sábado, 19 de novembro de 2016

BOAS OBRAS

"...aprenda a aplicar-se às boas obras, nas coisas necessárias, para que não sejais infrutuosos"
Paulo a Tito (3:14)

Há inúmeros conselhos bíblicos para nosso viver, eles têm um tripé inegociável, a saber, a salvação, a santificação e a edificação.

Falando aos seus servos Deus usa de sua multiforme sabedoria, mas que envolve sempre salvar, santificar e edificar, e quem assim aprende, vive uma vida justa, sóbria e piedosa aguardando a bem aventurada esperança e o aparecimento de Deus e nosso Senhor Jesus.

Dedicar-se as boas obras, atender e exercer as coisas necessárias, é entender e atender o que disse João:

"Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento" (Mateus  3:8)

Assim "Tendo o vosso viver honesto entre os gentios; para que, naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, glorifiquem a Deus no dia da visitação, pelas boas obras que em vós observem." (1 Pedro 3:12)

- Gustavo Clemente

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

NÃO OS TIRES DO MUNDO


Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. (João 17:15)
O capitulo 17, escrito por João, é uma transcrição da sublime oração do Mestre dos mestres, Reis dos reis, Senhor dos senhores, Jesus Cristo! Ele não via a oração como um recurso nas horas mais difíceis, nas horas incertas, mas sim o meio pelo qual Ele mostrava ao mundo e a todos os que o rodeavam que orando, estamos mais perto de Deus!
Os 26 versículos mostram um amor inesgotável, sacrificial e imensurável por todo aquele que esteve e estava e estão sob o julgo do pecado! Cada frase nesse capitulo, assim como em todos os outros demonstra um cuidado sublime do Criador Bendito pela criatura, e dentre tantas frases, que destacar o que está entendido “não os tires do mundo, os livre do mal”.
Muitos incompreendidos e muitos que não compreenderam as verdades sagradas distorcem cada frase bíblica tentando justificar seus achismos, mas a Palavra de Deus é bem clara, “Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade; e lhe será concedida. (Tiago 1:5)”, Jesus como em tudo o que fez, foi perfeito! E deixou-nos um legado antes jamais visto e depois dEle, imitado! Essa frase de Cristo, mostra-nos muitas coisas, mas tantas coisas, que para não ser liberalista e também não aniquilar o legalismo que muitos exercem, preciso destacar dois textos bíblicos:
Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam. (1 Coríntios 10:23)”.
Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma. (1 Coríntios 6:12)”.
Embora estejamos no mundo, não somos dele “Não são do mundo, como eu do mundo não sou. (João 17:16)” e estado nele não devemos o amar “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. (1 João 2:15)”, “Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. (1 João 2:16)”, tudo isso porque “Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno. (1 João 5:19), mas depois de tudo isso, como encaramos a declaração de Jesus, parafraseando “não os tires do mundo, os livre do mal”?
Consideremos, o mundo foi criado por Deus e ao termino de sua criação “E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom... (Genesis 1.31)”, considerando também que “Tudo fez formoso em seu tempo; também pôs o mundo no coração do homem, sem que este possa descobrir a obra que Deus fez desde o princípio até ao fim. (Eclesiastes 3:11)” é preciso deixar bem claro que o enquanto estamos no mundo, precisamos usufruir dele, pois Deus o fez para nós!
Como filhos e servos de Deus temos pleno direito de usufruir desse mundo, “Mas faça-se tudo decentemente e com ordem. (1 Coríntios 14:40)”, sem se  esquecer de que não podemos nos embaraçar com os negócios dessa vida (2 Timóteo 2:4) e nem nos deixar dominar por nada, quer licito e principalmente ilícito (1 Coríntios 6:12); muitos por ignorar as verdades Sagradas ou por serem (até mesmo sem saber) legalistas (aquele que cria princípios éticos, com base em escolhas, experiências, vontades e desejos pessoas, “iluminados” pelo entendimento, seu entendimento do que é certo e do que é errado, com a mínima ou nenhuma fundamentação na palavra de Deus) escandalizam-se por e com tudo, privando a nossa liberdade “Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pelo amor. (Gálatas 5:13)”.
Entendemos então que, não somos do mundo, fomos chamados à liberdade, não devemos dar ocasião a carne, devemos agir com decência e ordem sabendo que somos Deus e do Senhor é a terra e que o sistema mundano é passageiro e dele nade devemos ter e exercer, mas que, enquanto aqui no mundo (terra), desfrutemos dentro do limite do que é santo, justo, verdadeiro, louvável, edificante e santificador que nos levará a Deus, pois somos de Deus!
- Gustavo Clemente

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

COMO NAUFRAGO

Me sinto um naufrago!

Não me sinto à deriva, sinto-me como que numa ilha, olhando para todos os sentindo, para todos os lados, sem ver sentido algum, sem sentir, sem ouvir, sem definir para onde ir, nem porque razão ficar, se é que há razão nessa minha intenção!

Dúvida cruel! Divida cruel! A vida me impôs limites ou mesmo os criei quando fiz minhas escolhas? E agora como ampliar o lugar de minha tenda? Minha choupana por pouco não se esvai, sendo quem somos, como o vapor ou como a simples flor, brota, desabrocha, que cresce, nem se reproduz e vai ao vento, ao relento, lento; agora, ando ou vago eu perdido como um na multidão em solidão!

Devaneios! A vida que anseio em nada se compara com a vida que vivo, mas que deveria ser um vislumbre da vida do porvir pelo qual julgo lutar, sem se afobar, mas quase sempre a fraquejar!

Solicitude! Licitude! Independentemente do que vivi, o certo e o porvir, devem ser vividos aqui, ali, agora, hoje, esquecendo o que não vivi, mas que deveria em mim existir, já não mais existirá o por vir, se por fim não agir como em fim, devemos todos agir!

Ufa, já não tenho ou não sei mais o que escrever, resta-me viver a vida que me resta, sem ser o resto que fui, que não devia ser, e que não posso ser. Nessa singularidade, serenidade, permissividade, nocividade fui-me, quando deveria ter permanecido para sempre, não sendo quem sou, ou não sendo sempre o mesmo, mas sendo eu mesmo, mas nunca o mesmo!

Conflitante, agoniante, extenuante, exuberante... As palavras, um naufrago...

- Gustavo Clemente