Você já se perguntou: “Qual a vantagem de ser uma boa pessoa, se tudo que colhi disso até hoje foi decepção e trauma?”
Essa pergunta é real. É honesta. E talvez, em silêncio, muitos já fizeram a mesma. Porque a verdade é que ser bom dói. Dói ver a injustiça prevalecer. Dói tratar bem e ser maltratado. Dói perdoar e ser esquecido. Mas ainda assim, a Bíblia nos convida: “E vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem.” (2 Tessalonicenses 3:13)
Se esse versículo existe, é porque Deus sabe o quanto é importante fazer o bem. Ele sabe como a bondade, em um mundo egoísta, parece fraqueza. Mas Ele também promete: não é em vão.
“Os olhos do Senhor estão sobre os justos, e os seus ouvidos atentos ao seu clamor.” (Salmos 34:15)
Jesus, o exemplo perfeito de bondade, foi traído, rejeitado e crucificado. E mesmo assim, não deixou de ser bom. Porque a bondade verdadeira não espera retorno humano, ela nasce de uma natureza transformada por Deus.
Ser bom não é garantia de ser bem tratado. Mas é certeza de estar do lado certo diante de Deus.
“Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.” (Mateus 5:7)
Você pode ter se decepcionado com pessoas, mas Deus nunca despreza o justo. A recompensa talvez não venha de quem você espera, nem no tempo que gostaria, mas virá. Não em forma de aplauso, mas de paz, salvação, caráter e herança eterna.
Não pare de ser bom por causa da ingratidão dos outros. Continue sendo luz, mesmo que ninguém veja. Porque Deus vê. E Ele honra os que permanecem fiéis, mesmo cansados.
Enfim, ser bom pode não nos trazer vantagens imediatas. Mas constrói recompensas eternas.
Examinando todo o possível para reter o bem, com base na experiência bíblica e interpessoal.
segunda-feira, 14 de julho de 2025
domingo, 13 de julho de 2025
ATÉ QUE QUE TODOS CHEGUEMOS A VARÃO PERFEITO
Eu reconheço pessoas.
Eu admiro pessoas.
Eu respeito pessoas.
Algumas delas são referência para mim, e isso é justo.
Mas nunca, jamais, me permitirei ser destruído pela decepção com alguém.
Porque eu entendo: assim como eu, elas também são humanas, falhas, limitadas.
A verdade é que todos nós estamos sujeitos a um dia mau. Aquele dia em que o cansaço vence, o coração vacila, a mente tropeça, e palavras ou atitudes ferem, confundem ou até escandalizam. Mas isso não define o todo. Não é justo medir uma vida por um tropeço.
O apóstolo Paulo escreveu: "Até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo" (Efésios 4:13).
Isso mostra que ainda estamos a caminho. Ninguém está pronto. Todos estamos sendo moldados.
Sim, devemos seguir bons exemplos. Sim, podemos aprender com outros. Mas nunca devemos idolatrar pessoas. Porque mesmo os grandes homens e mulheres de Deus carregam dentro de si a luta entre carne e espírito.
E quando a decepção vier, e ela virá, lembre-se: "Se alguém cair, poderá levantar-se de novo com a graça de Deus. Mas se alguém tropeçar, que não seja no julgamento duro de outro, mas no amor que compreende."
Não desista de pessoas.
Não desista de você.
Deus não desiste de nenhum de nós.
Porque "fiel é o que vos chama, o qual também o fará" (1 Tessalonicenses 5:24). Ele começou a boa obra… e vai completá-la.
Até lá, sejamos pacientes.
Com os outros. E conosco.
Sempre com os olhos fixos em Cristo, o único que não falha.
ONDE ESTOU, DEUS?
Você já culpou Deus por não ouvir a voz dEle? Ou melhor… em algum momento da sua vida, você já ouviu Deus?
Talvez, sem perceber, você tenha trocado a intimidade por rotina, a comunhão por conforto. Você ora, mas não sente. Você fala, mas não ouve resposta. Você lê, mas parece que tudo está em silêncio.
“Onde estou, Deus?”
Essa pergunta ecoa forte dentro de quem já viveu experiências com o Senhor e agora se encontra em um lugar silencioso demais para ser ignorado, mas confortável demais para parecer um deserto. É esse o perigo. O deserto te faz clamar. O conforto te faz esquecer.
Na Bíblia, Abraão ouviu a voz de Deus no deserto. Isaac, Jacó, Moisés… todos encontraram direção em lugares áridos. João Batista era a voz do que clamava no deserto, e foi no deserto que Deus falava com ele.
Mas eu… eu estou no conforto da minha casa. Tenho o que comer, onde dormir, saúde, recursos. E, mesmo assim, não ouço. Não é o lugar. Sou eu.
O Salmo 139 diz que “para onde me irei do teu Espírito, ou para onde fugirei da tua face?”
Sim, Deus está em todo lugar. Mas a pergunta certa não é “Onde estás, Deus?”, é: “Onde estou, Deus?”
Talvez eu esteja me escondendo atrás da correria. Talvez tenha me distraído com as próprias bênçãos. Talvez tenha me perdido nas atividades, e negligenciado a essência.
Davi orou: “Não me lances fora da tua presença e não retires de mim o teu Espírito Santo. Torna a dar-me a alegria da tua salvação” (Salmos 51:11-12). Essa oração precisa ser nossa também.
Porque não é o conforto que nos afasta de Deus, é o comodismo. Não são as bênçãos que nos tiram da presença, é quando amamos mais as dádivas que o Doador.
Então clame como quem reconhece a própria limitação: Deus, me ajuda a me encontrar. Livra-me de mim mesmo. Desperta meu coração. Não me deixes acostumar com o silêncio, nem com uma fé sem fogo, nem com uma vida sem santidade.
Que possamos, mesmo em meio ao conforto, viver como quem tem fome e sede de Deus.
Essa é a oração de quem não quer apenas estar perto de Deus… mas em Deus.
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