pois sou semelhante a você, mas existe um alguém que tudo pode fazer, Jesus, pode todas as coisas! 

Sofrimento não mata o homem, saiba que “Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar” (1 Coríntios 10:13), agora “sofre pois comigo as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo” (2 Timóteo 2:3). 

Em Cristo, sou, tão sofredor quanto você que lê, mas nEle, somos mais que vencedores!

- Gustavo Clemente