domingo, 3 de março de 2013

A MORTE DO MAIS RICO


Um fazendeiro tinha um empregado crente, muito antigo, em quem depositava inteira confiança, e que também era seu confidente.

Certa manhã o patrão procurou o empregado, e, triste, contou-lhe o sonho que tivera na noite anterior.

Sonhara que um mensageiro de Deus lhe dissera:

- Dentro de três dias morrerá o homem mais rico desta região.

O seu temor estava justamente no fato de ser ele, o fazendeiro, o homem mais rico da região .

Mas ao terceiro dia quem morreu foi o seu empregado de confiança, o crente.

"Há quem se faça rico, não tendo coisa nenhuma, quem se faça pobre, tendo grande riqueza" (Pv 13.7).

O ACENDEDOR DE LAMPIÕES

Quando menino, em Nova Odessa, São Paulo, eu gostava de acompanhar o acendedor de lampiões. (Na verdade, em 1927, os lampiões já tinham sido substituídos por lâmpadas, mas o nome do funcionário continuou, acendedor de lampiões.)

Hoje, as modernas lâmpadas de mercúrio, ou as lâmpadas comuns, se acendem automaticamente ao cair da tarde e se apagam de manhã com o clarear do dia. Mas antigamente não era assim.

Os automóveis funcionavam com luz a carbureto, bruxuleante, e a iluminação pública era muito deficiente. Os postes precisavam ser acesos, um a um, ao cair da tarde, com operação inversa todas as manhãs.

A criançada acompanhava o funcionário da prefeitura. Ele, com uma vara comprida, suspendiam a chave de cada poste, clareando um pedaço de rua. Corríamos para o poste seguinte. Mais um jorro de luz. Mais outro... Mais outro.

Quando ficava muito distante de casa e não tínhamos permissão de ir além, já não se divisava mais o acendedor de lampiões. A sua imagem era engolida pelas sombras, e, de repente, mais um jato de luz, e ia ficando um rastro luminoso por onde ele passava.

Muitos crentes são como um acendedor de lampiões: Vão deixando um rasto luminoso por onde passam.

Mas outros...

"Vós sois a luz do mundo: não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus" (Mt 5.14-16).

NÃO MAQUINES MAL


Certa moça crente, enfermeira de um hospital no Rio de Janeiro, por seus méritos, foi promovida a chefe de departamento.

Algumas pessoas que se consideraram preteridas reclamaram.

Uma senhora mais exaltada, achou por bem vingar-se da nova superiora.

Procurou um famoso macumbeiro. Contou-lhe o caso e contratou seus serviços.

Tudo combinado ficou de voltar na semana seguinte, para receber a "obrigação".

- Ih! Não mexa com essa gente, minha filha! - disse o macumbeiro. Essa moça é crente e está sob a proteção de Deus.

A invejosa voltou para casa, mas não se conformou. Alguns dias depois tornou ao terreiro, insistindo em sua malévola pretensão.

Desta vez recebeu uma sentença definitiva.

- Minha filha. Desista de querer fazer mal a essa moça, porque todo o mal que você quiser fazer-lhe, se voltará contra você mesma.

"O que faz com que os retos se desviem para um mau caminho, ele mesmo cairá na sua cova, mas os sinceros herdarão o bem" (Pv 28.10).