sábado, 2 de março de 2013

AMIGOS...


Um judeu que tinha três amigos. Um dia, ele foi chamado ao tribunal a fim de defender-se de certas acusações. 

O judeu es­tava aterrado. Foi ter com três amigos, e pediu-lhes que o acompanhassem. 

O primeiro respondeu:
- Não, eu não farei nenhum bem em ir; nem a você nem a mim mesmo.

O segundo disse:
- Bem, é uma coisa muito perigosa estar ao seu lado. Talvez o imperador o acuse de alguma grande ofensa contra a lei. Se eu for visto com você, ele poderá pensar que tenho parte em sua culpa. Contudo, irei com você até à porta do tribunal.

E assim ele se dirigiu ao terceiro amigo, que lhe respondeu:

- Não tema, irei com você até à presença do imperador. Dir-lhe-ei que conheço você e tenho confiança em você, e não o deixarei, enquanto você não for solto, como espero que há de ser.

E assim o fiel amigo cumpriu sua promessa.

O verdadeiro amigo está pronto a ajudar até o fim.

TALMUDE 

A BENÇÃO NA CIÊNCIA


Quando Madame Curie alcançou a tremenda vitória científica, oferecendo ao mundo a bênção dos raios-x, alguém sugeriu que ela tirasse patente de seu descobrimento, pois poderia assim compensar-se do trabalho que tivera e ga-nhar dinheiro. Ela, porém, recusou-se a fazê-lo. Queria que os raios-x fossem usados por todos, sem qualquer objetivo de lucro. 

O mesmo ocorreu com o grande cientista brasileiro Vital Brasil, quando seu instituto lançou um medi­camento a base de curare, elemento precioso nos casos de intervenção cirúr­gica. Um amigo perguntou se ele ia tirar a patente. Deu ele um sorriso e ex­clamou: "Patente p'ra quê? Quem quiser que o use para o beneficio do po­vo..."

(DESCONHECIDO)

AMOR AOS NECESSITADOS


"O Senhor Deus me deu língua de eruditos, para que eu saiba dizer boa palavra ao cansado. Ele me desperta todas as manhãs, desperta-me o ouvido para que eu ouça como os eruditos" (Is 50.4).
Temos o privilégio de ajudar os cansados pelo caminho e de dizer boas palavras a seu tempo aos que têm o coração opresso.

Artur Tavani exprime-o por estas palavras:

"Não me é dado incutir verdades científicas,
Nem o dom das mágicas cadências que emocionam.
Não podem minhas mãos tirar de algum teclado
Uma série de harmonias.
Nem posso com pincel pintar na tela
Um mar de vidro ou um perfil de santo.
Oro no entanto pelo dom de um sorriso
Satisfeito, ou um gesto inspirador.
A graça de aliviar o rude fardo
Dos que parecem sucumbir-lhe ao peso,
E o dom de encaminhar um ser, da dor
P'ra suave luz que um dia lhe fugira.
Quisera ser o coração, um mago,
Distribuindo bênçãos a mãos cheias,
E vendo em todo passarinho ou flor
A oculta essência de um poder maior.
E, mais que todos, quisera eu o dom de pena
Para mantê-lo vivo em todo coração."

Jesus sabia proferir sempre uma palavra oportuna para o cansado. 

"Je­sus olhava aos aflitos e desalentados, aqueles cujas esperanças se haviam desvanecido, e que procuravam, com alegrias terrenas, acalentar os anseios da alma, e convidava todos a nEle buscarem descanso" ("A Ciência do Bom Viver").

Transmitamos aos corações cansados estas boas palavras do Mestre:

"Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas" (Mt 11.28,29).